Hoje vou falar a vocês sobre meu trabalho na área de animação suspensa. Ora, geralmente, quando menciono animação suspensa, as pessoas fazem a saudação dos habitantes de Vulcano para mim e riem. Mas acontece que não estou falando de apagar as pessoas para viajar a Marte ou mesmo Pandora, por mais que isso possa ser divertido. Estou falando sobre o conceito de utilizar a animação suspensa para ajudar as pessoas a superar traumatismos.
Assim, o que tenho em vista quando digo "animação suspensa"? É o processo pelo qual os animais des-animam, parecem mortos, e então podem acordar novamente sem sofrer danos. Muito bem, então esta é a grande idéia. Se vocês observarem a natureza, descobrirão que quando vocês tendem a encontrar animação suspensa, vocês tendem a encontrar imortalidade. E assim, aquilo de que vou falar a vocês é uma maneira de perceber uma pessoa que está em uma situação de trauma -- achar uma maneira de des-animá-las um pouco de modo que elas fiquem um pouco mais imortais quando elas tiverem aquele ataque cardíaco.
Um exemplo de um ou dois organismos, que são praticamente imortais seriam sementes de plantas ou esporos de bactérias. Essas criaturas são algumas das formas de vida mais imortais em nosso planeta, e elas tendem a ficar a maior parte do seu tempo em animação suspensa. Esporos de bactérias são agora considerados pelos cientistas como existindo na forma de células individuais que estão vivas, mas em animação suspensa por até 250 milhões de anos. Para sugerir que todas estas, tipo, pequenas, minúsculas criaturas eu quero trazer isso para perto de nós. Na linha germinativa imortal dos seres humanos, a saber os óvulos que permanecem nos ovário, eles realmente ficam lá em um estado de animação suspensa por até 50 anos na vida de cada mulher.
E então há também meu exemplo favorito de animação suspensa. São os kikos marinhos. Aqueles de vocês que têm filhos, vocês os conhecem. Se vocês forem a uma pet-shop ou loja de brinquedos, vocês podem comprar essas coisas. Vocês simplesmente abrem o saquinho e despejá-los no aquário de plástico, e depois de uma semana, vocês terão pequenos camarões nadando ali. Bem, eu não estava interessado por eles nadarem. Meu interesse era no que acontecia naquele saquinho, o saquinho na prateleira da loja de brinquedos onde aqueles camarões ficavam em animação suspensa, indefinidamente. Assim, essas idéias de animação suspensa não se limitam a células e pequenos organismos estranhos.
Ocasionalmente, seres humanos são des-animados por um tempo curto, a as histórias de pessoas que são momentaneamente des-animadas que mais me interessaram são aquelas que têm a ver com o frio. Há 10 anos, houve uma esquiadora na Noruega que ficou presa numa queda dágua gelada. E ela ficou lá por duas horas, antes de ser retirada. Ela estava muito fria, e não tinha batida cardíaca. Para todos efeitos e propósitos ela estava morta, congelada. Sete horas mais tarde, ainda sem batida cardíaca, eles a trouxeram de volta à vida, e ela veio a tornar-se a radiologista chefe do hospital onde foi tratada.
Alguns anos mais tarde -- e eu fico mesmo muito entusiasmado com essas coisas -- alguns anos mais tarde, houve uma garotinha de 13 meses de idade, ela era do Canadá. O pai dela tinha saído no inverno, ele estava trabalhando no turno da noite, e ela o seguiu fora de casa usando apenas uma fralda. E ela foi encontrada horas mais tarde congelada, sem vida. E eles a trouxeram de volta à vida.
Houve uma mulher de 65 anos em Duluth, Minnesota, no ano passado que foi encontrada congelada e sem pulso no seu jardim, numa manhã de inverno, e eles a trouxeram de volta à vida. No dia seguinte, ela se sentia tão bem que quiseram fazer testes nela. Ela implicou e simplesmente voltou para casa. (Risos)
Então, esses são milagres, certo. Essas são coisas verdadeiramente milagrosas que acontecem. Os médicos dizem uma coisa que, de fato, você não está morto enquanto não estiver quente e morto. E isso é verdade. É verdade. No New England Journal of Medicine, foi publicado um estudo mostrando que com reaquecimento adequado, pessoas que sofreram ficando sem batida cardíaca por três horas, poderiam ser trazidas de volta à vida sem quaisquer problemas neurológicos. E isso com mais de 50 por cento de chance. Então, o que eu estava tentando fazer era pensar como poderíamos estudar a animação suspensa pensar numa maneira de reproduzir, talvez, o que aconteceu com a esquiadora.
