Passe uns quatro meses com três desejos. e todas as idéias começarão a filtrar. Todos deviam fazer isso - pensar que têm três desejos. E o que você faria? E um ótimo exercício para ir fundo nas coisas que você sente que são importantes, e que têm reflexo real no mundo à nossa volta. E pensando nisso, pode alguém realmente fazer algo, ou ter uma idéia que possa de fato ter alguma força de tração e fazer a diferença? Inspirado pela natureza - esse é o nosso tema aqui. E acho que, sinceramente, foi onde comecei.
Passei a me interessar muito pela paisagem como um canadense. Temos este Grande Norte. E havia uma população bem pequena, e meu pai era um amante da vida ao ar livre. Então, tive realmente a oportunidade de vivenciar isso. E nunca consegui entender realmente o que era exatamente, ou como aquilo estava comunicando-se comigo. Mas acho que estava me dizendo que somos esta coisa transitória. E que a natureza que você vê por aí - as praias intocadas, a floresta intacta que pude ver - de fato dão uma idéia daquela era geológica, que isto se arrasta há muito tempo, e estamos vivenciando isto de uma forma diferente.
E isto, para mim, foi um marco que eu acho que precisava ter para ser capaz de realizar o meu trabalho. E saí, e fotografei esta imagem de capins nascendo na primavera na beira de uma estrada. O renascimento do capim. Dai, saí por anos tentando fotografar paisagens imaculadas. Mas como fotógrafo artístico, de uma certa forma senti que isto não iria fazer muito sucesso -- de que tentar fazer disto uma carreira artística seria um problema . Mas continuei impelido para este gênero de fotografia de calendário, ou algo assim, e não conseguia escapar disso. Então comecei a pensar: como eu poderia repensar a paisagem? Decidi repensar a paisagem como a paisagem que nós tranformamos.
Tive algo como uma epifania quando estava perdido na Pensilvânia e virei à esquerda para tentar voltar à estrada. Acabei chegando em uma vila chamada Frackville. Saí do carro e me ergui, e era uma cidade de mineração de carvão. Dei um giro de 360 graus e aquilo se tornou uma das paisagens mais surreais que já havia visto. Totalmente transformada pelo homem. E aquilo me fez sair para ver minas como esta, e ver as maiores incursões industriais na paisagem que eu pudesse encontrar. Isto se tornou o ponto de apoio do que eu fazia. E também se tornou o tema que eu senti a que me poderia agarrar, sem ter que me reiventar. Este tema era grande o suficiente para tornar-se o trabalho de uma vida - tornar-se algo no qual eu poderia ir bem fundo e então pesquisar e descobrir onde estas indústrias estão.
E eu penso que uma das coisas que eu também queria dizer em meu agradecimento, que eu meio que esqueci, era agradecer todas as empresas que me ajudaram a entrar. Porque teve que haver negociação para praticamente cada uma destas fotografias - para entrar naquele lugar para fazer aquelas fotografias. Se aquelas pessoas não permitissem o meu acesso nas sedes daquelas corporações, eu nunca teria feito este conjunto de obras. Então, nesse aspecto, eu não sou contrário à corporação. Eu tenho uma corporação. Eu trabalho com eles, e eu sinto que todos nós precisamos deles e que eles são importantes. Mas defendo igualmente a sustentabilidade.
Então, há esta coisa me puxando em ambas as direções. E não estou fazendo uma acusação contra o que está acontecendo aqui, mas isso é uma progressão lenta. Então, comecei a pensar: bom, vivemos em todas as idades do homem: a Idade da Pedra, a Idade do Ferro, e a Idade do Cobre. E essas idades do homem ainda estão em transformação hoje. Mas nos tornamos totalmente disconectados delas. Há algo que não estamos vendo lá. E isto é assustador também. Porque quando começarmos a olhar para o apetite coletivo dos nossos estilos de vida, e o que estamos fazendo com aquela paisagem -- isto, para mim, é algo que é um momento muito decepcionante de se contemplar.
