65 milhões de anos atrás, um evento muito importante e catastrófico mudou o curso da vida terrestre. E embora nós saibamos que os animais terrestres, dos quais vou falar, são apenas a escória da superfície terrestre – os pequenos pedaços de terra flutuando por aí – mas eles são importantes para nós porque eles são como que, em nossa escala de experiência, entre milímetros e metros. E estes animais desapareceram, e uma vida separada, mamíferos, propagaram-se para tomar o lugar deles. E então, nós sabemos disto em detalhes extraordinários. E então ista é uma fatia vindo de um lugar próximo a Bermuda. Nós sabemos que os tsunamis, os terremotos e as coisas que nós experimentamos, em todo o registro da história da humanidade, não podem mesmo ser comparados com o tipo de desastre que isto representou para a Terra.
Então, antes mesmo daquele impacto ser conhecido, antes mesmo que os cientistas em geral chegassem a um acordo sobre a teoria da evolução, os cientistas e historiadores naturais de todo tipo na verdade haviam dividido a história da vida na Terra nestes dois grandes episódios: Mesozoico, a vida média; e o cenozoico, a vida recente. E vem a ser que isto corresponde muito bem à história geológica. Então nós temos um período mesozoico, uma era de fragmentação; e um período cenozoico, uma era de reconexão – America do Sul à America do Norte, a Índia à Asia. E então meu trabalho, realmente, consiste em tentar entender o caráter daquela radiação mesozoica comparado à radiação cenozoica para ver que mistérios nós podemos entender a partir dos dinossauros e de outros animais, sobre o que vida nos continentes à deriva pode realmente nos dizer sobre a evolução.
O trabalho imediatamente traz a questão: “Por que eles não se tornaram aquáticos?” Quero dizer, certamente os mamíferos o fizeram. Este é um exemplo. Você pode ir lá fora – ver muitos outros exemplos. Dentro de cinco, dez milhões de anos do impacto do meteoro, nós tínhamos toda uma variedade de animais se tornando aquáticos. Por que os dinossauros não o fizeram? Por que eles não se penduraram em árvores de bom tamanho, e por que eles não se entocaram? Por que eles não fizeram todas estas coisas, e se eles não fizeram todas estas coisas, que tipos de animais estavam naqueles espaços? E se não havia animais naqueles espaços, o que isto nos diz sobre, vocês sabem, como a evolução funciona em terra? Questões realmente interessantes. Eu penso que muito disso tem a ver com o tamanho do corpo. De fato, eu penso que muito disto tem a ver com o tamanho do corpo – com o tamanho que você tem quando você herda um eco espaço desocupado de qualquer que seja o desastre natural.
Olhando para a evolução dos dinossauros e estudando-a, desenterrando-a, por muitos anos, eu acabei por olhar para a radiação dos mamíferos, e parece que tudo ocorre em tempo rápido, tal como a tecnologia, avançando em uma ordem de magnitude. A evolução do dinossauros procedeu-se em um ritmo majestoso uma ordem de magnitude mais lenta em qualquer maneira que você queira medi-la. Você quer medi-la pela diversidade? Você que medi-la pelo tempo que tomou para atingir a máxima compleição? Sim, eles têm mesmo corpos maiores, mas muitos deles são menores, mas nós estamos interessados no tempo que lhes tomou para alcançá-la. 50 milhões de anos para atingir esta máxima compleição. E isto é 10 vezes mais tempo do que tomou aos mamíferos para atingir a máxima compleição e invadir todos aqueles habitats.
Então há lições a aprender, e há lições a aprender a partir desta exceção, a exceção que entendemos muito bem hoje, a partir das descobertas que fizemos e muitos outros estudiosos têm feito ao redor do mundo. Este slide foi mostrado antes. Ele é a famosa ave jurássica Archaeopteryx. Nós sabemos agora que esta transição é de uma ocasião em que os dinossauros na verdade diminuíram de tamanho corporal– nós veremos onde eles começaram em um minuto – e é a ocasião em que eles rapidamente invadiram todos os habitats, como lhes disse, em que os dinossauros não estiveram. Eles se tornaram marinhos. Nós o sabemos agora a partir das calotas de gelo. Há aves que fazem tocas. Elas habitam as árvores de todos os tamanhos e, é claro, elas habitam a terra.
