Boa tarde. Em nosso redor está a eclodir uma revolução médica que nos irá ajudar a combater algumas das condições mais temidas da sociedade, incluindo o cancro. Esta revolução chama-se angiogénese e é baseado no processo que o nosso organismo usa para fazer crescer vasos sanguíneos.
Então, por que devemos nos preocupar com os vasos sanguíneos? Bem, o corpo humano está literalmente cheio deles: cerca de 100.000 quilómetros num adulto. de ponta a ponta, formaria uma linha que daria a volta à Terra duas vezes. Os vazos sanguíneos mais pequenos são chamados capilares; o nosso corpo tem cerca de 19 mil miliões deles Estes são os vasos da vida, e, como irei mostrar-vos, eles podem ser também os vasos da morte. O aspecto notável dos nossos vasos capilares é a capacidade de adaptação ao ambiente que os involve Por exemplo, formam canais no figado para desintoxicar o sangue; alinham sacos de ar para as trocas gasosas nos pulmões; formam uma espiral nos músculos para que estes se possam contrair sem bloquear a circulação sanguínea; e criam uma rede de ligação nos nervos semelhante ao de uma rede electrica, mantendo-os vivos. A maior parte destes vasos sanguíneos formam-se ainda dentro do útero, E isto significa que em adultos, os vasos sanguíneos não crescem. senão em algumas circunstâncias especiais: Nas mulheres, os vasos sanguíneos crescem todos os meses para construirem o revestimento do útero; durante a gravidez, formam a placenta, que liga a mãe ao bebé. Quando temos uma ferida, debaixo da crosta formam-se vasos sanguíneos para cicratizá-la. E aqui podemos ver o aspecto, de centenas de vasos sanguíneos a crescerem em direcção ao centro da ferida
O nosso organismo tem então a habilidade de regular a quantidade de vasos sanguíneos que estão presentes no nosso corpo num determinado instante Ele consegue fazer isto através de um elaborado de um equilíbrio delicado entre factores estimuladores e factores inibidores da angiogénese de forma que, quando precisamos de uma rápida explosão de vazos sanguíneos, o corpo consegue-a libertando estimuladores, protéinas chamadas factores angiogénicos que actuam como fertilizantes naturais que irão estimular o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos e quando esses vasos em excesso já não são precisos, o organismo remove-os de forma a voltar ao estado normal usando o processo natural de inibição da angiogénese. Existem porém outras situações em que se o sistema incia-se abaixo da normalidade e necessitamos de desenvolver mais vasos sanguíneos para repor os valores normais como por exemplo, após uma lesão e o organismo consegue-o fazer igualmente mas apenas para os valores normais, em que se iniciou o processo.
Mas o que sabemos presentemente é que nalgumas doenças, existem falhas durante esse processo em que o corpo não consegue remover os vasos excedentários ou não consegue desenvolver em determinado local e na altura certa novos vasos sangíneos em número suficiente E neste caso a angiogénese está desiquilibrada. Quando a angiogénese está desregulada, pode dar origem a inúmeras doenças Como por exemplo, insuficiência angiogénica vasos sanguíneos não suficientes levam a que as feridas não curem, a ataques de coração, falta de circulação nas penas, morte por enfarte e danos nos nervos. Por outro lado, angiogénese em excesso, ou seja, demasiados vasos sanguíneos, deriva em doenças, tais como o cancro, cegueira, artrite, obesidade, doença de Alzheimer. No total, existem mais de 70 doenças afectando mais de um mil milião de pessoas no mundo, que à primeira vista parecem ser diferentes umas das outras, mas na realidade partilham de disfunção da angiogénese como o seu principal denominador. Este estudo permite-nos reconceitualizar a forma como vemos estas doenças e controlar a angiogénese.
Focando-nos agora no cancro porque a angiogénese é uma marca do cancro, de todos os tipos de cancro. Vejamos então. Aqui temos um tumor: uma massa sinistra, cinzenta, escura que cresce dentro de um cérebro E através do microscópio, podemos ver centenas de vasos sanguíneos castanhos que alimentam as células cancerosas trazendo até elas nutrientes e oxigénio. Mas os cancros não começam assim. De facto, os cancros não começam com um fornecimento de sangue Eles começam como pequenos ninhos microscópicos de células que apenas podem crescer cerca de metade de um milímetro cúbico de tamanho; sensivelmente o tamanho de uma ponta de uma esferográfica. Após isto, não podem crescer mais de tamanho porque não têm fornecimento de sangue, logo não têm nutrientes nem oxigénio suficientes.