E por meio das minhas fotografias, espero ser capaz de engajar as audiências do meu trabalho, a vir até ele e não ser imediatamente ser rejeitado pela imagem. Não para dizer, "Meu Deus, o que é isso?" Mas para ser desafiado por isto. Para dizer, "Uau, de um lado, isto é bonito. Mas de outro, é assustador. Eu não deveria estar gostando disso." Como um prazer proibido. E é aquele prazer proibido que eu penso que vai repercurtir, e fazer com que as pessoas olhem para estas coisas, e fazer com que as pessoas entrem nisso. E isto também, de uma certa forma, define o que eu sinto também. É porque tenho atração por uma vida boa. Eu quero uma casa, e quero um carro. Mas há esta consequencia. E como começo a ter esta atração, repulsão? Mesmo na minha própria consciência eu a tenho, a aqui no meu trabalho, tento construir este mesmo alternador.
Estas coisas que eu fotografei - esta pilha aqui tinha 45 milhões de pneus. Era a maior de todas. Ficava a a penas uma hora e meia de distância, e pegou fogo há cerca de quatro anos. Fica nas redondezas de Westley, Califórnia, perto de Modesto. E decidi começar a olhar para algo que, para mim, teve - se o trabalho prévio de olhar para a paisagem tivesse um senso de lamento pelo que estávamos fazendo com a natureza, o trabalho de reciclagem que vocês estão vendo aqui estava começando a apontar para uma direção. Para mim, era a nossa redenção. No trabalho de reciclagem que eu estava fazendo, procuro por uma prática - uma atividade humana que é sustentável. Se continuarmos a acumular coisas, por meio da existência industrial e urbana, de volta ao sistema - se continuarmos a fazer isso - podemos prosseguir É claro, ouvindo a conferência, há muitas, muitas coisas vindo à mente. Bio-mimetismo, e há muitas outras coisas que estão vindo para o mercado -- nanotecnologia que pode também prevenir-nos de ter que ir para aquela paisagem e destruí-la. E nós temos expecativas quanto a estas coisas.
Mas no ínterim, essas coisas estão aumentando. Estas cosas continuam a acontecer. O que vocês estão vendo aqui -- fui para Bangladesh, o que significa que comecei a me afastar da América do Norte. Comecei a ver o nosso mundo de forma global. E isto aconteceu -- estas imagens de Bangladesh -- surgiram a partir de um programa de rádio a que ouvia. Estavam conversando sobre a Exxon Valdez, e que haveria excesso de petroleiros por causa da indústria de seguros. E que todos esses petroleiros precisavam ser desmontados. e 2004 iria ser o auge. E pensei, "Meus Deus, isto não seria algo?" Ver as maiores embarcações feitas pelo homem sendo descontruídas, à mão, literalmente, em países do terceiro mundo. EntNao, originalmente estava indo para a Índia. E fui barrado na Índia por causa de uma situação do Greenpeace lá, e então fui capaz de entrar em Bangladesh. E vi, pela primeira vez, um terceiro mundo, uma vista disso. que eu na verdade nunca pensei ser possível. 130 milhões de pessoas vivendo em uma área do tamanho de Wisconsin, pessoas em todo lugar, a poluição era intensa, e as condições de trabalho, horriveis.
Aqui vocês estão vendo alguns campos petrolíferos na Califórnia, alguns dos maiores deles. E, novamente, comecei a pensar que -- e houve outra epifania -- que o mundo todo onde eu vivia estava sendo criado como resultado da abundância de petróleo. E aquilo, para mim, tornou-se algo por sobre onde comecei a construlir e continuei a construir. Então esta é uma série que espero ter pronta em dois ou três anos, sob o título 'A Festa do Óleo'. Porque eu acho que tudo no qual estamos envolvidos - nossas roupas, nossos carros, nossas estradas, e tudo - são diretamente um resultado disso. Vou passar para algumas fotos da China. E através da China - comecei a fotograr o país há quatro anos, e a China é realmente uma questão de sustentabilidade, na minha cabeça.
