Brené Brown

Brene Brown. O poder da vulnerabilidade.

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Translated by Nancy Juozapavicius
Reviewed by Jeff Caponero
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Bom, vou começar com isto: alguns anos atrás, um planejador de eventos me ligou porque eu ia participar de um evento de palestras. E ela me ligou, e disse, "Estou me debatendo sobre como escrever sobre você no folhetinho." E pensei, "Bom, qual é a dúvida?" E ela disse, "Bem, eu vi você falar, e vou te chamar de pesquisadora, acho, mas temo que se eu chamar você de pesquisadora ninguém venha, porque eles irão achar que você é chata e irrelevante." (risos) Eu disse: ok... E ela disse, "Mas o que eu gostei da sua palestra é que você é uma contadora de histórias. Então eu acho vou simplesmente chamá-la de contadora de histórias." E claro que a minha parte acadêmica e insegura ficou , "Você vai me chamar do quê??" E ela disse, "Vou chamar você de contadora de histórias." E eu, "Por que não fada mágica?" (risos) Eu disse, "Me deixe pensar sobre isso um segundo." Eu tentei procurar lá no fundo minha coragem. E pensei: eu sou uma contadora de histórias. Sou uma pesquisadora de dados qualitativos Eu coleciono histórias. É isso que eu faço. E talvez histórias sejam apenas dados com alma. E talvez eu seja simplesmente uma contadora de histórias. Então eu disse, "Quer saber? Por que você não diz simplesmente que sou uma pesquisadora-contadora de histórias?" E ela respondeu: "Haha...Isso não existe." (risos) Então... sou uma pesquisadora-contadora de histórias, e vou falar com vocês hoje - estamos falando sobre expandir a percepção - então quero falar com vocês e contar algumas histórias sobre uma parte de minha pesquisa que expandiu fundamentalmente minha percepção e na verdade, mudou de fato a forma como eu vivo e amo e trabalho e sou mãe.

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E é aqui que começa minha história. Quando eu era uma jovem pesquisadora, estudante de doutorado, em meu primeiro ano eu tinha um professor de pesquisa que nos disse "Eis o que acontece, se você não puder medir, não existe." E eu achava que ele estava apenas me bajulando Eu dizia: "Sério??" e ele, "Definitivamente". Então vocês têm que entender que eu tenho um bacharelado em serviço social, um mestrado em serviço social, e eu estava fazendo meu doutorado em serviço social, então toda minha carreira acadêmica estava rodeada por pessoas que meio que acreditavam no "A vida é uma bagunça, ame-a." E eu sou mais do tipo "A vida é uma bagunça, limpe-a, organize-a e coloque-a em uma Bentô Box. (risos) Então acreditei que tinha encontrado meu caminho, encontrado uma carreira que me levava — de verdade, um dos grandes ditados em trabalho social é "Curve-se ao desconforto do trabalho." E e o meu é "Dê uma paulada no desconforto, tire ele do caminho e consiga As em tudo. Esse era meu mantra. Então eu estava muito entusiasmada com isso. Então pensei, quer saber, esta é a carreira para mim, porque estou interessada em tópicos confusos. Mas quero ser capaz de torná-los não confusos. Eu quero entendê-los. Quero mergulhar nessas coisas que eu sei que são importantes e abrir o código para que todos possam ver.

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Então comecei com conexão. Porque quando voce já é uma assistente social há 10 anos, o que você percebe é que conexão é o porquê de estarmos aqui. É o que dá propósito e significado às nossas vidas. É a razão de tudo. Não importa se você fala com pessoas que trabalhem com justiça social, saúde mental, abuso ou negligência, o que sabemos é que conexão, a habilidade de se sentir conectado, é— neurobiologicamente é assim que somos feitos - é o porquê de estarmos aqui. Entao eu pensei, quer saber, eu vou começar com conexão. Bom, sabe aquela situação quando você recebe uma avaliação do sua chefe, e ela diz 37 coisas que você faz incrivelmente bem, e uma coisa - uma "oportunidade de crescimento"? (risos) E você só consegue pensar é naquela oportunidade de crescimento, certo Bom, aparentemente era o jeito que meu trabalho estava indo também,. porque, quando você pergunta às pessoas sobre amor, elas te contam sobre desilusões amorosas. Quando você pergunta às pessoas sobre pertencer, elas contarão a você suas experiências mais dolorosas de exclusão. E quando você pergunta às pessoas sobre conexão, as histórias que elas me contaram forem sobre desconexão.