Então nós fomos os primeiros a realmente dar o nome que depois explodiu nas páginas de Science e Nature. Nós chamamos a esta ave Sinornis. É um pouco mais avançada que Archaeopteryx, e se você for para diferentes camadas, você acha coisas que são menos avançadas que Archaeopteryx, com todas as variações entre elas, de maneira que se você encontrar algo hoje, nós estamos normalmente discutindo pelos – ou, mais apropriadamente, penas – de maneira a decidir se seria realmente uma ave ou não. É a maior transição que nós temos, na realidade, na terra, de um habitat a outro, sem exceções, para entender como um animal ossudo, algo pesado, com um ou dois kg, poderia ter feito tal transição. É realmente nossa maior – uma das maiores – sequências evolutivas.
Agora, meu trabalho começou pelo princípio. Eu pensei que se eu vou entender a evolução dos dinossauros, eu teria que voltar àqueles leitos onde eles tomaram fragmentos, retornar a um tempo e a um lugar onde os dinossauros primordiais existiram. Eu gostaria de mostrar este pequeno vídeo clip para lhes dar uma ideia do que nós encaramos. Normalmente nós recebemos muitas perguntas: “Bem, como vocês acham fósseis em áreas que se parecem com isto?” Se pudéssemos rodar aquele primeiro vídeo clip. Isto é como um bom passeio de helicóptero sobre aqueles leitos primordiais, e eles estão localizados no nordeste da Argentina. E nós estamos vindos de um penhasco, e no topo daquele penhasco, os dinossauros haviam praticamente tomado conta. Na base do penhasco, nós descobrimos que eles são tão raros quanto dentes de galinha. É onde as origens dos dinossauros podem ser encontradas: na base do penhasco.
Você vai a uma área como esta, você pega um mapa geológico, você pega um mapa topográfico, e a melhor, a equipe mais inspirada que você possa trazer para a área. E o resto é com você. Você tem que encontrar fósseis. Você tem que cavar um buraco que é geralmente muito maior do que este para tirá-lo de lá. Você tem que escalar aqueles penhascos e descobrir, realmente, tudo que tenha existido – não apenas os dinossauros, mas toda a história. Se você estiver com sorte, você escava um lugar como este, você, na realidade, encontra o leito de cinzas para escavá-lo, e nós o fizemos. 228 milhões de anos atrás, nós encontramos o que é realmente o dinossauro mais primitivo: que é o dinossauro Ur. Uma coisa de um metro de comprimento, belo crânio, predador, carnívoro, um animal de duas patas. Então, todos os outros dinossauros que você conhece, ou que suas crianças conhecem, têm pelo menos, com quatro patas. Isto é como que um visual do crânio, e é uma coisa absolutamente fantástica, com cerca de 125 a 150 cm de comprimento. Se parece mais com uma ave porque o é. É como um ave e oca. Um predador. Talvez 25 libras, ou 10 kg. É onde os dinossauros começaram. É onde a radiação começou. Isto é dez vezes maior do que a radiação mamífera, a qual foi uma radiação à quatro patas. Nós somos extremamente parecidos com os dinossauros, e desajeitados com nossa abordagem à vida em duas pernas.
Agora, se você quiser entender o que aconteceu então quando os continentes se separaram, e os dinossauros se acharam – terrestres como eles o são – se acharam à deriva. Faltam algumas peças neste quebra-cabeças. A maior parte das peças que faltam neste quebra-cabeças são os continentes do Sul, porque estes são os continentes menos explorados. Se você quiser completar esta figura e tentar e projetá-la globalmente, você realmente tem a obrigação de ir para o Sul, para os quatro cantos da Terra – África, Índia, Antártica, Austrália – e começar a juntar algumas destas peças. Eu estive em alguns daqueles continentes, mas a África foi, nas palavras de Steven Pinker, uma tábula rasa pela maior parte. Mas uma com uma imensa lousa no meio, com muitas pequenas áreas de rochas de dinossauros, se você consegue sobreviver a uma expedição.
Não há estradas para dentro do Saara. É um lugar enorme. Para ser capaz de escavar as 80 toneladas de dinossauros que nós temos no Saara e retirá-las de lá, você realmente tem que juntar uma equipe de exploração que seja capaz de suportar as condições (adversas). Algumas delas são políticas. Muitas delas são físicas. Algumas delas – e as mais importantes – são mentais. E você realmente tem que ser capaz de suportar condições adversas – você tem que dirigir pelo deserto, você verá paisagens, em muitos casos – você pode perceber pelo que nós descobrimos – que ninguém jamais viu. E estas expedições trazem que tipos de equipes? Bem, elas são compostas por pessoas que vêem ciência e aventura com um propósito. São geralmente estudantes que nunca viram um deserto. Alguns deles são mais experientes.