Sem mencionar que a China, além do mais, teve um grande impacto sobre as indústrias em torno das quais eu cresci. Porque eu vim de uma cidade de trabalhadores, uma cidade da GM, e meu pai trabalhou na GM. Então, eu estava bem familiarizado com este tipo de indústria. E isto também deu forma o meu trabalho. Mas sabe, ver a China e a escala do seu desenvolvimento é impressionante. O que vocês vêem aqui é a Represa das Três Gargantas, que é pelo menos 50% maior do a maior represa já construída pelo homem. E a maioria dos engenheiros de todo o mundo abandonaram o projeto porque, diziam, "é grande mais". De fato, quando encheram a represa com água há um ano e meio, foram capazes de medir uma trepidação dentro da terra como se ela estivesse girando. Levaram 15 dias para enchê-la. E criou-se um reservatório com 600 quilômetros de comprimento. uma dos maiores já criados. E também um dos maiores projetos em torno dela foi mover 13 cidades completas da área do reservatório, e achatar todos os edifícios para permitir o tráfego de embarcações.
Este é um antes e depois. Então, aquilo foi antes. E isto é como ficou 10 semanas depois, demolido manualmente. Eu acho que usaram dinamite em 11 dos edifícios, todo o resto foi demolido manualmente. Esse foi 10 semanas depois. E isto lhes dá uma idéia. Novamente -- todas essas pessoas que viviam nessas casas, foram as mesmas que as estavam destruindo, trabalhando e sendo pagas, por tijolo, para destruir suas cidades. E estas são algumas das imagens disso. Fiz três viagens para a Represa das Três Gargantas, vendo a maciça transformação da paisagem. E ela se parece com uma paisagem bombardeada, mas não é. O que ela é: uma paisagem intencional. Há uma necessidade por energia, e eles estão dispostos a enfrentar esta transformação maciça, desta escala, para obter essa energia.
E novamente, na verdade é um alívio para o que estâ acontecendo na China porque eu penso que neste momento há na mesa umas 27 usinas nucleares para ser construídas. Nenhuma foi construída na América do Norte por 20 anos, por causa do problema do "não no meu quintal". Mas na China estão dizendo, "Não, estamos instalando 27 nos próximos 10 anos." E usinas de carvão também estão sendo construídas, literalmente a cada semana, para energia hidrelétrica, Então o carvão em si é provavelmente um dos maiores problemas. E uma das outras coisas que aconteceram nas Três Gargantas -- muitas áreas de solo agrícola que vocês vêem aqui à esquerda também foram perdidas. Parte dos solos mais férteis foram perdidos com isso. E um certo momento, dois milhões de pessoas foram realocadas, dependendo das estatísticas de quem você estiver considerando. E isto é o que eles estavam construindo.
Esta é Wushan, uma das maiores cidades que foram realocadas. Esta é a sede central da cidade, ou câmara municipal. E novamente, a reconstrução da cidade. Para mim, foi triste ver que eles não aprenderam muito, eu acho, do que nos sabemos aqui, em termos de planejamento urbano. Não havia parques, não havia espaços verdes. Moradia de altíssima densidade na encosta de uma colina. E eles tiveram a oportunidade de reconstruir cidades por completo. mas de uma certa forma não estamos nos conectando com elas.
Aqui esta um outdoor que, traduzido, diz, "Obedeça a lei de controle da natalidade. Construa nossa ciência. Idéia civilizada e avançada de casamento e procriação." Aqui, se você olhar para este poster, ele tem todos os chamarizes da cultura ocidental. Você vê as roupas, os buquês. Mas para mim, o que é realmente assustador nesta imagem e neste outdoor é a refinaria ao fundo. Estão, é como casar todas as coisas que temos e uma adaptação do nosso mode vida, ponto final. E de novo, quando você começa a ver aquele tipo de adesão, e começa a vê-los vivendo em seu estilo de vida rural com uma pegada pequena, muito pequena, e adotando um estilo de vida urbano com uma pegada muito mais forte, isto começa a se tornar muito sério.
Esta é uma imagem de uma das maiores praças em Guangdong -- e aqui é onde muitos dos trabalhadores migrantes vêm do interior. E há cerca de 130 milhões de pessoas em migração tentando chegar nos centros urbanos o tempo inteiro. Espera-se que nos próximos 10 a 15 anos, de 400 a 500 milhões de pessoas migrem para os centros urbanos como Shanghai e os centros industriais As indústrias são -- as domésticas são geralmente -- você pode distinguir uma fábrica doméstica pelo fato de que todos usam uniformes da mesma cor. Esta, por exemplo, é uma fábrica de uniformes cor-de-rosa. É uma fábrica de sapatos. E eles têm dormitórios para os trabalhadores. Então, eles os trazem do interior e os colocam em dormitórios.