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Então, muito rapidamente - cerca de seis semanas após o início da pesquisa- Eu me dei com essa coisa inominada que absolutamente desfazia conexões de uma maneira que eu não entendia ou nunca tinha visto. Então eu me afastei da pesquisa e pensei, eu preciso descobrir o que é isto. E essa coisa era vergonha. E vergonha é muito facilmente compreendida como o medo da desconexão. Há algo sobre mim que, se outras pessoas souberem ou virem, fará que eu não mereça conexão? As coisas que eu posso dizer sobre isso: é universal; todos a temos. As únicas pessoas que não sentem vergonha não têm capacidade para empatia ou conexão humana. Ninguem quer falar a respeito dela, e quanto menos você a discute, mais a tem. O que sustentava esta vergonha, esse "Não sou boa o suficiente," — esse sentimento que todos conhecemos: "Não sou X o suficiente. Não sou magra o suficiente, rica o suficiente, bonita o suficiente, inteligente o suficiente, promovida o suficiente." A base disso era uma vulnerabilidade dilacerante, essa ideia de que, para que que a conexão aconteça, temos que nos permitir ser vistos, realmente vistos.

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E vocês sabem como me sinto sobre vulnerabilidade. Eu detesto vulnerabilidade Então pensei, esta é minha chance de repeli-la com minha régua Vou mergulhar, vou descobrir como isso funciona, vou passar um ano, vou desconstruir totalmente a vergonha, vou entender como a vulnerabilidade funciona, e vou passar a perna nela. Então eu estava pronta, e estava realmente empolgada. Como você sabe, isso não vai acabar bem. (risos) Você sabem. Então eu poderia falar muito sobre vergonha, mas eu teria que pegar o tempo dos outros palestrantes. Mas posso dizer a você a que isso se reduz — e isso pode ser uma das coisas mais importantes que aprendi na década fazendo essa pesquisa. Meu um ano se transformou em seis, milhares de histórias, centenas de longas entrevistas, focus groups E a certas alturas as pessoas estavam me enviando páginas de diários e me enviando suas histórias — centenas de dados em seis anos. E eu meio que entendi a coisa toda.

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Eu meio que entendi, isso é o que é a vergonha é assim que funciona Escrevi um livro publiquei uma teoria, mas algo não estava certo — e isso era que se eu pegasse a grosso modo as pessoas que entrevistei e as dividisse em pessoas que realmente tinham um senso de merecimento —- e é isso a que se resume, um senso de merecimento — eles têm um forte sentimento de amor e pertencimento — e as pessoas que lutam para ter esse sentimento e as pessoas que estão sempre imaginando se são boas o suficiente. Havia somente uma variável que separava as pessoas que tinham um forte sentimento de amor e pertencimento das pessoas que realmente lutavam por isso. E era que, as pessoas que tinham um forte sentimento de amor e pertencimento acreditavam que elas mereciam amor e pertencimento. Só isso. Elas acreditam que merecem. E para mim, a parte difícil da única coisa que nos mantêm desconectados é nosso medo de que não sejamos merecedores de conexão Era algo que, pessoal e profissionalmente, eu sentia que precisava entender melhor. Então o que eu fiz foi pegar todas as entrevistas onde eu via merecimento, onde eu via pessoas vivendo desse jeito, e dar uma olhada apenas nessas.

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O que essas pessoas têm em comum? Eu tenho um pequeno vício por material de escritório mas isso seria outra palestra.. Eu estava com uma pasta de arquivo, uma caneta grossa e eu estava, tipo, como vou chamar essa pesquisa? E a primeira palavra que me veio à cabeça foi coração-pleno.. Essas são pessoas de coração-pleno, vivendo desse senso profundo de merecimento Então escrevi na parte de cima da pasta, e comecei a olhar os dados De fato, eu fiz isso primeiro em quatro dias de uma análise de dados muito intensa, na qual eu voltei, retomei essas entrevistas, as histórias, os incidentes. Qual era o tema? Qual era o padrão? Meu marido saiu da cidade com as crianças porque eu sempre entrava nessa loucura tipo Jackson Pollock, onde eu ficava escrevendo e no meu modo pesquisadora. E eis o que eu descobri. O que elas tinham em comum era um senso de coragem. E quero diferenciar coragem e bravura para vocês por um minuto. Coragem — a definição original de coragem quando veio para a língua inglesa — é da palavra latina cor, que significa coração — e a definição original era contar a história de quem você é com todo o seu coração Então essas pessoas tinham, muito simplesmente, a coragem de serem imperfeitas Elas tinham a compaixão de serem gentis consigo mesmas primeiro e então com outros, porque acontece que não podemos praticar compaixão por outras pessoas se não conseguimos nos tratar com gentileza. E a última coisa é que elas tinham conexão, e - essa é a parte difícil — como resultado de autenticidade, elas estavam dispostas a abandonar quem pensavam que deveriam ser a fim de serem quem elas eram, algo que você absolutamente tem que fazer para se conectar.

