Coimbra
x = independently organized TED event

Theme: Feel, Share, Change Emotions!

This event occurred on
October 20, 2012
9:00am - 7:00pm (UTC +1hrs)
Coimbra, 06
Portugal

…sentir, partilhar, transformar emoções! A terceira edição do TEDxCoimbra vai realizar-se no dia 20 de Outubro de 2012 com o mote sentir, partilhar, transformar emoções! … sem partilhar… as emoções não fazem sentido… … partilhar sem transformar… não muda o mundo… As emoções sentidas… Sentidas e partilhadas… E a partilha transformada… As emoções partilhadas… Transformadas no sentido… E sentidas novas emoções… As emoções transformadas… Porque sentidas… Na partilha das emoções! No TEDxCoimbra as emoções sentem-se e partilham-se! A audiência prevista é diversificada, desde CEOs de empresas, a cientistas, a criativos, a filantropos, a tecnólogos, a pensadores, a empreendedores, a decisores, a estudantes universitários, e é quase tão extraordinária como os oradores. O painel de oradores do TEDxCoimbra 2012 é extraordinário e é constituído pelos melhores criativos, cientistas, tecnólogos, empreendedores, pensadores, inovadores, decisores e fazedores que estão prontos a inspirar e a partilhar tudo isto com os participantes.

Teatro Académico Gil Vicente
Praça da República
Avenida Sá da Bandeira
Coimbra, 06, 3000-343
Portugal
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Speakers

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Abdool Karim Vakil

É Presidente e co-fundador da Comunidade Islâmica de Lisboa desde 1988. Também preside ao Fórum Abraâmico de Portugal uma instituição que promove o entendimento entre todas as religiões e é membro da Comissão de Liberdade Religiosa. É Licenciado em Finanças pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa e fez carreira nos sectores públicos e privados em Moçambique e Portugal, tendo-se, mais tarde, concentrado na banca. Desde 2006, exerce o cargo de Presidente do conselho de administração no Banco da África Ocidental em Bissau.

Ana Maria Braga da Cruz

Foi Presidente, Delegada Regional e Assessora Principal da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (CIDM). É Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra e é Mestre em Desenvolvimento e Extensão Rural, pela UTAD. Os seus interesses de investigação estão relacionados com questões ligadas ao desenvolvimento, planeamento, problemática de áreas deprimidas no contexto da igualdade de oportunidades e exclusão social, e à Educação de Adultos e Mulheres. Da sua experiência profissional destacam-se a organização e programação em equipe do trabalho do CIDM, os contactos com associações e grupos de mulheres interessadas na problemática da mulher e a coordenação de diversos projetos ligados às temáticas das mulheres. Foi consultora internacional a convite da UNESCO, junto da Organização de Mulheres Moçambicanas, do Fundo das Nações Unidas para as Atividades com a População, na Guiné Bissau, Angola, Malawi e Zimbabwe, e da REAPN – Rede Europeia Anti Pobreza. É membro fundador da Associação de Saúde Materno Infantil da Maternidade de Júlio Dinis, da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres, da Associação “O Ninho”. Foi membro da direção da Rede Europeia Anti Pobreza-Portugal e da Plataforma Portuguesa das ONGD e membro do Board de Concord – Plataforma Europeia de ONGD, do Conselho de Curadores da Fundação Cuidar o Futuro, da Comissão de Ética do Instituto de Genética Médica Jacinto Magalhães e do Conselho Geral da Universidade do Porto.

António Gomes Martins

Co-fundador e co-responsável pela Iniciativa da Universidade de Coimbra “Energia para a Sustentabilidade” e foi Director do Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra. Licenciou-se e fez o Doutoramento em Engenharia Electrotécnica, no tema de Utilização Eficiente de Energia Eléctrica, na Universidade de Coimbra. Docente desde 1976, desempenhou essas funções na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, onde é Professor Catedrático e foi membro do Conselho Directivo desta Faculdade. Foi Vice-Reitor da Universidade de Coimbra onde teve responsabilidade pelas áreas da Gestão Administrativa, Financeira, de Recursos Humanos, Académica e de Investigação Científica. Foi membro da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra entre 1974 e 1976, sendo presidente em 1975/76.