Esta é uma das maiores fábricas de sapatos, a Yuyuan perto de Shenzhen. Ela tem 90 mil empregados na produção. Esta é uma troca de turno, uma de três. A cada troca -- há duas fábricas desta escala na mesma cidade. Esta é uma com 45 mil. Então, a cada almoço, há cerca de 12 mil saindo para almoçar. Eles se sentam e têm cerca de 20 minutos. A próxima rodada entra. É uma força de trabalho incrível que está sendo construída lá. Xangai -- estou olhando para a renovação urbana em Xangai, e esta é uma área que vai ser completamente demolida e transformada em arranha-céus nos próximos cinco anos.
O que também está acontecendo é -- a China está mudando porque isto não teria acontecido há cinco anos, por exemplo. Isto é uma resistência. Eles são chamados dengzahoos - são como tachinas no chão. Eles não se moverão. Eles não negociarão. Eles não estão recebendo o suficiente, então não se moverão. E vão resistir até que consigam um acordo. E eles têm sido bem sucedidos em conseguir acordos melhores porque a maioria deles está recebendo um tratamento injusto. Eles estão sendo colocados para fora em cerca de duas horas -- as comunidades que estiveram na área por, literalmente, centenas de anos, ou até mesmo milhares de anos, estão sendo desmembradas e espalhadas pelas áreas suburbanas na periferia de Xangai. Mas estes são um grupo inteiro de sujeitos resistindo a esta reconstrução de Xangai. Provavelmente é o maior projeto de renovação urbana, penso, já tentado no planeta.
E o envolvimento com as coisas com as quais a estão substituindo -- novamente, um dos meus desejos, e acabei nunca chegando lá, era, de uma certa forma, dizer-lhes que há maneiras melhores de construir uma casa. Os tipos de colisões de estilos e coisas eram algo e tanto, e estas são chamadas de vilas. E também, agora mesmo, eles estão se mudando. O andaime ainda está de pé, e esta é uma área de resíduo eletrônico, e se você olhar para o primeiro plano na grande imagem, você veria que a indústria -- a indústria deles -- estão todos reciclando. Então, a indústria já está crescendo em torno dessas novas construções.
Esta é uma ponte de cinco níveis em Xangai. Xangai é uma cidade muito intrigante -- está explodindo em um nível que eu penso que nenhuma outra cidade já experimentou. De fato, nem mesmo Shenzhen, a zona industrial, ou econômica -- uma das primeiras - tinha 100 mil pessoas há 15 anos e hoje ostenta entre 10 e 11 milhões. Isto dá a vocês uma idéia dos tipos de migrações e a rapidez com que ocorrem -- estes são os táxis sendo fabricados pela Volkswagen. Há 9 mil deles aqui e eles estão sendo fabricados para a maioria das grandes cidades, Beijing e Xangai, Shenzhen. E este nem é o mercado doméstico de automóveis, é o mercao de táxis. E o que vocês podem ver aqui é um tipo de desenvolvimento suburbano -- uma coisa semelhante, mas eles são todos arranha-céus. Eles levantam de 20 a 40 de cada vez, e eles sobem da mesma forma como as rmoradias uni-familiares aqui em uma área.
E a densidade é absolutamente incrível. E uma das coisas nesta imagem que eu gostaria de destacar é que quando eu vi estes tipos de construções, fiquei chocado ao perceber que eles não estão usando sistema central de ar condicionado. Cada janela tem um aparelho de ar condicionado. E tenho certeza de que há pessoas que provavelmente sabem mais do que eu sobre eficiência, mas não consigo imaginar que cada apartamento tendo o seu próprio ar condicionado é uma maneira muito eficiente de refrigerar um prédio dessa dimensão. E quando você começa a ver isso, e começa a levar em consideração uma cidade do tamanho de Xangai, é literalmente uma floresta de arranha-céus. A velocidade com que esta cidade está se transformando é de tirar o fôlego. E vocês podem ver no primeiro plano desta foto, ainda é uma das últimas áreas que estavam sendo conservadas. Agora mesmo, tudo está limpo --isto foi feito há cerca de oito meses, e arranha-céus estão sendo construídos naquele ponto central, Um arranha-céu é construído, literalmente, da noite para o dia em Xangai.
