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TED Conversations
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Create a site to support filing lawsuits on behalf of future generations.
Started by Armistral . 1 Comment -
How do we deal with our daily rubbish,which include all kinds of materials?
Started by joy wei 1 Comment -
Plastic recycling plants in hospitals.
Started by Rolando Alvarado Anchisi 1 Comment -
Plastic is STILL an enabling technology.
Started by daniel tamasauskas 0 Comments -
Plastic can be economically converted to high quality fuels.
Started by daniel tamasauskas 0 Comments
Interactive Transcript
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Bem, tivemos de ser ensinados a renunciar a uma poderosa ética conservacionista resultando da Grande Depressão e da II Guerra Mundial. Depois da guerra, redireccionamos a nossa enorme capacidade de produção para a criação de produtos em tempos de paz. A revista Life ajudou neste esforço ao anunciar a introdução de produtos descartáveis que iriam libertar as mulheres do fardo de lavar a loiça.
Nota mental para os libertadores: plásticos descartáveis ocupam imenso espaço e não são biodegradáveis. Só nós, humanos, fazemos lixo que a natureza não consegue digerir.
Os plásticos também são difíceis de reciclar. Um professor mostrou-me como expressar a percentagem, inferior a cinco por cento, de plásticos recuperados no tratamento de resíduos. É vender gato por lebre. Esta é a percentagem que nós reciclamos.
Ora, o ponto de fusão está relacionado. O plástico não é purificado ao ser refundido, como acontece com o vidro ou o metal. Ele começa a fundir abaixo do ponto de ebulição de água E não elimina contaminantes oleosos, para os quais é uma esponja. Metade dos 50 bilhões de quilos de bolinhas de plástico térmico produzido anualmente passará rapidamente para lixo. Uma grande e desregulada parte do nosso lixo será arrastada pelos rios para o mar.
Aqui vemos a acumulação em Biona Creek, perto do aeroporto. E aqui alguns destroços, perto da California State University of Long Beach e perto da central de dessalinização que ontem visitámos.
Apesar das cobranças para depósito, muito do lixo que segue para o mar são garrafas de plástico. Nos EUA usamos dois milhões dessas garrafas a cada 5 minutos, aqui visualizado pelo orador TED Chris Jordan que documenta artisticamente o consumo de massas e revela detalhes.
Aqui vemos um depósito de garrafas numa ilha remota ao largo da Baixa California A ilha de São Roque é um inabitado refúgio de aves ao largo da pouco populada costa central da Baixa California. Reparem que as garrafas têm as tampas postas Garrafas de PET (tereftalato de polietileno) afundam-se no mar e não se afastam tão longe da civilização. Por outro lado, as tampas são produzidas em fábricas separadas a partir de um plástico diferente, o polipropileno. Elas flutuam na água do mar, mas infelizmente não são recicladas de acordo com os regulamentos próprios.
Sigamos a viagem de milhões de tampas que chegam por si ao mar. Depois de um ano as do Japão atravessarão o Pacífico enquanto as nossas entrarão na corrente da Califórnia descendo para a latitude do Cabo de São Lucas. Ao fim de dez anos, muitas das tampas japonesas formam aquilo a que chamamos de Grande Mancha de Lixo no Oriente, enquanto as nossas poluem as Filipinas. Ao fim de 20 anos, vemos emergir uma zona cheia de cascalho no gyre oceânico do Pacífico Norte.
Acontece que milhões de albatrozes que nidifcam nos atóis de Kure e de Midway, monumentos nacionais das Ilhas Havaianas do Noroeste caçam aqui e apanham tudo o que encontram para o regurgitarem às suas crias. Uma cria do albatroz de Laysan morreu com isto no estômago. Centenas de milhares de crias do tamanho de gansos estão a morrer com os estômagos cheios de tampas e outro lixo como isqueiros... mas sobretudo, tampas de garrafas. Infelizmente os seus pais confundem tampas por alimento à deriva na superfície do oceano.