Na realidade, o nosso organismo está constantemente a formar este tipo de cancros microscópicos. Alguns estudos efectuados durante autópsias realizadas a vítimas de acidentes de viação revelaram que cerca de 40 por cento das mulheres entre os 40 e os 50 anos de idade tinham cancros microscópicos nos seu peito, cerca de 50 por cento dos homens entre os 50 e os 60 tinham cancros microscópicos na próstata, e quase certamente 100 por cento de nós, iremos ter cancros microscópicos a desenvolverem-se na nossa tiróide quando atingirmos os 70 anos de idade. Contúdo, sem o fornecimento de sangue, a maior parte destes cancros nunca se irão tornar perigosos. O Dr. Judag Folkman, que foi meu mentor e pioneiro no estudo da angiogénese, apelidou estes cancros de "cancro sem doença"
Quando a capacidade do organismo em regular o processo da angiogénese funciona, previne que os vasos sanguíneos alimentem o cancro. E este é simplesmente um dos mais importantes mecanismos de defesa do organismo contra o cancro. Na realidade, se conseguirmos bloquear a angiogénese e impedir que os vasos sanguíneos cheguem às células cancerosas os tumores simplesmente não se podem desenvolver. Mas assim que a angiogénese se dá, o câncro pode crescer exponencialmente. E esta é a forma como um câncro inofensivo se torna num câncro mortal. As células cancerosas entram em mutação e ganham a capacidade de libertar vários fertilizantes naturais, factores angiogénicos que pendem a balança a favor dos vasos sanguíneos que assim alcançam o câncro. Assim que estes vasos atingem ao câncro, este pode expandir-se e invadir os tecidos locais. E os mesmos vasos que estão a alimentar os tumores permitem que as células cancerosas entrem na circulação sanguínea como metastases. E infelizmente, é nesta fase já tardia que o câncro é normalmente diagnosticado, quando se dá a angiogénese e as células cancerosas crescem de forma descontrolada.
Então, se a angiogénese é uma pequena fronteira entre um câncro inofensivo e outro prejudicial precisamos de uma nova abordagem no tratamento do câncro se não houver fornecimento de sangue iremos criar uma alteração na angiogénese Chamamos-lhe a terapia anti-angiogénica e é completamente diferente da quimioterapia isto porque, podemos seleccionar o nosso alvo apontando apenas em direcção dos vasos sanguíneos que alimentam o câncro. Podemos fazer isto porque os vasos sanguíneos que estão ligados ao tumor, são diferentes dos outros vasos normais que estão por todo o nosso corpo: Eles são anormais; têm uma constituição fraca; e por isso mesmo, são altamente vulneráveis a tratamentos que estejam direccionados a si mesmos. Com efeito, quando administrámos aos nossos pacientes a terapia anti-angiogénica neste caso, usámos um medicamento ainda em fase de experiência para um glioma, que é um tipo de tumor no cérebro, para impedir que o tumor se alimentasse os resultados foram surpreendentes. Aqui vemos uma mulher com cancro da mama está a ser tratada com um medicamento anti-angiogénico chamado Avastin, que está aprovado pela FDA. Podemos ver então que a auréola do fluxo de sangue desaparece após o tratamento.
Bem, acabei de vos mostrar dois tipos de cancro diferentes e ambos responderam bem ao tratamento anti-angiogénico. Portanto, há uns anos atrás eu perguntei a mim mesmo, "Será que podemos dar o passo seguinte e tratar outro tipo de cancros, mesmo noutras espécies?" Aqui temos o Milo, um boxer com 9 anos de idade que tinha um neurofibroma maligno no seu ombro um tipo de tumor muito agressivo que acabou por espalhar-se pelos seus pulmões. O veterinário deu-lhe apenas 3 meses de vida. Decidimos então criar um cocktail de medicamentos anti-angiogenicos que pudesse ser misturado na sua comida bem como um creme anti-angiogenico que pudesse ser aplicado na superfície do tumor. Passadas algumas semanas de tratamento, podémos abrandar o crescimento do câncro de forma a poder aumentar o tempo de vida do Milo para seis vezes mais do que inicialmente previsto pelo veterinário, mantendo ao mesmo tempo uma boa qualidade de vida.