António Pinho Vargas

Compositor, músico, ensaísta. Licenciatura em História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Curso Superior de Piano do Conservatório do Porto e Mestrado de Composição do Conservaório de Roterdão na Holanda. Professor de composição na Escola Superior de Música de Lisboa desde 1991 e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade d e Coimbra. Completou o seu doutoramento em Sociologia da Cultura na Universidade de Coimbra em 2010. Gravou 8 discos de jazz como pianista/compositor incluindo os dois CDs duplos Solo (2008) e Solo II (2009) em piano solo. Foram já editados 4 discos monográficos com algumas das suas obras. Compôs 4 óperas, 1 oratória, 9 peças para orquestra, 8 obras para ensemble, 18 obras de câmara, 7 obras para solistas e música para 5 filmes. Podem destacar-se as óperas Édipo, Tragédia de Saber (1996) Os Dias Levantados (1998) e Outro Fim (2008) os quartetos de cordas Monodia, quasi un Requiem (1993) e Movimentos do subsolo (2008), as obras para orquestra Acting Out (1998), A Impaciência de Mahler (2000), Graffiti [just forms] (2006), Six Portraits of Pain, para violoncelo solo e ensemble (2005) Um Discurso de Thomas Bernhard, para narrador e orquestra (2007) e a Suite para violoncelo solo (2008). Em 2011 estreará a obra sinfónica Onze Cartas para orquestra, três narradores (pré-gravados) e electrónica. Publicou os livros Sobre Música: ensaios, textos e entrevistas (Afrontamento, 2002) e Cinco Conferências sobre a História da Música do Século XX (Culturgest, 2008) e, em 2011, o livro Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu (CES/Almedina).

aranhiças & elefantes

Blog-grupo experimental ou paracolectivo poético ou não-movimento. um desequilíbrio de palavras, imagens e sons. um não-lugar para quantas as vozes que quiserem habitar uma casa sem ventríloucos. tudo é POEMACTOM, por que a poesia des-TECE-SE: teia sempre por fazer, sempre a refazer-se, a criar fendas em processo nas formatadas linguagens com que nos põem a desOLHAR o mundo.

BIRDS ARE INDIE

São um rapaz e uma rapariga, de Coimbra, que se apaixonaram há 14 anos. Começaram a fazer músicas no início de 2010 e entretanto editaram dois EPs pela netlabel Mimi Records, outro em nome próprio e agora ‘How Music Fits Our Silence’, o primeiro LP na sua editora Murmürio Records. Já tocaram um pouco por todo o país, foram à rádio e à televisão, mas apesar de tudo isto, continuam a ser um projecto absolutamente descomprometido e nada virtuoso. Agora um pouco menos rudimentar e talvez um pouco mais afinado. O mais importante persiste, ainda, o amor.

Campânula Herminii

Música de inspiração, voltada para o cenário do pastor transumante, para o seu âmago e a interactividade com o espaço envolvente, espaço físico e afectivo. A sonoridade tem como cerne as campainhas de bronze tradicionais manufacturadas na aldeia de Maçainhas, Guarda. No novo disco CUMEADA, os Campanula Herminii mergulham no universo íntimo da memória e das emoções, procurando expressar momentos de partilha que proporcionam conhecimento e aprendizagem, e a partir dos quais se estabelecem laços inquebráveis que perduram no tempo.

Carla Caramujo

É licenciada e mestre (MMus distinction) em Canto/Performance e Ópera, pelas Guildhall School of Music and Drama (Londres) e Royal Scottisch Academy of Music and Drama (Glasgow), e Scholar da Fundação Samling no Reino Unido. Integrou o elenco da Alexander Gibson Opera School em colaboração com a Scottish Opera/Royal Theatre of Glasgow. Entre os vários papéis que interpretou internacionalmente e no Teatro Nacional de S. Carlos, estreou e criou em absoluto o papel de Salomé em O Sonho, de Pedro Amaral, com a London Sinfonietta em Londres e na Fundação Gulbenkian. Foi vencedora do Concurso Nacional Luísa Todi, Chevron Excellence Award e Dewar Award em 2005, Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge em Nuremberga, e Ye Cronies Award no Reino Unido, em 2006. As suas interpretações têm merecido elogios da crítica internacional, abarcando um vasto repertório, desde o Barroco até à produção contemporânea, e com colaborações com diversas orquestras. Apresentou-se sob a batuta de Giovanni Andreoli, José Luís Chan, Cesário Costa, Christian Curnyn, Darrel Davison, Timothy Dean, Osvaldo Ferreira, Julia Jones, Moritz Gnann, Juliàn Lombana, Marcos Magalhães, Rui Massena, Cornelius Meister, Alexander Polianitchko, António Saiote, Johannes Stert, Marc Tardue, Javier Viceiro, Laurent Wagner e João Paulo Santos com quem se apresenta regularmente em recital. Em 2008 participou na série documental gravada para RTP Percursos da Música Portuguesa com um concerto realizado no Teatro Nacional de S.Carlos, onde se estreou em 2007, ao lado de Vesselina Kasarova.