Muito recentemente, fui e comecei a olhar para algumas das maiores indústrias da China. E issto é Baosteel, logo do lado de fora de Xangai. Este é o suprimento de carvão para a indústria do aço -- 18 quilômetros quadrados. É uma incrível operação maciça, eu penso que tem 15 mil trabalhadores, cinco cúpulas e a sexta está vindo aqui. Estão construindo quatro alto-fornos enormes para tentar lidar com a demanda por aço na China. Estes são três dos alto-fornos visíveis nesta fotografia. E novamente, olhando para estas imagens, há essa constante névoa que vocês estão vendo. Este vai mostrar para vocês, em tempo real, uma pessoa montando um disjuntor. 10 horas por dia a esta velocidade. Eu penso que uma das questões que enfrentamos com a China, é que eles estão usando as últimas tecnologias de produção.
Naquela ali, havia 400 pessoas trabalhando naquele espaço. E pedi ao gerente que me indicasse cinco dos produtores mais velozes, e fiquei observando cada um deles por cerca de 15 ou 20 minutos, e escolhi esta mulher. E era como um relâmpago veloz, a forma como ela estava trabalhando era quase inacreditável. Mas este é o truque que eles tem agora, e com o qual estão ganhando, é que eles estão usando todas as últimas tecnologias e máquinas extrusoras, e trazendo todos os componentes em jogo, mas eles estão trazendo-os para a linha de montagem -- onde os trabalhadores do interior estão dispostos a trabalhar. Eles querem trabalhar. Há um acúmulo maciço de pessoas que querem seus empregos, E essa condição vai permancer por lá nos próximos 10 ou 15 anos. Se eles perceberem o que eles querem, que é, você sabe, há 400 a 500 milhões mais pessoas vindo para as cidades.
Neste caso em particular -- é a linha de montagem que você viu, e esta é uma fotografia disso. Tive de usar uma abertura bem pequena na câmera para conseguir a profundidade de campo. e fiz com que eles parassem por 10 segundos para conseguir esta foto. Tive que tentar cinco vezes, sem sucesso porque eles simplesmente não paravam. Era literalmente impossível fazê-los desacelerar. E eles estavam tão habituados, fazendo essas coisas o dia inteiro, até que o gerente teve que, com uma voz de autoridade, dizer, "Okay, todo mundo parado." Não foi muito ruim, mas eles são levados a produzir essas coisas a um ritmo incrível.
Esta é uma fábrica têxtil produzindo seda sintética, um subproduto do petróleo. E o que vocês vêem aqui é, novamente, uma das mais avançadas indústrias têxteis de última geração, Há 500 destas máquinas, cada uma valendo cerca de 200 mil dólares cada. E há 12 pessoas para fazê-las funcionar, e elas estão apenas inspecionando-as -- estão caminhando entre as fileiras. Todas as máquinas estão trabalhando. é absolutamente incrível ver a escala dessas indústrias. E comecei a ir mais e mais fundo nas fábricas, E este é um díptico, eu faço um monte de pares para tentar obter uma idéia da escala destes lugares. Esta é a fileira de onde eles obtém os fios e eles enrolam os fios juntos, antes de irem para as indústrias têxteis.
Aqui há algo que exige mais mão-de-obra intensiva, que é a produção de sapatos. Este piso tem cerca de 1.500 trabalhadores na produção. A companhia em si tem cerca de 10 mil empregados, e eles estão produzindo sapatos domésticos. Foi muito difícil entrar nas companhias internacionais porque tive que conseguir permissão de companhias como Nike e Adidas, e isto é muito difícil de conseguir. E eles não queriam me deixar entrar. Mas foi muito mais fácil conseguir com as fábricas domésticas. Isto apenas lhe dá uma idéia de, novamente -- e é aqui onde, realmente, onde a migração de empregos para a China começou e a produção de sapatos. Nike foi uma das pioneiras. e realmente -- havia um alto componente de trabalho nisso que fazia bastante sentido procurar aquele mercado de trabalho.