Posteriormente tratámos mais de 600 cães. A resposta ao tratamento foi positiva em cerca de 60% destes cães eles iriam acabar por ser abatidos e viram assim a sua vida poupada. Gostaria de vos mostrar outros casos ainda mais interessantes. Este golfinho da Florida com 20 anos de idade, tinha uma série de lesões no seu focinho que com o passar dos anos, desenvolveram-se em células cancerosas invasivas, Decidimos então desenvolver uma pasta anti-angiogénica para que fosse aplicada por cima do cancro três vezes por semana. Ao longo do tratamento de sete meses, os cancros foram desaparecendo por completo, a os resultados das biópsias vieram com valores normais.
Aqui temos um cancro que está a crescer no lábio do Guinness, um cavalo de raça Wuarter. Trata-se de um cancro bastante mortal chamado angiosarcoma. Encontra-se já espalhado pelos nódulos linfáticos, por isso usámos um creme de pele anti-angiogénico para o lábio e um cocktail via oral, para que pudéssemos tratar simultaneamente no interior e no exterior. Após o decurso de 6 meses, o cancro já dava sinais de remissão. E aqui temos 6 anos mais tarde, o Guinness e o seu dono bastante contente.
Presentemente, é óbvio que o tratamento anti-angiogénico pode ser usado para um vasto número de cancros. Na realidade, alguns dos primeiros tratamentos que foram usados em cães e pessoas, já começam a estar disponíveis. Temos cerca de 12 medicamentos diferentes para 11 tipo de cancros diferentes. Mas na realidade a questão é: Será que irão resultar no dia-a-dia? Vejamos então os dados de sobrevivência dos pacientes de oito tipos de cancros diferentes. As barras representam o tempo de sobrevivência da época em que apenas estavam disponíveis os tratamentos de quimioterapia, cirurgia ou radioterapia. Mas a partir de 2004, quando os primeiros tratamentos anti-angiogénicos surgiram, podem verificar que houve um aumento da taxa de sobrevivência entre os 70 e os 100 por cento em pessoas com cancro do figado, mieloma múltiplo, cancro do colo-rectal e cancros gastro-intestinais. Isto é impressionante. Mas noutro tipo de cancros e tumores, os resultados foram mais modestos.
Comecei então a questionar-me, "Por que razão não conseguiram resultados melhores?" A resposta, é para mim, óbvia; quando começamos a tratar o cancro já é tarde demais, ele já está instalado e às vezes, já começou a espalhar-se ou a criar metástases Como médico, eu sei que assim que uma doença entra numa fase avançada, conseguir uma cura pode ser difícil, senão mesmo impossível. Então decidi recorrer à biologia da angiogénese e começei a pensar: Poderá a resposta ao tratamento do cancro estar em impedir a angiogénese batendo desta forma o cancro no seu próprio terreno e impedi-los de se tornarem perigosos? Isto poderia ajudar tanto pessoas saudáveis como outras que já venceram o cancro uma ou mais vezes e que queriam encontrar uma forma de evitar que ele volte. Para poder encontrar uma forma de impedir a angiogénese no cancro, tive de tentar verificar as causas da formação dos cancros. Fiquei intrigado ao verificar que entre 30 a 35 por cento dos cancros causados por efeitos exteriores está nos nossos hábitos alimentares.
A primeira ideia que nos vem à cabeça é que alimentos poderíamos retirar ou o que eliminar nos nossos hábitos alimentares. Preferi no entanto adoptar uma abordagem completamente diferente e começei por questionar-me: O que podemos acrescentar na nossa dieta que seja naturalmente um anti-angiogénico e que possa reforçar o mecanismo de defesa do organismo de forma a impedir que os vasos sanguíneos possam alimentar os cancros? Por outras palavras, podemos fazer o cancro passar fome através do que comemos? (Risos) A resposta é sim, e irei mostrar-vos como. A nossa pesquisa levou-nos ao mercado, à quinta e ao armário das especiarias, isto porque o que descobrimos é que a natureza oferece-nos um grande número de alimentos, bebidas e ervas capazes de inibir naturalmente a angiogénese.