David Grachat

David Grachat é Atleta de Alta Competição na modalidade de Natação, conciliando o treino com o curso de Ciências do Desporto na Faculdade Motricidade Humana da Universidade de Lisboa. Começou a nadar com 2 anos de idade tendo entrado para a equipa de natação adaptada da GesLoures aos 10 anos. É campeão nacional nos últimos 7 anos e foi recordista d Europa nos 50 e nos 100 livres, tendo ainda ganho muitas medalhas a nível internacional. Participou nos Jogos Paralímpicos de Pequim e nos recentes Jogos em Londres – Inglaterra, 2012.

diniz + ricardo cruz

Projeto experimental em que o som e a imagem são misturados ao vivo. O projeto é constituído por jogos de inúmeras paisagens sonoras electrónicas e diversos excertos de filmagem, constituídos por planos. A narrativa visual é construída, sincronizada e misturada ao vivo conforme o desenrolar da música. Em cada apresentação são utilizados alguns excertos de filmagens de forma a contar uma história em tempo real, tendo como ponto de partida sonoridades atmosféricas e minimalistas. É um projeto que se enquadra no contexto da narrativa não-linear interativa manipulada em tempo real não havendo uma preparação prévia entre o performer e o visualista. Cada apresentação deste projeto é portanto única.

Eduardo Sá

Eduardo Sá é psicólogo clínico, psicanalista e professor de psicologia clínica na Universidade de Coimbra e no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa. Tem uma longa experiência de acompanhamento de fetos e de bebés, de crianças, de adolescentes e das suas famílias. Director da Clínica Bebés & Crescidos. Tem colaborado regularmente na imprensa, nomeadamente nas revistas “XIS”, do jornal Público, Adolescentes, e actualmente na “Notícias Magazine”, do Diário de Notícias. Publicou “Manual de Instruções para uma família feliz”, “Más maneiras de sermos bons pais”, “Psicologia dos pais e do brincar”, “A maternidade e o bebé”, “A vida não se aprende nos livros”, “Tudo o que o amor não é”, “Chega-te a mim e deixa-te estar”, “Crianças para sempre” e, em co-autoria, “O melhor do mundo”.

José Manuel Pureza

José Manuel Pureza é investigador do Centro de Estudos Sociais, onde co-coordena o Núcleo de Humanidades, Migrações e Estudos para a Paz. É igualmente Professor de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, com docência na licenciatura, no mestrado e no doutoramento e com responsabilidades de co-coordenação do Programa de Doutoramento em Política Inter nacional e Resolução de Conflitos. Foi investigador responsável, nos últimos anos, por diversos projectos de investigação na área dos Estudos para a Paz e tem diversas obras publicadas nesta área e em Direito Internacional. Tem sido docente convidado em várias universidades estrangeiras: Universidad Torcuato di Tella (Buenos Aires), Pablo de Olavide (Sevilha), PUC de São Paulo e PUC do Rio de Janeiro, Universidad del País Vasco. É conferencista regular do Instituto da Defesa Nacional e do Centro de Direitos Humanos do Ius Gentium Conimbrigae. É membro do “Círculo de Amigos da Aliança”, promovido pelo Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança de Civilizações, Jorge Sampaio, da comissão instaladora da Associação Portuguesa das Nações Unidas e integra, como perito, o Painel de Árbitros para Disputas relativas a Recursos Naturais e/ou Ambiente do Tribunal Permanente de Arbitragem.