Os anéis de segurança das tampas também têm consequências para os animais aquáticos. Esta é a Mae West, que ainda vive, em New Orleans na casa de um criador zoológico.
Quis perceber como é que a minha cidade, Long Beach, contribuia para o problema, portanto, em 2005, no Dia "Vamos Limpar a nossa Costa" eu fui para a Península de Long Beach, na ponta este da nossa longa praia. Nós limpámos a praia dos destroços. Ofereci cinco cêntimos por cada tampa de garrafa. E arranjei muitos colaboradores. Aqui estão as 1.100 tampas de garrafa que eles apanharam. Eu esperava gastar 20$. Nesse dia gastei quase 60$.
Separei as tampas por côr e exibi-as no Dia da Terra seguinte no Aquário Cabrillo Marine em São Pedro. O Governador Schwarzenegger e a sua mulher Maria, passaram para conversar sobre a exposição. Apesar do meu chapéu enfemininado, feito em crochet a partir de sacos de plástico, eles apertaram-me a mão. Mostrei-lhes uma colheita de zooplâncton do gyre a norte do Havai com mais plástico que plâncton.
Vejamos as amostras recolhidas da sopa de plástico em que o nosso oceano se tornou. Arrastando uma rede de zooplâncton à superfície por uma milha porduz amostras como esta. E esta. Quando os resíduos chegam às praias do Havai é este o seu aspecto. Esta praia é Kailua Beach, a praia onde o nosso presidente e a sua família descansaram antes de se mudarem para Washington.
Ora, como é que se analisam amostras com esta que contêm mais plástico que plâncton? Separamos os fragmentos de plástico em diferentes grupos de tamanho de 5 mm a 1/3 de mm. Pequenos pedaços de plástico concentram poluentes orgânicos persistentes até um milhão de vezes o seu nível de concentração nas águas circundantes.
Queríamos ver se as espécies de peixes mais comuns no oceano profundo, na base da cadeia alimentar, estavam a ingerir estas pílulas de veneno. Fizemos centenas de necropsias, e mais de um terço tinham fragmentos de plástico poluídos nos seus estômagos. O recordista, com apenas 6,5 cm tinha 84 pedaços no seu pequeno estômago.
Ora, podemos comprar produtos orgânicos certificados. Mas nenhum distribuidor de peixe da Terra pode vender-nos um peixe de captura selvagem com certificação orgânica.
É este o legado que estamos a deixar às futuras gerações. A sociedade descartável não pode ser contida, ela tornou-se global. Simplesmente não podemos armazenar e manter tudo o que consumimos. Temos de deitar fora. Ora o mercado pode fazer muito por nós, mas não pode repôr o sistema natural dos oceanos que nós estragámos. Nem todos os exércitos do mundo poderiam juntar todo o plástico e pôr o oceano saudável novamente.
Vídeo: os níveis estão a aumentar, o volume de embalagens está a aumentar o conceito de vida descartável está a crescer e isso nota-se nos oceanos.
Apresentador: Para ele não há esperança de podermos limpar tudo. Filtrar o oceano de plástico estaria para além do orçamento de qualquer um país E a quantidade de vida marinha que seria morta no processo é incontável. A solução segundo Moore, é parar o plástico na sua fonte: antes que vá parar ao oceano. E, num mundo embalado em plástico, ele também não tem muita esperança nisto. Eis Brian Rooney, para o Nightline em Long Beach, California.
About The Speaker
Charles Moore is founder of the Algalita Marine Research Foundation. He captains the foundation's research vessel, the Alguita, documenting the great expanses of plastic waste that now litter our oceans.
Full bio and more links
About This Talk
O Capitão Charles Moore da Algalita Marine Research Foundation foi quem primeiro descobriu a grande mancha de lixo do Pacífico - uma infinita aglomeração flutuante de lixo plástico . Agora ele chama a atenção para o crescente, asfixiante problema dos resíduos de plástico nos nossos mares.
Translated into Portuguese (Portugal) by Nuno Cardoso Dias
Reviewed by Rui Lopes
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