Este é uma fábrica de telefone celular de alta tecnologia. Bird Celulares, uma das maiores produtoras de telefones móveis na China. Acho que as companhias de telefonia móvel estão pipocando, literalmente, a uma frequência semanal, e eles têm um crescimento explosivo em telefones móveis. Esta é uma indústria têxtil onde produzem camisas. Youngor, a maior fábrica de camisas e roupas na China. E nesta próxima foto está um dos refeitórios. Tudo é muito eficiente. Enquanto me preparava esta tirar esta foto, as pessoas gastavam de 8 a 10 minutos em média para terminar sua refeição. Esta foi uma das maiores fábricas que já vi. Eles fazem cafeteiras elétricas aqui, são os maiores fabricantes de cafeteiras e ferros de passar roupa. Fazem 20 milhões deles no mundo. Há 21 mil empregados. Esta fábrica aqui -- e eles têm várias delas -- tem meio quilômetro de comprimento. Estas foram fotografadas recentemente -- voltei de lá há cerca de um mês, e vocês são os primeiros a vê-las, essas novas fotografias de fábricas que tirei.
Então, levei quase um ano para ganhar acesso a esses lugares. O outro aspecto do que está acontecendo na China e que há necessidade real de materiais por lá. Portanto, muitos dos materiais recicláveis que são coletados aqui estão sendo reciclados e enviados para a China em navios. Isso é cubo de metal. Estas são armações, armações elétricas, da onde irão obter o cobre e o aço caríssimo de motores elétricos, e reciclam-nos. Isto está certamente ligado à Califórnia e ao Vale do Silício. Mas isto é o que acontece com a maioria dos computadores. 50 por cento dos computadores do mundo acabam na China para serem reciclados.
Isto é chamado de e-lixo (e-waste) lá. E é um grande problema. É que eles usam briquetes de carvão para reciclar as placas de computador. Eles usam isso em toda a China, mas eles esquentam as placas e removem os componentes com alicates. Eles estão tentando obter todos os metais valiosos desses componentes. Mas as fumaças tóxicas -- quando você vai a uma cidade que faz esse tipo de queima dos painéis, você pode sentir o cheiro por uns bons cinco ou dez quilIômetros antes de chegar lá. Aqui tem uma outra operação. São todas indústrias de cabanas, então não são lugares grandes -- tudo acontece nas varandas das casas, em seus quintais, até mesmo dentro de suas casas estão queimando painéis.
Se houver uma uma preocupação por causa de alguêm que estiver passando -- porque fazer isto é considerado ilegal na China, mas eles não podem evitar a chegada do produto. Este retrato -- não sou geralmente conhecido por retratos, mas não pude resister a este, no qual ela passou por Mao, e passou pelo Grande Salto Adiante, e a Revolução Cultural, e agora ela está sentada na varanda com este e-lixo ao seu lado. Há algo de impressionante nisso. Esta é a estrada que foi ladeada por placas de computador em uma das maiores cidades onde fazem reciclagem. Então estas são as fotografias que eu queria mostrar para vocês.
Quero dedicar os meus desejos às minhas duas garotas. Elas estiveram sentadas no meu ombro o tempo todo enquanto estive pensando. Uma é a Megan, a que está à direita, e a Katja aqui. E para mim toda a noção -- as coisas que estou fotografando são de uma grande preocupação sobre a escala do nosso progresso e o que chamamos de progresso. E, tanto quanto existem grandes coisas ali na esquina -- e isto é palpável nesta sala -- de todas as coisas que estão prestes a surgir e que podem resolver tantos problemas, Eu realmente espero que essas coisas se espalhem pelo mundo, E comecem a ter efeito positivo. E não se trata de algo que está afetando apenas nosso mundo mas começa a crescer -- porque penso que podemos começar a corrigir nossas pegadas e reduzir seu impacto -- mas há uma em crescimento na Ásia, e está crescendo a um ritmo muito rápido, e não acho que nós podemos equalizá-la. Então, em última instância, penso que a estratégia deve ser a de que temos que estar muito preocupados com a sua evolução. Porque ela vai estar conectada à nossa evolução também.
Então, parte do meu pensamento, e parte dos meus desejos, é sentar com essas ideias e pensar, "Como vai ser vida deles quando eles quiserem ter filhos, ou quando estiverem prontos para casar daqui a 20 anos -- ou seja o que for, daqui a 15 anos"? E este tem sido o núcleo por trás da maior parte dos meus pensamentos. Em meu trabalho, e também por esta chance incrível de ter alguns desejos. Desejo um: mudar o mundo. Quero usar minhas imagens para convencer milhões de pessoas a participarem da conversação global sobre sustentabilidade. E é por meio das comunicações hoje que eu acredito que isto não é uma idéia irrealista. Oh, e fui em busca -- eu queria colocar o que tinha em mente, atá-lo em algo. Eu não queria um desejo apenas para começar do nada.