José Mário Albino

José Mário é Licenciado em Psicologia pela Universidade De Coimbra em 1994. Psicólogo na ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal – desde 1995. Iniciou estas funções no Departamento de Apoio ao Emprego e Formação Profissional em Lisboa, com responsabilidades nos domínios da Avaliação, Informação e Orientação Profissional, bem como do acompanhamento psicopedagógico aos cursos de formação profissional desta entidade. Entre 1998 e 2004, representou a ACAPO em diversos projectos transnacionais focados no desenvolvimento de metodologias e de instrumentos de trabalho no âmbito do apoio ao emprego e da formação profissional das pessoas com deficiência, tendo publicado vários artigos sobre a temática. Assumiu as funções de coordenador do Departamento de Apoio ao Emprego e Formação Profissional da ACAPO em Novembro de 2001, cessando esta responsabilidade em Dezembro de 2004, altura em que se transferiu para a Delegação de Coimbra, onde actualmente integra a equipa de Acção Social. Nesta equipa, é responsável pela intervenção psicológica. Assume igualmente responsabilidades no domínio da divulgação e sensibilização, além de representar a ACAPO em vários grupos de trabalho e foruns inter-institucionais. Ao longo dos anos, tem igualmente apresentado diversas comunicações sobre temáticas relacionadas com a deficiência visual. O contacto informal com as terapias psicocorporais desde 2001, levou-o a interessar-se progressivamente por estas abordagens e a questionar-se sobre a complexidade da dimensão psicológica do Ser Humano, dos seus factores de desenvolvimento, de perturbação e de mudança. Nesta sequência, faz formação em Massagem Biodinâmica entre 2005 e 2007 e, entre 2008 e 2009 em Intervenção Pcicocorporal para Primeiros Socorros Emocionais para Grávidas, Bebés e Seus Pais. A intervenção em reabilitação de pessoas com deficiência visual e as abordagens psicocorporais do desenvolvimento humano e da intervenção terapêutica, assumem-se como duas das suas grandes paixões a nível profissional, levando ao desenvolvimento de uma proposta de trabalho na ACAPO denominada de “Oficinas Corpo e Mente”. Implementadas pela primeira vez em 2009, estas Oficinas estão agora na sua segunda edição e desenvolvem-se sob a forma de dinâmicas de grupo onde os participantes são convidados a sentir e a partilhar sensações, emoções, sentimentos e afectos tendo como pano de fundo a multidimensionalidade da natureza humana.

Kaki

O Kaki é um palhaço! Tem formação específica na área do palhaço com alguns dos maiores palhaços/comediantes do mundo: Alex Navarro, Jango Edwards, Fraser Hooper, Loco Brusca, etc.. Em 2006 e 2007 venceu o Prémio do Público (espetáculo: “A Abelha Mágica”) e o 1º Prémio (espetáculo: “Train Station”) no Festival de Animação de Rua da Póvoa de Varzim. O seu projeto mais querido é o que desenvolve, desde 2007, como Palhaço de Hospital em colaboração com a Associação Acreditar e o Hospital Pediátrico de Coimbra. Fez formação nesta área com alguns dos profissionais da Operação Nariz Vermelho. Em 2011 esteve em Israel em formação com os Dream Doctors na área do palhaço de hospital. Fez também um curso com Michael Christensen, Clown Care Unit da Big Apple Circus. Já em 2012 foi convidado para colaborar com uma equipa multidisciplinar (Associação Vencer Autismo) para trabalhar com crianças autistas. Neste momento está a desenvolver o seu próprio projeto de palhaço em ambiente hospitalar em parceria com algumas instituições.

Manuel Antunes

É Professor Catedrático da Universidade de Coimbra e Diretor do Departamento de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra. É Graduado pela Universidade de Lourenço Marques, Master of Medicine, Doctor of Philosophy (Medicine) e Doctor of Science pela University of Witwatersrand e Doutorado pela Universidade de Coimbra. É Fellow do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology. Tem um percurso profissional hospitalar onde se destaca a sua passagem pelo Johannesburg Hospital e pela University of the Witwatersrand, em Johannesburg, Africa do Sul. É Membro de 15 sociedades científicas profissionais internacionais de Cardiologia e Cirurgia Cardiotorácica. Tem mais de 800 artigos e comunicações apresentadas em Congressos Internacionais e outros Encontros Científicos, Hospitais e Universidades, cerca de 290 artigos com pré-revisão, editoriais e capítulos de livro publicados, e publicou o livro “A Doença da Saúde”. Fez mais de 20.000 cirurgias de coração aberto, incluindo mais de 10.000 operações valvulares (cerca de 3 mil plastias mitrais e aórticas). É Membro da Revisão e/ou Conselhos Editoriais de 12 revistas internacionais de especialidades de Cardiologia e Cirurgia Cardiotorácica e Editor Associado do European Journal of Cardio-thoracic Surgery e da Revista Portuguesa de Cardiologia. É Presidente do Colégio de Cirurgia Cardiotorácica da Ordem dos Médicos e da Academia Portuguesa de Medicina. Foi Presidente Sociedade Portuguesa de Cardiologia. Recebeu diversos prémios e galardões de onde se destacam a Comenda da Ordem do Infante e a Grã-Cruz da Ordem de Cristo do Governo Português, entre outros.