Vejamos agora uma experiência que desenvolvemos. No centro vemos um circulo no qual centenas de vasos sanguíneos crescem em forma de estrela. Podemos usar este processo com concentrados com se obtêm na alimentação e assim testar os factores alimentares. Deixem-me mostrar-vos o que que acontece quando colocamos um extracto de uvas vermelhas. O ingrediente activo é o resveratrol, também encontrado no vinho tinto. Consegue inibir a angiogénese que está a mais em 60 por cento. Vejamos então o que acontece quando adicionamos extractos de morangos; inibe fortemente a angiogénese. Agora extracto de rebentos de soja. E aqui temos a nossa lista de alimentos e bebidas antiangiogénicas que estamos interessados em estudar. Para cada tipo de comida, acreditamos que existam diferentes tipos de potencialidades em diferentes linhagens e variedades. Nós queremos analizar isto para que, quando estamos a comer um morango ou a beber um chá, possamos saber aquele que é mais eficaz a prevenir o cancro.
Vejamos então quatro tipos diferentes de chá que testámos. São todos chás vulgares: Jasmim chinês, Sencha Japonês, Earl Grey e uma mistura especial que preparámos. Podem ver claramente que os chás variam no seu potencial do menos potente para o mais potente. Mas o mais curioso é que quando combinamos os dois menos potentes, a combinação é mais potente do que enquanto separados. Isto significa que há uma sinergia na comida.
Vejamos mais alguns dados dos nossos testes. Em laboratório, podemos simular a angiogénese num tumor, representada aqui com a barra preta. Usando este processo, podemos testar a eficácia de medicamentos de combate ao cancro Então, a barra mais pequena, representa menos angiogénese, isso é bom. Aqui temos alguns medicamentos vulgares que foram associados à diminuição do risco de cancro em pessoas. Estatinas, medicamentos anti-inflamatórios e não esteróides e outros, eles inibem a angiogénese também. E aqui temos os factores alimentares que se batem lado a lado com estes medicamentos. Podem ver que conseguem igualar-se e em alguns casos, até ultrapassar os medicamentos existentes no mercado. Soja, salsa, alho, uvas, bagas; Eu posso usar estes ingredientes em casa e fazer uma iguaria Agora imaginem se criássemos o primeiro sistema do mundo em que pudéssemos pontuar alimentos de acordo com o seu potencial anti-angiogénico, e as suas propriedades anti-cancerosas. Actualmente, é isso mesmo que estamos a fazer.
Deixem-me mostrar-vos agora uma quantidade de dados de laboratório, e a verdadeira questão é: Qual é a prova que a redução da angiogénese no cancro está associada a pessoas que comem certos alimentos? Bem, o melhor exemplo de que tenho conhecimentos é um estudo efectuado em 79.000 homens ao longo de 20 anos, no qual foi descoberto que os homens que consumiam tomates cozinhados duas a três vezes por semana tinham uma redução até 50 por cento no risco de contrairem cancro da próstata. Presentemente, sabemos que os tomates são uma boa fonte de licopeno, e o licopeno é um anti-angiogénico. Mas o mais interessante neste estudo é que nos homens que desenvolveram cancro da próstata, aqueles que comeram mais molho de tomate tinham menos vasos sanguíneos a alimentar o seu cancro. Este estudo em humanos é um excelente exemplo de como as substâncias anti-angiogénicas que existem nestes alimentos, quando consumidas regularmente podem impedir o cancro. Com a ajuda do Dean Ornish, estamos a levar a cabo um estudo na UCFS e na Universidade Tufts acerca do papel de uma dieta saudável nos marcadores da angiogénese que encontramos na corrente sanguínea
Obviamente aquilo que eu partilhei convosco, envolve outras áreas distintas que vão para além do estudo do cancro. Isto porque se estivermos certos, poderá ter impactos nos hábitos de consumo, na restauração, na saúde pública e até na indústria dos seguros. Na realidade, algumas companhias de seguros já estão a debruçar-se sob este assunto. Observem este anúncio da Blue Cross Blue Shield of Minnesota. Prevenir o cancro atravé da dieta pode ser a única solução possível para um grande número de pessoas no planeta nem toda a gente pode suportar os custos elevados dos tratamentos de cancros em fase terminal mas todos poderíamos beneficiar de uma dieta saudável baseada em agricultura anti-angiogénica local e sustentável.