Seu trabalho, como um líder – este é definitivamente um esporte de equipe – seu trabalho como um líder consiste em tentar inspirá-los a trabalhar mais do que eles já terão feito na vida sob condições que eles não podem imaginar. Então, 52 °C é coisa normal. A superfície do solo em 66 °C – típico. Então, você não pode deixar suas ferramentas metálicas usuais para fora porque você terá uma queimadura de 1° grau se você as agarrar algumas vezes. Então, você se encontrará em um ambiente cultural maravilhoso. Você está realmente ombro-a-ombro com os últimos grandes povos nômades do mundo. Estes são os nômades Tuaregue, e eles tocam a vida deles da mesma maneira por séculos. Seu trabalho consiste em escavar coisas como esta no primeiro plano, e fazer com que elas entrem para as páginas da história. Para fazê-lo, você tem que na realidade transportá-las milhares de quilômetros para fora do deserto.
Nós estamos falando sobre a Etiópia, mas vamos falar sobre Níger – ou Niger (ˈnaɪdʒər), em nossa língua inglesa – ao norte da Nigéria – que é onde esta fotografia foi tirada. Basicamente você está falando sobre um país que, quando começamos a trabalhar ali, não possuía tráfego de contêineres. Você transportava os ossos você mesmo para a costa da África, para um navio, se você quisesse tirá-los do meio do Saara. Esta é uma jornada de 3.200 km. Então, escavações enormes e muito trabalho, e essencialmente fora de um bando parcial de dinossauros que você viu enterrados lá – 20 toneladas de material – nós erigimos Jobaria, um dinossauro saurópode como não tínhamos visto em outros continentes. Realmente é um pouco deslocado temporariamente. Não se parece com nada que encontraríamos se escavássemos nos leitos contemporâneos da América do Norte. Aqui está o animal que estava causando problemas.
E, você sabe, sem parar – toda uma coleção de animais selvagens. Quando você encontra algo como isto – e alguns de vocês tiveram a oportunidade de tocá-lo – esta é uma peça da história. Você está tocando algo que tem 110 milhões de anos. Isto é uma garra do polegar. Ali estava, momentos depois de ter sido descoberta. É uma inacreditável visão da vida, e isto realmente começou quando nós começamos a entender a profundidade do tempo. Tem estado conosco por menos de um século, e neste tempo, esta quarta dimensão, quando a datação radioativa apareceu, há menos de um século atrás, e poderíamos dizer, na verdade, qual era a idade destas coisas, é provavelmente a mais profunda transformação, porque isto muda dramaticamente a maneira como vemos a nós mesmos e o mundo. Quando você toma uma peça da história como esta, eu acredito que isto pode transformar as crianças que estão possivelmente interessadas em ciência.
Aquela garra veio deste animal: Suchamimus. Aqui estão alguns outros. Isto é algo que encontramos no Marrocos, um animal imenso. Nós modelamos, através de uma tomografia o cérebro deste animal. Vem a ser que ele tem um prosencéfalo que é 1/15 do tamanho humano. Isto foi capa da Science, porque eles pensaram que os humanos são mais inteligentes do que estes animais, mas nós podemos ver por alguns em nossa administração que, apesar da enorme vantagem em termos de volume de cérebro, algumas das atitudes permanecem as mesmas. De qualquer forma, pequenos raptors. Toda a coisa do Jurassic Park que você conhece – todos aqueles pequenos animais – todos eles vêm de continentes do Norte. Este é o primeiro esqueleto vindo de um continente do Sul, e sabe o quê? Prepararem-se. Ele não tem uma grande garra na sua pata traseira. Ele não se parece com um Velociraptor. É realmente toda uma radiação em separado. Então o que nós estamos tentando montar aqui é uma estória. Ela envolve répteis voadores como este Pterossauro que nós reconstruímos da África.