Bem, preciso dizer uma coisa muito estranha a vocês, é que ser exposto a uma baixa concentração de oxigênio nem sempre mata. Assim, nesta sala, há 20 por cento de oxigênio ou coisa assim. E, se reduzirmos a concentração de oxigênio, todos nós morreremos. E, de fato os animais com os quais trabalhamos no laboratório, essas pequenas minhocas de jardim, nematóides, elas também morreram quando as submetemos a baixo oxigênio. E aqui está a coisa que vai deixar vocês desorientados. É que, quando reduzimos a concentração de oxigênio ainda mais de 100 vezes, a 10 partes por milhão, elas não morreram, elas ficaram em animação suspensa, e fomos capazes de trazê-las de volta à vida sem qualquer dano. E essa concentração específica de oxigênio, 10 partes por milhão, que causou a animação suspensa, é mantida. Podemos observá-las numa variedade de organismos diferentes. Uma das criaturas em que a observamos é um peixe. E somos capazes de ligar e desligar suas batidas cardíacas entrando e saindo da animação suspensa, como vocês fariam com um interruptor de luz.
Assim, foi bastante chocante para mim que fossemos capazes de fazer isso. E assim fiquei imaginando, quando estávamos tentando reproduzir o trabalho com a esquiadora, que nós percebemos, é claro, que ela não tinha consumo de oxigênio, e assim talvez ela estivesse num estado de animação suspensa semelhante. Mas, é claro, ela também estava extremamente fria. Assim, ficamos imaginando o que aconteceria se pegássemos nossos animais suspensos e os expuséssemos ao frio. E assim, o que descobrimos foi que, se pegarmos animais que estão animados como vocês e eu, e os colocarmos no frio -- quer dizer, isso foi com as minhocas de jardim -- então eles morreram. Mas se eles estiverem em animação suspensa, e então forem colocados no frio, eles permanecem vivos. E aqui está a coisa mais importante: se vocês querem sobreviver ao frio, vocês precisam estar em suspensão. Certo? Isso é uma coisa realmente boa.
E assim, estávamos pensando nisso, nessa relação entre essas coisas, e pensando se isso tinha ou não acontecido com a esquiadora. E daí imaginamos: poderia existir algum agente que existe em nós, algo que nós mesmos produzimos que nos permita regular nossa própria flexibilidade metabólica de tal modo que sejamos capazes de sobreviver quando ficamos extremamente frios, e sem isso morreríamos. Achei que poderia ser interessante sair à caça de coisas assim. Vocês sabem?
Devo mencionar aqui brevemente que os livros-texto de fisiologia nos quais vocês podem ler sobre isso vão dizer-lhes que é uma espécie de heresia sugerir isso. Nós sabemos, desde o momento em que recebemos uma palmada no traseiro até exalarmos nosso último suspiro -- quer dizer, desde que somos recém-nascidos até quando estamos mortos -- não somos capazes de reduzir nossa taxa metabólica abaixo do que é chamado de padrão, ou taxa metabólica basal. Mas eu sabia que houveram exemplos de criaturas, inclusive mamíferos, que efetivamente reduzem suas taxas metabólicas como esquilos terrestres e ursos. Eles reduzem suas taxas metabólicas durante o inverno, quando eles hibernam. Então eu imaginei: seríamos capazes de encontrar algum agente ou gatilho que fosse capaz de induzir um estado assim em nós?
E assim, saímos em busca dessas coisas. E esse foi um período em que fracassamos tremendamente. Ken Robinson está aqui. Ele falou sobre as glórias do fracasso. Bem, nós tivemos muitas destas. Tentamos muitas substâncias e agentes químicos, e falhamos uma vez depois da outra. Então, numa ocasião, eu estava em casa vendo televisão, enquanto minha mulher estava colocando as crianças na cama, e eu estava vendo um programa de televisão. Era um programa de televisão -- era o NOVA na PBS -- sobre cavernas no Novo México. E aquela caverna particular era a Lechuguilla, e aquela caverna era extremamente tóxica para seres humanos. Os pesquisadores tinham que vestir trajes só para entrar nela. Ela é cheia desse gás tóxico, sulfeto de hidrogênio. Pois bem, o sulfeto de hidrogênio, curiosamente, está presente em nós. Nós o produzimos. A maior concentração é nos nossos cérebros. No entanto, ele era usado como um agente de guerra química na Primeira Guerra Mundial. É uma coisa extremamente tóxica. Na verdade, em acidentes químicos, sabe-se que o sulfeto de hidrogênio é capaz de -- se vocês respiram uma quantidade muito grande, vocês desabam no chão, vocês parecem mortos, mas se vocês forem trazidos a uma atmosfera normal, vocês podem ser reanimados sem danos, se fizerem isso bem depressa.