Maria da Conceição Lopes

Arqueóloga, que gosta de se apresentar como uma arqueóloga sem especialidade. Iniciou-se na profissão como Arqueóloga Municipal de Vidigueira, e deu início à profissão de arqueólogo municipal em Portugal. Começou por fazer arqueologia romana: escavou na villa Romana de s. Cucufate (a villa mais bem conservada que se conhece no mundo) e andou pela Ar queologia do sul de Portugal (descobriu tesouros verdadeiros e sítios que são verdadeiros tesouros) e aprendeu a gostar dos horizontes sem vista e do azul do céu que se confunde com o mar do Mediterrâneo. Os seus projectos moldam-se por esse caminhar sem de fronteiras, geográficas e científicas e um desejo muito inquieto de ver de forma fixada, com os olhos as mão e os sentidos, onde tudo aconteceu. Fez projectos e andou pela Líbia, mas foi na Síria que descobriu um tema novo de investigação e uma equipa diversa: Tell Beydar, cidade do III milénio, no Norte da Síria é um projecto em pausa e que por isso já deu origem a outro no Iraque. Chamaram-na ao Cariri, no interior do Ceará, e por lá fixou projectos de Arqueologia Inclusiva e de Contactos. Propuseram-lhe ir a Mbanza Kongo em Angola e por lá vai inquirindo os contactos. É que, as cidades ainda habitadas são os desafios que mais a entusiasmam, por isso dedica tanto tempo ao projecto arqueologia das cidades de Beja: onde a cidade se encontra com a sua construção. É, portanto, uma arqueóloga sem tempo, por ser o tempo longo que a conduz, sem assunto, porque se interessa por todos os tempos e nenhum assunto lhe interessa menos que outro. É uma Arqueóloga moldada pelos lugares e as gentes do Sul e construiu a sua arqueologia com base nessa vivência. Gostava de ser como as cidades caóticas: muita coisa, tanta coisa e tanta ainda mais, e sempre um espaço para colocar mais alguma coisa de novo. Nestas cidades só quem é de lá ou se abre a lá ficar augura experienciar o Génio do Lugar que é o que lhes garante a eternidade.

Maria Paula Oliveira

Maria Paula Oliveira fez a sua formação matemática na Universidade de Coimbra e na Université Pierre et Marie Curie em Paris. É actualmente investigadora no Centro de Matemática da Universidade de Coimbra e professora no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. O seu domínio de investigação situa-se no âmbito da modelação e simulação numérica de fenómenos físicos e biológicos, áreas em que tem dado contribuições originais. Dedica ainda particular atenção ao papel da interdisciplinaridade na produção do conhecimento, tendo sido co-autora dos livros Politica e Progetto, editado em Espanha e em Itália, e recentemente do livro CIÊNCIACIDADE.

Paulo Pereira

É Vice-Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Professor e Membro do Concelho Científico da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Doutorou-se em Biologia Celular no University College of London, em Londres, Reino Unido, e licenciou-se em Bioquímica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Foi Vice-Diretor e Diretor do Centro de Oftalmologia e Ciências da Visão da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Diretor do Laboratório de Bio-imagem Celular de Alta-Resolução e Investigador Principal no grupo de Biologia do Envelhecimento no Centro de Oftalmologia e Ciências da Visão, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Participa e coordena Mestrados e Programas Doutorais nas áreas das Ciências da Visão e Investigação Biomédica. Os seus principais interesses científicos incluem mecanismos moleculares de lesão e reparação celular associados ao envelhecimento e os processos degenerativos envolvidos em patologias associadas ao envelhecimento com particular ênfase no estudo das doenças degenerativas. Também se interessa e participa ativamente em projetos para aumentar a consciência pública para as ciências, nomeadamente em projetos no âmbito da bio-estética e da sci-art. Em 2006 recebeu o Fulbright Research Scholar Award do The Fulbright Scholar Program.

Pedro Vicente

Pedro Vicente nasceu em Coimbra e viveu ai os primeiros 25 anos da sua vida. Apaixona-se em 2003 pelo voluntariado em especial pelos campos de férias para crianças, coisa que ainda hoje tem dificuldade em largar. Fascinado pela cidade dos estudantes das capas negras ingressa na Universidade de Coimbra. Embora com mais facilidade e tendência para as humanidades opta pelas ciências e torna-se Mestre em Engenharia Informática. O seu trabalho foca-se no desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis. A sua ligação ao voluntariado puxou-o também para o associativismo de onde nasceu um interesse forte na liderança, motivação e relação das pessoas. Tem um gosto especial: fazer as pessoas acreditar no impossível… o que, as vezes, o faz ser possível.