Um deles, estou começando quase que a partir do nada, mas o outro eu queria descobrir o que está acontecendo que está funcionando agora. E Worldchanging.com é um blogue fantástico, e ele é visitado agora por perto de meio milhão de pessoas por mês. E ele começou há apenas 14 meses. E a beleza do que está acontecendo lá é que o tom da conversação é o tom que eu gosto. O que estão fazendo lá é que não estão -- Eu penso que o movimento ambientalista falhou por ter usado a palmatória demais. Acho que abusaram do tom apocalíptico. Não venderam os aspectos positivos de ser preocupado com o meio ambiente e tentar nos fazer agir, considerando que esta conversação está acontecendo nesse blogue é sobre movimentos positivos. E sobre como mudar o nosso mundo de uma forma melhor, rápida, E é olhando para a tecnologia, e é olhando para novos dispositivos de economia de energia, e é olhando como repensar e como re-estrategizar o movimento em direção à sustentabilidade.
Então para mim, uma das coisas que eu pensei seria colocar parte do meu trabalho a serviço da promoção do site Worldchanging.com na Internet. Alguns de vocês devem saber, ele é um TEDster - Stephen Sagmeister e eu estamos trabalhando sobre alguns layouts. E isto ainda se encontra nos estágios preliminares. Estes não são os resultados finais. Mas estas imagens, com Worldchanging.com, podem ser colocadas em qualquer tipo de mídia. Elas podem ser divulgadas na Web, podem ser usadas como posters ou abrigos de pontos de ônibus, ou qualquer coisa dessa natureza. Então, estamos olhando para isto tentando construir para fora. E o que terminamos discutindo foi que na maioria das mídias você tem principalmente uma imagem com muito texto, e o texto está totalmente espalhado.
O que foi incomum, de acordo com o Stephen, é que menos que 5 por cento dos anúncions têm na verdade uma imagem como condutora. E neste caso, porque diz respeito a muitas dessas imagens e o que elas representam, e os tipos de questões que elas provocam, que nós pensamos que deixar essas imagens ser transmitidas e fazer alguém dizer, "Bom, o que é Worldchanging.com, e o que essas imagens têm a ver com isso?" E esperamos que isso inspire as pessoas a visitarem aquele site. Então, fazer o Worldchanging.com, que é um blogue, e eu espero que não o seja -- eu não o vejo como o tipo de blogue no qual vamos todos acompanhar um ao outro até a morte. Este é um que vai declarar seus pontos de vista e vai sair, e começar a alcançar pessoas. Porque neste exato momento há conversações na Índia, na China, na América do Sul -- há registros vindos de todo o mundo. Eu penso que há chance de haver um diálogo, uma conversação sobre sustentabilidade no Worldchanging.com. E qualquer coisa que você possa fazer prara promovê-la seria fantástico.
O segundo desejo é mais de baixo para cima, o básico a partir do qual estou tentando trabalhar Que é: desejo lançar uma competição inovadora que motiva crianças a investirem em idéias e inventar idéias sobre sustentabilidade. E uma das coisas que surgiram -- Allison, quem me nomeou, disse algo sobre isso antes num brainstorming. Ela disse que reciclagem no Canadá tem um registro fantástico na nossa psique através das crianças entre os quarto e sexto anos, E você pensa sobre isso, sabe, crianças no quarto ano -- minha mulher e eu dizemos que sete anos é a idade da razão, então eles estão na idade da razão. E eles estão na pré-puberdade. Então, eles estão realmente nesta grande janela -- em que você pode influenciá-los. Vocês sabem o que acontece na puberdade? Vocês sabem, nós sabemos disso a partir das apresentações anteriores.