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A outra coisa que elas tinham em comum era isso. Elas abraçavam a vulnerabilidade completamente Elas acreditavam que o que as tornava vulneráveis as tornava lindas. Elas não falavam de vulnerabilidade com algo confortável, nem falavam sobre isso ser doloroso — como eu tinha ouvido antes na entrevista sobre vergonha. Elas falavam que isso era necessário Elas falavam sobre a disponibilidade de dizer "eu te amo" primeiro, a disponibilidade de fazer algo quando não havia garantias, a disponibilidade de respirar enquanto esperavam o médico ligar depois de uma mamografia. Elas estavam dispostas a investir em um relacionamento que poderia ou não funcionar. Elas achavam que isso era fundamental.

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Eu pessoalmente achava que isso era traição. Eu não conseguia acreditar que tinha jurado fidelidade à pesquisa, na qual o trabalho — sabem, a definição de pesquisa é controlar e prever, estudar fenômenos pelo motivo explícito de controlar e prever. E agora minha missão de controlar e prever tinha trazido a resposta de que a maneira de viver é com vulnerabilidade e parar de controlar e prever. isso levou a uma pequena crise — (risos) — que realmente parecia mais com isto. (risos) E aconteceu. Eu chamei de crise, meu terapeuta chamou de despertar espiritual. Um despertar espiritual soa melhor que uma crise mas eu garanto a vocês que foi uma crise. Eu tive que colocar meus dados de lado e achar um terapeuta Deixe-me contar algo: vocês sabem que vocês são quando ligam para seus amigos e dizem, "acho que preciso ver alguém Você tem alguma recomendação?" Porque uns cinco amigos meus tipo disseram, "uuum, eu não queria ser seu terapueta." (risos) E eu , "O que isso quer dizer?" E eles , tipo, "Estou só dizendo, sabe. Não traga sua régua." E eu, "Tá"

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Então achei uma terapeuta. Meu primeiro encontro com ela, Diana — Eu levei minha lista do jeito que os entusiasmados vivem, e sentei. E ela disse, "Como vai você?" E eu disse, "Estou ótima, estou bem." Ela disse, "O que acontece?" E essa é uma terapeuta que atende terapeutas, porque temos que ir nessas, por que seus radares de enrolação são bons. (risos) Então eu disse, "A coisa é a seguinte, estou lutando" E ela disse, "Qual é a luta?" E eu disse , "Bom, eu tenho um problema com vulnerabilidade. E eu sei que vulnerabilidade é o centro da vergonha e do medo e da nossa luta por merecimento mas parece que também é a origem da alegria, da criatividade, do pertencimento, do amor. E acho que tenho um problema, e preciso de ajuda." E eu disse, "Mas tem uma coisa: sem mexer em coisas de família, sem bobagens sobre minha infância." (risos) "Eu só preciso de algumas estratégias." (risos) (aplausos) Obrigada. Então ela fez assim. (risos) E então eu disse "É mal, não é?" E ela disse, " não é bom, nem mal." (risos) "É apenas o que é." E eu disse, "ai, meu Deus, isso vai ser uma droga."

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(risos)

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E foi, e não foi. E levou cerca de um ano E vocês sabem como há pessoas que, quando percebem que vulnerabilidade e sensibilidade são importantes se rendem e se entregam. A: isso não sou eu e B: eu nem conheço gente assim. (risos) Para mim, foi uma briga de rua de um ano Foi uma pancadaria Vulnerabilidade pressionava, eu pressionava de volta Eu perdi a briga, mas provavelmente ganhei de volta minha vida.

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E então quando eu voltei para a pesquisa e passei os anos seguintes realmente tentando entende o que eles, os coração-plenos, que escolhas eles estavam fazendo. e o que estamos fazendo com a vulnerabilidade. Por que lutamos tanto com ela? Estou sozinha nessa luta contra a vulnerabilidade? Não Então eis o que aprendi Anestesiamos a vulnerabilidade — quando estamos esperando pela ligação Foi engraçado, eu enviei alguma coisa no Twitter e no Facebook que dizia, "Como você definiria vulnerabilidade? O que faz você se sentir vulnerável? E em uma hora e meia, eu tinha umas 150 respostas. Porque eu queria saber o que está por aí. Ter que pedir ajuda ao meu marido porque estou doente, e somos recém casados começar sexo com meu marido começar sexo com minha esposa ser dispensado, convidar alguém para sair; esperar o médico ligar; ser demitida; demitir pessoas — esse é o mundo em que vivemos. Vivemos em um mundo vulnerável. E uma das formas com que lidamos com isso é anestesiar a vulnerabilidade