Pedro Rodrigues

O seu gosto pela escrita vem de longe: começou na primária, continuou no ciclo, onde entrou em alguns concursos de poesia, e entretanto foi adormecido pelo desejo súbito de se tornar num homem das ciências, mais que num homem das letras. Escreve para dar vida às suas palavras. Escreve para dar vida às vozes que traz dentro de si. Escreve para o mundo, se o mundo o quiser ler. Hoje, sem rendilhados, é apenas mais um rapaz com faísca e meia dúzia de textos editados, que espera que um dia essa faísca dê lugar a um incêndio e o seu clarão se veja a quilómetros e quilómetros de distancia.

Rui Munhoz

Viajante amador, por tradição familiar, paixão, vocação e devoção. Eterno aprendiz de escritor, com muitos livros escritos e guardados na gaveta. Não coleciona carimbos, nem passaportes caducados e não sabe quantos lugares visitou. Parte sem preconceitos e regressa incomensuravelmente mais rico, porque conhece e aprende com todos os que se cruzam no seu caminho, mais tolerante e solidário. Gosta de fotografar pessoas e rostos, mas pede sempre autorização para o poder fazer. Gosta de contar “estórias” de viagens e de recordar pessoas que, apenas passando fugazes, na sua vida, aí permanecerão para sempre.

Rui Zink

Escritor e professor na Universidade Nova de Lisboa. Autor de três dezenas de livros, entre ensaio, ficção e romance, traduzidos em várias línguas. Prémio do P.E.N. Clube Português 2005. Vice-presidente da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados e membro do IELT. Em 2008 foi Endowed Chair na Universidade de Massachusetts Dartmouth, com a bolsa Hélio e Amélia Pedroso/FLAD.

SketchCrawl Coimbra

SketchCrawl Coimbra é um evento performativo de desenho, que tem lugar na referida cidade. Criado por um grupo de amigos/desenhadores de diferentes backgrounds artísticos, funde na sua génese o inconformismo pela torrente de imagens geradas no dia-a-dia, propondo descobrir novas imagens, sobretudo através do desenho livre. Sketchcrawling implica mergulhar contra a corrente desse distanciamento quotidiano, e observar sempre de olhar atento a nossa envolvente. Por isso reorganizam-se em eventos de datas inconstantes, encontros que se propõem redescobrir os prazeres mundanos da cidade, reunidos através da arte. Gizam-se entre dois pólos fundamentais – o do prazer sensorial puro e o do registo sistemático do existente. São uma desculpa à libertação do desenho como um ato solitário e instrospectivo, procurando nele a troca de impressões como forma de novas amizades. No limite, o SketchCrawl Coimbra é uma outra Universidade na cidade, livre das amarras académicas, e onde nos propomos a descobrir com outros, o significado da arte e da vida. Através dele foram já abordados alguns temas prementes: desde a Baixa de Coimbra, o Jardim Botânico, passando pelo Mercado do Quebra-Costas/Fanzine e a incursão a Penacova. Dos seus resultados contam registos plurais da nossa realidade, pois são também plurais os seus intervenientes. Novos e velhos, amadores e profissionais encontram aqui o lugar do desenho, escrita, fotografia e todo e qualquer registo que, com a intenção de ser partilhado, deseja a redenção da nossa indulgente memória. Porque é dessa entrega que vivemos e esperamos os futuros amigos/artistas, convidamos todos vós a participar de forma livre e desinibida, na Coimbra que é de todos nós.

Walter Rossa

Walter Rossa é arquiteto, professor das universidades de Coimbra e do Algarve. O tema central do seu trabalho académico e científico é a cidade, o que só consegue fazer sob os enfoques do património, da sustentabilidade e ecologia urbanas. É um dos criadores e coordenador do programa de doutoramento Patrimónios de Influência Portuguesa, bem como diretor do projeto e site www.hpip.org.

Organizing team

Frederico
Dinis

Coimbra, Portugal
Organizer

Ana Arromba
Dinis

Cantanhede, Portugal
Co-organizer
  • Jorge Figueira
    Co-Organizer
  • Carlos Franco
    Co-Organizer
  • Ricardo Cruz
    Co-Organizer