Então, o meu pensamento aqui é que nós tentemos motivas essas crianças para começar a levar idéias para casa. Deixe-os entender o que é sustentabilidade, e que eles tenham interesse para que isso aconteça. E usar o meu prêmio foi uma das maneiras que pensei de como fazer isso, então eu tiro 30 ou 40 mil dólares dos ganhos, e o resto irá para a administrar este projeto. Mas para usar isto como prêmios para as crianças. Mas outra coisa que pensei que seria fantástica seria criar estes -- vamos chamá-los de objetivos dos prêmios. Então, um poderia ser dado para a melhor idéia sobre sustentabilidade para um projeto na escola. O melhor para um projeto familiar. Ou poderia ser o melhor projeto comunitário para sustentabilidade.
E também pensei que deveria haver um prêmio agradável para o melhor trabalho de arte para "Em Meu Mundo." E o que aconteceria -- é uma coisa que pode ser representada em escala. E se pudermos fazer com que as pessoas a contribuam com seja equipamentos, como um laboratório de mídia, ou dinheiro para tornar o prêmio suficientemente significativo -- e abrir isso para todas as escolas públicas, ou escolas que tenham crianças naquela faixa de idade, e fazer uma ampla competição aberta para eles irem atrás desses prêmios e enviar suas ideias. E o prêmio tem que ser algo verificável, então não se trata apenas de idéias. As peças de arte são sobre as idéias e como representá-las e fazê-las, mas as coisas reais têm que ser verificáveis. Dessa forma, o que está acontecendo é que estamos motivando um grupo de uma certa idade para que comece a pensar. E eles vão empurrar isso, de baixo para cima, eu acredito, nos lares. E os pais irão reagir a isso, e tentar ajudá-los nos projetos.
E eu penso que isso começa a motivar toda essa ideia em direção à sustentabilidade de uma forma muito positiva, e começa a ensiná-los. Eles sabem agora sobre reciclagem, mas realmente eles não apreendem a sustentabilidade em todas as coisas, desde o uso individual da energia, e o quanto isso importa. E para ensiná-los, para mim, seria um desejo fantástico, e isto seria algo no qual eu certamente colocaria meu esforço. E novamente, em "Meu Mundo," na competição -- usaríamos o trabalho de arte vindo da competição para promovê-la. E eu gosto das palavras, "Em Meu Mundo," porque isso transfere a possessão do mundo para a pessoa que está fazendo isso. É o meu mundo, não o de outra pessoa, e eu quero ajudar. Quero fazer algo com isso. Então penso que há uma grande oportunidade para engajar as imaginações -- e grandes idéias, eu penso, vêm das crianças -- e engajar sua imaginação em um projeto, e fazer algo pelas escolas. Eu penso que todas as escolas poderiam fazer uso de equipamento extra, dinheiro extra -- será um incentivo para eles fazer isso. E estas são algumas das idéias em termos de onde poderíamos possivelmente fazer promoção do "Em Meu Mundo".
E desejo três é o filme Imax. Me disseram que eu deveria fazer um para mim, e sempre quis me envolver realmente em fazer algo. E a escala do meu trabalho, e os tipos de idéias com as quais estou jogando -- quando vi um filme Imax pela primeira vez, eu quase que imediatamente pensei, "Há uma ressonância real entre o que eu estou tentando fazer, e a escala do que eu tento fazer como fotógrafo." Penso que há uma possibilidade real de fazer algo poderoso -- para alcançar novas audiências se tivesse a oportunidade. Então, estou procurando, realmente, por um mentor, porque acabei de fazer aniversário. Tenho 50 anos e não tenho tempo de voltar para a escola agora -- Estou ocupado demais. Então eu preciso de alguém que possa me colocar em um curso rápido sobre como fazer algo desse tipo. e me conduzir no meio desse labirinto de como se faz esse tipo de coisas. Isto seria fantástico. Então, estes são os meus três desejos.
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Ao aceitar seu TED Prize 2005, o fotógrafo Edward Burtynsky faz um pedido: que suas fotos - paisagens atordoantes que documentam o impacto do homem no mundo - ajudem a convencer milhões de pessoas a participar de uma conversa global sobre sustentabilidade.
2005 TED Prize winner Edward Burtynsky has made it his life's work to document humanity's impact on the planet. His riveting photographs, as beautiful as they are horrifying, capture views of the Earth altered by mankind. Full bio »
Translated into Portuguese, Brazilian by Yone Simidzu
Reviewed by Meghie Rodrigues
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