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E eu acho que há evidências — e essa não é a única razão pela qual essa evidência existe, mas eu acho que é uma causa enorme — somos os adultos mais endividados, obesos viciados e medicados na história dos Estados Unidos. O problema é - e eu aprendi isso na pesquisa — que você não pode seletivamente anestesiar emoções Você não pode dizer, aqui está a parte ruim. Aqui está a vulnerabilidade, aqui está a dor, aqui está a vergonha aqui está o medo, aqui está o desapontamento e eu não quero sentir isso. Vou tomar umas cervejas e comer um muffin de banana e nozes. (risos) Eu não quero sentir isso E eu sei que isso é riso culpado eu vivo de hackear suas vidas Deus (risos) Você nao consegue anestesiar esses sentimentos pesados sem anestesiar os outros sentimentos, nossas emoções. Você nao pode anestesiar seletivamemnte. Então quando os anestesiamos anestesiamos a alegria anestesiamos a gratidão anestesiamos a felicidade. E então ficamos infelizes, procurando por propósito e sentido, e então nos sentimos vulneráveis, daí tomamos algumas cervejas e comemos um muffin de banana e nozes E isso se torna esse ciclo perigoso

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Uma das coisas que acho que temos que pensar a respeito é porque e como anestesiamos E falo apenas de vícios. A outra coisa que fazemos é que tornamos certo tudo que é incerto. A religião se transformou, de uma crença em fé e mistério para a certeza. Estou certo, você está errado. Cale a boca. É isso. Apenas certeza. Quanto mais medo temos, quanto mais vulneráveis estamos, mais medo temos. É assim que a política se está hoje em dia Não há mais discurso Não há mais conversa Há apenas culpa. Você sabem como a culpa é descrita na pesquisa. Uma forma de descarregar a dor e o desconforto. Nos aperfeiçoamos. Se há alguém que quer que sua vida pareça com isso, sou eu, mas isso não funciona. Porque o que fazemos é pegar gordura do nosso traseiro e colocar nas nossas bochechas. (risos) Inclusive, espero que em cem anos, as pessoas olhem para trás e digam "Uau"

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(risos)

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E aperfeiçoamos, ainda mais perigosamente nossos filhos. Deixe me contar a vocês o que pensamos sobre filhos. Estão prontas para a briga quando chegam aqui. E quando seguramos bebezinhos perfeitos nos braços, nosso trabalho não é dizer, "Olhe para ela, ela é perfeita. Meu trabalho é mantê-la perfeita — certiicar-me de que ela entre na equipe de tenis no quinto ano e em Yale no sétimo." Esse não é nosso trabalho Nosso trabalho é olhar e dizer, "Sabe o que mais? Você é imperfeita, você está pronta para a briga, mas você merece amor e pertencimento." Esse é nosso trabalho. Me mostre uma geração de crianças criadas assim, e terminaremos com os problemas que acho que vemos hoje. Fiingimos que o que fazemos não tem efeito sobre as pessoas. Fazemos isso em nossas vidas pessoais. Fazemos isso nas empresas — seja uma operação de salvamento, um derramamento de oleo, um recall — fingimos que o que estamos fazendo não tem um impacto enorme sobre outras pessoas Eu diria para as empresas, não somos marinheiros de primeira viagem. Precisamos que vocês sejam autênticos e reais e digam, "Sentimos muito. Vamos consertar."

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Mas existe um outro jeito, e vou deixar vocês com isso Isso é o que descobri: nos deixarmos ser vistos vistos profundamente vistos vulnervelmente amar com todo nosso coração mesmo que não haja garantia —- e isso é muito difícil, e eu posso dizer a vocês como mãe, isso é terrivelmente dificil — praticar gratidão e alegria nos moementos de terror, quando pensamos, "Posso amar tanto assim? Posso acreditar nisso com tanta paixão? POsso ser tão ardente a esse respeito?" apenas ser capaz de parar, e , em vez de catastrofizar o que poderia acontecer dizer, "Sou apenas tão grata, porque sentir-se tão vulnerável significa que estou viva." E a última coisa, que eu acho que é provavelmente a mais importante, é acreditamos que somos suficientes. Porque acredito que quando começamos com um sentimento que diga, "Sou suficiente, " então paramos de gritar e começamos a escutar somos mais bondosos e gentis com as pessoas ao nosso redor, e somos mais bondosos e gentis conosco.

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É tudo o que tenho. Obrigada.

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Aplausos

Brene Brown estuda conexão humana - nossa habilidade de sentir empatia, pertencer, amar. Em uma palestra comovente e divertida no TEDxHouston, ela compartilha uma percepção profunda de sua pesquisa, que a levou a uma busca pessoal para conhecer a si mesma e entender a humanidade. Uma palestra para compartilhar.

About the speaker
Brené Brown · Vulnerability researcher

Brené Brown studies vulnerability, courage, authenticity, and shame.

Brené Brown studies vulnerability, courage, authenticity, and shame.