Estou aqui hoje, representando a equipe de artistas e técnicos e cineastas que trabalharam juntos, no projeto de um filme notável, pelos últimos quatro anos. E nessa caminhada eles criaram um avanço na computação gráfica.
Assim, gostaria de mostrar a vocês um clipe do filme agora. Espero que ele não trave. E se nós fizemos bem nosso trabalho, vocês nem saberão que estivemos envolvidos.
Filme: Eu não sei como é possível... mas parece que você tem mais cabelos.
Benjamin Button: E se eu disser a vocês que eu não estava envelhecendo... mas eu estava ficando mais jovem que todo mundo?
BB: Não precisa. não há nada errado com a velhice.
BB: Eu ouvi a mamãe e Tizzy cochichando, e disseram que eu morreria em breve Mas...talvez não.
Menina: Você é diferente de qualquer um que eu conheci.
BB: Houve muitas mudanças... algumas você pode ver, outras não. Cabelo começou a crescer em todos os lugares, junto com outras coisas. Eu me sinto muito bem, considerando.
Ed Ulbrich: Esse foi um clipe de "O Curioso Caso de Benjamin Button." Muitos de vocês, talvez o tenham visto ou ouviram sobre a estória, mas o que talvez não saibam É que por quase toda a primeira hora do filme, o personagem principal, Benjamin Button, interpretado por Brad Pitt, é completamente gerado por computador, do pescoço para cima. Ou seja, não foi utilizada maquiagem prostética ou fotografia de Brad superposta ao corpo de outro ator. Nós criamos uma cabeça humana completamente digital.
Assim, gostaria de começar com um pequeno histórico do projeto. Ele é baseado em um conto de F. Scott Fitzgerald. É sobre um homem que nasce velho e vive sua vida ao reverso. Esse filme perambulou por Hollywood por mais de meio século e nos envolvemos inicialmente com o projeto no início dos ano 90 com Ron Howard como diretor. Tivemos muitas reuniões e nós o consideramos seriamente. Mas naquela época tivemos que jogar a toalha. Foi considerado impossível. Estava além da tecnologia da época personificar um homem envelhecendo ao contrário. A forma humana, e em particular a cabeça humana, tem sido considerada o Santo Graal de nosso ramo de negócios.
O projeto voltou a nós quase uma década depois, e nessa ocasião com um diretor chamado David Fincher Fincher é um cara interessante. David não tem medo da tecnologia e ele é absolutamente persistente. E David não aceita um "não" como resposta. E David acreditou, como nós acreditamos na área de efeitos visuais, que tudo é possível desde que você tenha tempo, recursos, e é claro, dinheiro suficiente.. Assim, David se interessou pelo filme, e nos colocou esse desafio. Ele queria que o protagonista do filme fosse estrelado do berço à tumba, por um só ator. E calhou ser esse cara.
Nós passamos por um processo de eliminação e um de descoberta com David, e nós excluímos, claro, diversos atores. Essa foi uma idéia: que tivéssemos diferentes atores, e iríamos passando de ator para ator.
Nós até mesmo eliminamos a idéia de utilizar maquiagem. Nó percebemos que a maquiagem prostética não convenceria particulmente no close-up. E a maquiagem é um processo aditvo. Você tem construir da face para cima. E David queria esculpir profundamente na face de Brad para trazer o envelhecimento ao seu personagem. Ele precisava ser um personagem muito simpático. De modo que colocamos no elenco uma série de pessoas pequenas que interpretariam os diferentes corpos de Benjamin a diferentes incrementos de sua vida e nós de fato criaríamos uma imagem gerada por computador da cabeça de Brad, envelhecida para parecer-se com Benjamin, e a colocaríamos no corpo de ator real. Parecia maravilhoso.
É claro, esse era o Santo Graal de nosso negócio, e o fato desse cara ser um ícone global também não ajudava, pois estou certo que se algum de vocês já ficou na fila do supermercado, sabe que vemos sua face constantemente. Assim, realmente não havia margem tolerável para erro. Havia dois estúdios envolvidos: Warner Brothers e Paramount. E ambos acreditavam que isso daria um filme incrível, é claro, mas era uma proposta de alto risco. Havia muito dinheiro e reputações em risco. E acreditamos ter uma metodologia muito sólida que podia funcionar...
Mas apesar de nossas garantias verbais, eles queriam alguma prova. Assim, em 2004, nos autorizaram a fazer um filme de teste de Benjamin. E o fizemos em cerca de cinco semanas. Mas utilizamos muitas trapaças e atalhos. Nós basicamente colocamos alguma coisa para mostrar na reunião. Eu vou mostrar a vocês agora. Esse foi o primeiro teste para Benjamin Button. E aqui, vocês podem ver, isso é uma cabeça gerada por computador. É consideravelmente boa. Ligada ao corpo de um ator. E funcionou. Deu um grande alívio ao estúdio. Após muitos anos de inícios e paradas nesse projeto, e a tomada dessa difícil decisão, eles finalmene decidiram dar luz verde ao filme. E posso me lembrar, na verdade, quando recebi a ligação para nos dar parabéns, para dizer que o filme fora aprovado, Eu na verdade acabei vomitando. (Risos) Sabe, isso é uma coisa difícil.