Então pensei, caramba, preciso arranjar um pouco disso. (Risos) Acontece que estamos na América pós-11 de setembro, e quando vocês vão a um instituto de pesquisas e dizem, "Alô, eu gostaria de comprar alguns cilindros de gás comprimido de um gás letal concentrado porque eu tenho umas idéias, vejam só, de pretender colocar pessoas em estado de suspensão. Vai ficar realmente tudo bem." Então esse é um momento difícil, mas eu disse, existe mesmo alguma base para pensar porque a gente gostaria de fazer isso. Como eu disse, esse agente existe em nós, e, de fato, aqui está uma coisa curiosa, ele se liga ao mesmo lugar dentro de nossas células ao qual o oxigênio se liga, e onde ele é queimado, e que a gente faz isso para viver. E então nós pensamos, como no jogo da dança das cadeiras, se conseguiríamos dar a uma pessoa um pouco de sulfeto de hidrogênio, e se ele seria capaz de ocupar aquele lugar, como num jogo de dança das cadeiras, onde o oxigênio se ligaria, e como não dá mais para o oxigênio se ligar, talvez a pessoa pare de consumi-lo, e então talvez isso reduza a demanda de oxigênio. Quero dizer, quem sabe?
Então -- (Risos) Então, aí está o pedacinho sobre a dopamina e sendo um pouco, como se diz, delirante e vocês poderiam sugerir que foi isto. E então queríamos verificar se seríamos capazes de usar sulfeto de hidrogênio na presença do frio, e queríamos observar se poderíamos reproduzir essa esquiadora num mamífero. Acontece que mamíferos são criaturas de sangue quente, e quando ficamos frios, nos agitamos e trememos, certo. Tentamos manter nossa temperatura interna a 37 graus efetivamente queimando mais oxigênio. Assim, foi interessante para nós quando aplicamos sulfeto de hidrogênio a um rato, quando também estava frio porque aconteceu que a temperatura interna do rato ficou fria. Ele parou de se mexer. Ele parecia morto. Sua taxa de consumo de oxigênio caiu a um décimo. E aqui está o ponto realmente importante. Eu disse a vocês que o sulfeto de hidrogênio existe em nós. Ele é metabolizado rapidamente, e tudo que precisa ser feito depois de ficar seis horas nesse estado de animação suspensa é simplesmente colocar a coisa no ar ambiente, e ela se aquece, e não fica com nenhum estrago.
Bem, isso foi cósmico. Realmente. Porque tínhamos encontrado um meio de des-animar um mamífero. E isso não causou nenhum mal a ele. Assim, tínhamos achado uma maneira de reduzir o consumo de oxigênio a níveis muito baixos, e tudo estava bem. Agora, nesse estado de des-animação, ele não poderia sair dançando, mas ele não estava morto, e ele não sofreu nenhum mal. Então começamos a pensar: Será que foi esse o agente que poderia estar presente naquela esquiadora, e ela poderia tê-lo em maior quantidade que outras pessoas e poderia ter sido capaz de reduzir a demanda dela por oxigênio antes que ela ficasse tão fria que de outra forma, tivesse morrido, como constatamos em nossos experimentos com minhocas?
Então, ficamos imaginando: Será que podemos fazer alguma coisa útil com essa capacidade de controlar a flexibilidade metabólica? E uma das coisas que nos intrigou -- estou certo de que alguns de vocês são economistas, e sabem tudo sobre oferta e demanda. E quando a oferta é igual à demanda, tudo vai bem, mas quando a oferta cai -- neste caso, de oxigênio -- e a demanda continua alta, você morre. Então, o que acabei de dizer a vocês é que agora somos capazes de reduzir a demanda. Nós devemos reduzir a oferta a níveis sem precedentes sem matar o animal. E com o dinheiro que conseguimos do DARPA, podemos mostrar exatamente isso. Se dermos aos ratos sulfeto de hidrogênio, podemos reduzir a demanda deles por oxigênio, e podemos colocá-los em concentrações de oxigênio tão baixas como as de 1.500 m acima do Monte Everest, e eles podem ficar lá por horas, e não há problema algum. Bem, isso era realmente formidável. Também descobrimos que podíamos submeter animais a perdas de sangue que, de outro modo, seriam letais, e podíamos salvá-los se déssemos a eles sulfeto de hidrogênio.
Assim, esses experimentos de prova de conceito me levaram a pensar que eu deveria fundar uma empresa, e deveríamos levar isso a um campo de atuação mais amplo. Fundei uma empresa chamada Ikaria com a ajuda de outras pessoas. E essa empresa, a primeira coisa que ela fez foi preparar uma formulação líquida de sulfeto de hidrogênio em forma injetável que podíamos embalar e enviar para cientistas médicos em todo o mundo que trabalham em modelos de tratamento de pacientes críticos e os resultados foram incrivelmente positivos.