Crocodilos, é claro, e este é um daqueles horríveis, a quem ainda não demos um nome. E coisas enormes – eu quero dizer, esta é uma mandíbula inferior, apenas esperando ali no deserto, deste enorme crocodilo. O crocodilo é tecnicamente chamado de Sarcosuchus. Este é um crocodilo-do-orinoco adulto dentro de suas mandíbulas. Nós tivemos que tentar reconstruí-lo. Nós tivemos que na realidade olhar para crocodilos recentes para entender como os crocodilos são proporcionados. Eu poderia ter o pequeno segundo vídeo clip? Agora, este campo é apenas – e, é claro, a ciência em geral – é apenas – aventura. Nós tivemos que encontrar e medir o maior crocodilo vivo hoje.
Narrador: … tão comprido quanto o barco deles.
Homem: Olhe para aquele conjunto de dentes! Sim, ele é um dos grandes.
Narrador: Se eles pudessem apenas dominá-lo este crocodilo fornecerá dados de valor, ajudando Paul em sua procura para entender Sarcosuchus.
Homem: OK, me ajudem aqui. Homem n. 2: OK.
Narrador: Cabe a Paul cobrir os olhos dele.
Homem: Cuidado! Cuidado! Não, não, não, não. Vocês têm que segurar as pernas traseiras.
Homem: Eu agarrei as pernas traseiras.
Homem n. 2: Você tem as pernas traseiras? Não, meu amigo, você tem as pernas dianteiras. Consegui. Eu agarrei as pernas traseiras. Alguém pegue as pernas dianteiras.
Paul Sereno: Vamos medi-lo com esta trena. Coloquem-na ali mesmo. Uau! Sessenta e cinco. Uau! Isto é um crânio enorme.
Narrador: Enorme, mas menos da metade do crânio de um super crocodilo.
Homem: Enorme. PS: Você tem um … crocodilo de 4,3 metros.
Homem: Eu sabia que era grande.
PS: Não saiam de cima dele. Não saiam, mas não se preocupem comigo.
Narrador: Paul tem seus dados, então eles decidem soltar o animal de volta ao rio.
PS: Não saiam de cima dele! Não saiam! Não saiam!
Narrador: Paul jamais tinha visto um fóssil fazer aquilo.
PS: OK, quando eu contar até três, a gente corre. Um, dois, três! Ooha!
Então – havia – (Aplausos) Bem, vocês sabem, o – o registo fóssil é realmente fascinante porque ele realmente lhe obriga a ver os animais vivos de uma nova maneira. Nós comprovamos com aquelas medidas que crocodilos escalam isometricamente. Mas isto depende da forma do crânio deles. Então nós tínhamos que, de fato, tomar aquelas medidas para nos assegurarmos que tínhamos reconstruído e poderíamos provar para o mundo científico que o super crocodilo, de fato, é um crocodilo de 12 metros, provavelmente um macho. De qualquer forma, você encontra outras coisas também. Eu vou liderar uma expedição para o Saara para escavar o maior sitio neolítico da África. Nós encontramos isto no ano passado. Duzentos esqueletos, ferramentas, joias.
Este é um disco cerimonial. Um fascinante registro da colonização do Saara, há 5.000 anos atrás, está ali esperando-nos para regressar. Então, realmente fascinante. E então o trabalho depois vai nos levar ao Tibete. Agora, nós normalmente pensamos no Tibete como uma montanha. É realmente um continente ilhado. Ele foi um precursor para a Índia, um mensageiro de Gonduana – um paraíso perdido de dinossauros isolado por milhões de anos. Ninguém os encontrou. Nós sabemos onde eles estão, e nós vamos e os pegaremos no próximo ano. Eles estão a apenas entre 4.000 e 4.300 m de altura, mas se você for na parte quente do ano, tudo bem. Agora, eu tentei costurar uma história evolucionária do dinossauro de maneira que nós podemos tentar entender alguns padrões básicos da evolução. Eu falei sobre alguns deles. Nós realmente precisamos ir mais além. Nós precisamos investigar esta massa de anatomia que nós estamos compilando para entender onde as mudanças estão ocorrendo e o que isto significa. Nós não podemos predizer, necessariamente, o que acontecerá na evolução, mas podemos aprender algumas das regras do jogo, e é isto realmente o que nós estamos tentando fazer.