Concluíndo, Falei-vos de comida, e falei-vos de cancro, agora resta-me apenas uma outra doença que que ainda gostaria de vos falar a obesidade. Isto porque, a gordura e os tecidos adiposos, são altamente dependentes da angiogénese. E tal como um tumor, a gordura cresce quando os vasos sanguíneos crescem. Então a questão será: Podemos reduzir a gordura se cortarmos-lhe o fornecimento de sangue? A curva de cima mostra-nos o peso corporal de um rato geneticamente obeso e que se alimenta sem parar até se tornar gordo, como esta bola de ténis. E a curva de baixo é o peso de um rato normal.
Se pegarmos no rato obeso e dermos um inibidor da angiogénese, ele perde peso. Paramos o tratamento e ele recupera o peso de volta. Recomeçamos o tratamento e ele perde peso de novo. Paramos o tratamento e ele ganha peso novamente. Efectivamente, podemos criar este ciclo de ganhos e perdas de peso simplesmente inibindo a angiogénese. Então este estudo que realizámos para a prevenção do cancro pode ter também utilidade no controlo da obesidade. O verdadeiro aspecto interessante de tudo isto é que não podemos pegar nestes ratos obesos e fazer com que percam mais peso do que aquilo que um rato normal deve pesar. Por outras palavras, não podemos criar um rato supermodelo. (Risos) E isto explica como a angiogénese pode dar pontos no controlo da nossa saúde.
Albert Szent-Gyorgi disse um dia, "Descobrir consiste em ver aquilo que todos nós já vimos, e pensar naquilo que ninguém pensou." Espero ter conseguido convencer-vos que, para doenças como o cancro, obesidade e outras, poderá haver uma grande vantagem em atacar o seu denominador em comum: a angiogénese. Isto é o que eu penso que o mundo precisa de se concentrar agora. Obrigado.
June Cohen: Eu tenho uma questão muito rápida para lhe colocar. Estes medicamentos não são exactamente... os métodos principais de tratamento de cancros. Para qualquer um que aqui esteja e tenha cancro, o que recomendaria? Recomedaria-lhes procurarem este tipo de tratamentos para a maioria do cancros?
William Li: Vejamos, temos os medicamentos anti-angiogénicos que são aprovados pela FDA, se é um doente de cancro ou se está a tratar de alguém com esta doença então deveria procura-los. Existem também vários testes em clínicas. A Fundação da Angiogénese está a acompanhar quase 300 empresas, e existem cerca de 100 medicamentos que estão a ser testados. Opte então por aqueles que já estão aprovados, procure estudos clínicos, mas entre aquilo que o médico pode fazer por nós, precisamos de começar a pensar naquilo que podemos fazer por nós. E este é um dos temas que tenho vindo a falar, nós temos o poder de fazer coisas que os médicos não podem fazer por nós, usar a informação ao nosso alcance e agirmos. Se a natureza deu-nos algumas pistas, pensamos que poderá haver um novo futuro na forma como damos valor aquilo que comemos. E aquilo que comemos é na realidade a nossa quimioterapia três vezes ao dia.
JC: Certo. E nesse sentido, para pessoas com factores de risco de contrairem cancro, recomendaria-lhe que procurassem algum tipo de tratamento profilático ou simplesmente ter um dieta adequada com bastante molho de tomate?
WL: Sabe, existem provas de natureza epidemiológica. Penso que nesta era da informação, não é muito difícil recorrer a uma fonte credível como a PubMed ou na Biblioteca Nacional de Medicina, para encontrarmos estudos epidemiológicos de redução do risco de cancro baseados em dieta e em medicamentos vulgares. E isto é certamente algo que qualquer um pode pesquisar.
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William Li apresenta uma nova abordagem para combater o cancro: angiogénese, prevenir o crescimento da rede de vasos sanguíneos que nutre os tumores. O passo fundamental (e o melhor): Comer alimentos que combatem o cancro usando o seu próprio método de desenvolvimento.
William Li heads the Angiogenesis Foundation, a nonprofit that is re-conceptualizing global disease fighting. Full bio »
Translated into Portuguese by Carlos Monteiro
Reviewed by Rafael Eufrasio
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19:25 Posted: Jul 2007
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18:49 Posted: Oct 2006
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23:44 Posted: Feb 2010
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