Em um modelo de ataque cardíaco, animais aos quais foi aplicado sulfeto de hidrogênio apresentaram uma redução de 70 por cento dos cardíacos comparados àqueles que receberam o tratamento padrão que eu e vocês receberíamos se tivéssemos uma ataque cardíaco aqui, hoje. O mesmo é verdadeiro para falência de órgãos quando se tem perda da função devido a deficiência na perfusão do rim, do fígado, síndrome da angústia respiratória aguda e danos sofridos em cirurgias de revascularização cardíacas Assim, aí estão os líderes na medicina de trauma em todo o mundo dizendo que isso é verdade, assim, parece que a exposição ao sulfeto de hidrogênio reduz os danos que se sofre devido a exposição a baixo oxigênio que, de outro modo, seria letal.
E devo dizer que as concentrações de sulfeto de hidrogênio necessárias para obter esse benefício são baixas, incrivelmente baixas. De fato, tão baixas que os médicos não precisarão reduzir ou atenuar o metabolismo das pessoas significativamente para observarem os benefícios que acabei de mencionar, o que é uma coisa magnífica, se vocês estiverem pensando em adotar isso. Vocês não querem ficar apagando as pessoas só para salvá-las, é realmente perturbador. (Risos)
Então, quero dizer que estamos nos testes humanos. Agora, e assim -- (Aplausos) Muito obrigado. A fase um dos estudos de segurança foi concluída, e estamos indo muito bem, estamos agora avançando. Precisamos chegar à fase dois e à fase três. Vai nos levar alguns anos. Tudo isso aconteceu muito depressa, e as experiências com ratos com os ratos em hibernação aconteceu em 2005, os primeiros estudos com humanos foram feitos em 2008, e num par de anos devemos saber se funciona ou não. E tudo isso aconteceu muito depressa mesmo por causa de muita ajuda de muitas pessoas.
Quero mencionar, em primeiro lugar, minha esposa, sem ela esta apresentação e meu trabalho não seriam possíveis, por isso, muito obrigado. Assim como os brilhantes cientistas que trabalham no meu laboratório e também outros membros da equipe, o Centro de Pesquisas de Câncer Fred Hutchinson em Seattle, estado de Washington, um lugar maravilhoso para trabalhar. E também os maravilhosos cientistas e administradores de negócio do Ikaria. Uma coisa que o pessoal fez lá foi pegar essa tecnologia de sulfeto de hidrogênio, que é essa empresa em implantação, que está queimando capital de risco bem depressa, e eles fundiram com outra empresa que vende outro gás tóxico que é mais tóxico que o sulfeto de hidrogênio, e eles o aplicam a bebês recém-nascidos que de outro modo morreriam de uma incapacidade de oxigenar seus tecidos adequadamente. E esse gás, que é fornecido a mais de mil hospitais de tratamentos críticos em todo o mundo, agora está aprovado, rotulado, e salva milhares de bebês a cada ano da morte certa. (Aplausos)
Assim, é mesmo fantástico para mim fazer parte disso. E quero dizer que acredito estarmos no caminho de entender a flexibilidade metabólica de uma maneira fundamental, e que num futuro não muito distante, um técnico em medicina de emergência poderá dar uma injeção de sulfeto de hidrogênio, ou algum composto semelhante, a uma pessoa sofrendo de traumatismos severos, e essa pessoa poderá ficar um pouco des-animada, e elas poderão ficar um pouco mais imortais. O metabolismo delas vai cair como se estivéssemos diminuindo um comutador numa lâmpada de casa. E então, elas terão o tempo, isso vai oferecer-lhes o tempo para serem transportados ao hospital para obterem o tratamento de que precisam. E então, depois que elas tenham recebido o tratamento, como o rato, como a esquiadora, como a mulher de 65 anos, elas irão acordar. Um milagre? Esperamos que não, ou pelo menos esperamos apenas tornar os milagres um pouco mais comuns.
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Mark Roth estuda a animação suspensa: a arte de interrromper os processos da vida e então reiniciá-los novamente. É uma coisa impressionante mas não se trata de ficção científica. Induzida pelo uso cuidadoso de um gás que de outra forma seria tóxico, suspender a animação tem potencial para ajudar vítimas de traumas e ataques cardíacos a sobreviverem o suficiente para receberem tratamento.
Mark Roth's research has reawakened an unusual notion from the annals of science: reversible metabolic hibernation. Yes, putting living organisms into suspended animation -- and bringing them back safely. Full bio »
Translated into Portuguese, Brazilian by Durval Castro
Reviewed by Denise Bem David
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19:41 Posted: Jan 2009
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19:25 Posted: Jul 2007
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17:51 Posted: May 2008
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