Com relação à questão biogeográfica, a Terra está se dividindo. Estes animais são todos terrestres. Há um par de escolhas. Você tem a divisão, e a divisão de um continente corresponde a uma bifurcação na árvore evolucionária, ou você é astuto, e você se vira para escapar de um para o outro e apagar aquela divisão, ou você está vivendo pacificamente em cada lado, e de um lado você se torna extinto, e você sobrevive no outro lado e faz a diferença. E a quarta coisa é que você, na verdade, fez uma ou outra destas três coisas, mas o paleontologista nunca o encontrou. E você toma estes quatro cenários e você conclui que você tem um problema complexo. E então, alem de escavar, eu penso que nós temos algumas respostas a partir do registro dos dinossauros. Eu penso que estes dinossauros migraram – nós chamamos a isto dispersão – pelo globo, com a ponte de terra mais estreita. Eles o fizeram dentro de dois ou três graus do polo, para manter a similaridade entre continentes. Mas quando eles foram divididos, e de fato eles foram divididos e nós, efetivamente, vemos os continentes esculpindo diferenças entre dinossauros.
Mas há uma coisa que é ainda mais importante, e eu penso que é a extinção. Nós temos minimizado este fator. Isto esculpe a historia da vida, e nos dá as diferenças que nós vemos no mundo dos dinossauros perto do fim, pouco antes do impacto do meteoro. A melhor maneira de testar isto é realmente criando um modelo. Então se você volta, esta é uma típica árvore bidimensional da vida. Eu quero lhes dar três dimensões. Então você vê a árvore da vida, mas agora nós adicionamos a dimensão de área. Então a árvore da vida é normalmente divergente no tempo. Agora nós temos divergência no tempo, mas nós criamos a terceira dimensão de área.
Este é um programa de computador, o qual possui três controles. Nós podemos controlar aquelas coisas com as quais nos preocupamos: extinção, base de sondagem, dispersão – indo de uma área para a outra. E finalmente nós podemos controlar a ramificação para imitar a forma que nós pensamos que os continentes teriam, e nós o executamos 1.000 vezes, então nós podemos estimar os parâmetros, para responder a questão se nós estamos no alvo ou não, pelo menos para conhecer os contornos dos problemas. Então é um pouco sobre ciência.
Hoje eu gastarei o resto dos meus poucos minutos aqui falando sobre a outra coisa que eu faço em Chicago, a qual tem a ver com o fato de que eu nunca – e na verdade, conversando com um monte de “TEDianos”, há vários de vocês por aí – honestamente, eu não sei se eu teria uma resposta se eu lhes pedisse para levantar a mão, mas há vários de vocês por aí que começaram suas carreiras científicas, técnicas, em entretenimento como fracassos, pelos padrões da sociedade, como fracassos pelas escolas. Eu fui um destes. Eu fracassei na minha escola – minha escola me falhou. Para que apontar culpados? Vários professores quase me mataram. Eu me reencontrei na arte. Eu era uma falha total na escola, sem chances de graduar no ensino médio. E eu fui em frente – esta é minha primeira tela. Eu li um dicionário, eu entrei na universidade. Eu me tornei um artista. OK, e comecei a desenhar. Eu me tornei abstrato. Eu elaborei um portfólio, e eu ia para New York. Algumas vezes eu veria ossos quando havia um corpo ali. Alguma coisa estava acontecendo no segundo plano. Eu fui à New York, para um estúdio. Eu fiz uma visita ocasional ao American Museum, e nunca mais me recuperei.
Mas na verdade é a mesma disciplina – elas são disciplinas afins Eu quero dizer, há algo que não envolva a visualização do que não possa ser visto? Como descobrir este osso de dinossauro a partir de um pequeno fragmento dele que esteja por aí? Ou vendo a distorção que nós tentamos projetar como distorção evolucionária de um animal para outro? Isto é um extraordinariamente visual. Eu lhes dou um visual humano porque vocês são os peritos nisto. São necessários anos para entender como fazê-lo com dinossauros. Elas são realmente disciplinas afins. Mas o que nós estamos tentando criar em Chicago é uma maneira de pegar, de juntar aqueles estudantes que são menos representados em nossas esferas científica e tecnológica. Nós todos o sabemos, e tem havido várias alusões a isto, que estamos fracassando em nossa habilidade em produzir cientistas, engenheiros e técnicos em quantidade suficiente.
Nós sabemos disto por um longo tempo. Nós passamos pela fase do Sputnik, e agora, à medida que vemos o aumento no ritmo do que estamos fazendo, isto se torna ainda mais proeminente. De onde virão todas aquelas pessoas? E uma questão mais geral para nossa sociedade é: o que acontecerá com o resto do pessoal que é deixado para trás? E todas aquelas crianças, como eu, que estavam na escola – crianças como alguns de vocês por aí – que estavam na escola e não tiveram a oportunidade, e nunca a terão, de participar em ciência e tecnologia?
Estas são as questões que eu proponho. E nós falamos sobre a Etiópia, e isto é muito importante. Niger é igualmente importante, e eu estou tentando desesperadamente fazer algo em Niger. Eles tem um problema com a AIDS. Eu perguntei – o departamento de estado dos EUA perguntou ao governo nigeriano recentemente, O que vocês querem fazer? E eles lhes deram dois problemas. Dinossauros foi um deles. Dêem-nos um museu de dinossauros, e nós atrairemos turistas, que é nossa industria número dois. E eu espero, por Deus, que o governo dos EUA, eu, ou TED, ou alguém nos ajude a fazê-lo, porque isto seria uma coisa maravilhosa para o país deles. Mas quando voltamos o olhar para o nosso país, nós vemos nossas cidades, as cidades de onde a maioria de nós viemos – certamente a cidade de onde eu vim – há legiões de crianças por aí como estas. E a questão é – e nós começamos a abordar esta questão por séculos – como nós conseguimos fazer estas crianças se interessarem por ciência?
Nós começamos em Chicago uma organização – sem fins lucrativos – chamada Project Exploration. Estas são duas crianças do Project Exploration. Nós as encontramos nos estágios inciais do ensino médio. Eles eram– alunos fracos ou quase sendo reprovados, e eles estão agora – um na Universidade de Chicago, outro em Illinois, Nós temos estudantes em Harvard. Este programa tem seis anos. E nós criamos um histórico. Porque quando você vai lá fora como um estudioso, e você tenta encontrar estudos longitudinais, históricos como estes, há essencialmente muito poucos, talvez nenhum. Então, nós criamos um inacreditável índice de graduação em 100 %, 90 % indo à universidade, alguns pela primeira geração na família, 90 % deles escolhendo carreiras científicas. É um índice impressionante, e nós olhamos para trás e nós dizemos – bem, nós realmente não trabalhamos isto teoricamente a partir do começo – mas quando nós olhamos para trás, há movimentos teóricos na ciência da educação.
Tem passado pela ciência como uma investigação, o que foi um grande avanço, e John Dewey lá em Chicago – você aprende fazendo. Para – você aprende imaginando-se como um cientista, e então você aprende a imaginar-se como um cientista. O próximo passo é aprender a capacidade de como tornar-se um cientista. Você tem que ter aquelas etapas. Se você tem – É fácil fazer com que as crianças se interessem por ciência. É difícil de fazê-los imaginarem-se como um cientista, o que envolve falar em público, como nós estamos fazendo aqui neste simpósio, e apresentando algo como uma pessoa de conhecimento, e então vendo-se no papel de um cientista e obtendo as ferramentas para aspirar a isto.
E então, é o que nós faremos. Nós estamos planejando um local permanente em Chicago. Nós temos várias ideias, mas eu lhes garanto esta coisa – e eu tenho falado com algumas pessoas aqui na TED – não se parecerá com nada que vocês tenham visto antes. Será parte escola, parte museu, parte conservatório, parte zoológico, e parte de uma resposta ao problema de como motivar as crianças pela ciência. Muito obrigado.
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Estranhas paisagens, calor asfixiante e (algumas vezes) crocodilos bravos esperam por cientistas procurando por pistas do gênio evolutivo. Paleontologista Paul Sereno fala sobre seus encontros surpreendentes com a pré-história -- e sobre uma nova maneira de ajudar estudantes a se juntarem à aventura.
Surely not the only science career based on a museum tour epiphany, Paul Sereno's is almost certainly the most triumphant. He's dug up dinosaurs on five continents -- and discovered the world's largest crocodile, the (extinct) 40-foot Sarchosuchus. Full bio »
Translated into Portuguese, Brazilian by Antonio de Lira
Reviewed by Wilcley Lima
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15:51 Posted: Sep 2007
Views 222,198 | Comments 42
15:36 Posted: Jul 2008
Views 199,461 | Comments 50
17:14 Posted: Jun 2008
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