Então, iniciamos nossas reuniões de equipe, e juntamos todo mundo, e era realmente mais como uma terapia no início, convencer cada um e assegurar a cada um que nós poderíamos realmente fazer isso. Tínhamos que aguentar uma hora do filme com o personagem. E não eram efeitos especiais cinematográficos; tinha que ser um homem. Nós sentíamos como se estivesse -- num tipo de programa de 12 passos. E é claro, o primeiro passo é admitir que tem um problema. Então tínhamos um grande problema. Nós não sabíamos como iríamos fazer isso. Mas sabíamos de uma coisa. Sendo do ramo de efeitos visuais, nós, com David, acreditamos que agora teríamos tempo suficiente, recursos suficientes, e, Deus do céu, nós esperávamos ter dinheiro suficiente. E tínhamos paixão suficiente para trazer os processos e a tecnologia à existência.
Então, quando você enfrenta algo assim, é claro que você tem que quebrá-lo em partes. Você pega o problema grande e o quebra em partes menores. e começa a atacá-las. Assim tínhamos três áreas principais que teríamos de focar. Precisávamos fazer Brad parecer mais velho. Precisávamos envelhecê-lo em aproximadamente 45 anos. E precisávamos nos assegurar que poderíamos manter as idiossincrasias de Brad, seus pequenos tiques, as pequena sutilezas que o fazem quem ele é e tínhamos que traduzí-las através do processo de modo que aparentasse no Benjamin na tela.
E também precisávamos criar um personagem que se mantivesse em, realmente, todas as condições. Ele precisaria ser capaz de andar à luz o dia, à noite, a luz de velas, ele teria que suportar close-up's extremos, ele teria que dialogar, ele deveria ser capaz de correr, ele deveria ser capaz de suar, ele deveria ser capaz de tomar banho, de chorar, ele teria até de vomitar. Não tudo ao mesmo tempo. Mas ele tinha que fazer todas essas coisas.
E o trabalho tinha que manter-se por quase toda a primeira hora do filme. Fizemos quase 325 filmagens. Assim precisávamos de um sistema que permitisse a Benjamin fazer tudo que um ser humano pode fazer. E percebemos que havia um abismo gigante entre a mais moderna tecnologia em 2004 e onde nós necessitávamos que ela estivesse.
Então nos focamos na captura de movimentos. Tenho certeza que muitos de vocês já viram a captura de movimentos. O mais moderno àquela época era algo chamado captura de movimento baseada em marcadores Vou dar um exemplo aqui. É basicamente a idéia de, você vestir um collant e eles colocam alguns marcadores reflexivos no seu corpo. e ao invés de utilizar câmeras, existem sensores infra-vermelhos ao redor do volume, e esse sensores infra-vermelhos rastreiam a posição tridimensional desses marcadores em tempo real. A seguir, animadores podem utilizar os dados do movimento desses marcadores e aplicá-los a um personagem gerado por computador. Vocês podem ver que os personagens computadorizados à direita têm o mesmo movimento complexo dos dançarinos.
Mas nós também olhamos numerosos outros filmes na época que estavam utilizando rastreamento de marcadores faciais. e essa é a idéia de colocar marcadores sobre a face humana e fazer os mesmos processos. E como vocês podem ver, nos dá uma performance horrível. Isso não é muito encorajador. E o que nós percebemos era que o que precisávamos era da informação que estava entre os marcadores. Precisávamos das sutilezas da pele Precisávamos ver a pele movendo-se sobre o músculo, movendo-se sobre o osso. Precisávamos dos vincos e covinhas e rugas e todas essas coisas.
Nossa primeira revelação foi abortar completamente e sair fora da tecnologia da época, o status quo, o mais moderno. Assim, abortamos a utilização da captura de movimentos. E agora estávamos bem fora de nossa zona de conforto, e em um território não mapeado. Assim, ficamos com essa idéia que ao final chamamos de "ensopado tecnológico". Começamos a procurar em outros campos e a idéia era que descobríssemos pepitas ou pedras preciosas de tecnologia que vinham de outros ramos como imagens médicas. o espaço dos jogos eletrônicos, e reapropriá-los. E teríamos que criar uma espécie de molho. E o molho era codificação de programas de computador que nós escreveríamos para permitir que essas peças tecnológicas díspares se juntassem para trabalhar como uma só.
De início, encontramos algumas pesquisas notáveis feitas por um senhor chamado Dr. Paul Ekman no início dos anos 70. Ele acreditava poder, de fato, catalogar a face humana. E ele formulou essa idéia do Sistema de Codificação da Ação Facial. Ele acreditava haver 70 poses básicas ou formas da face humana e que a partir dessas poses básicas ou formas da face, elas podiam ser combinadas para criar infinitas possibilidades de tudo que a face humana é capaz de fazer. E é claro, elas transcendem a idade, raça, cultura, sexo. Assim, isso tornou-se o alicerce de nossa pesquisa enquanto avançavamos.
E aí encontramos uma tecnologia notável chamada Contorno E aqui vocês podem ver uma pessoa com maquiagem de fósforo colocada sobre sua face E agora o que estamos vendo é realmente a criação de uma captura de superfícies ao invés da captura de marcadores. A pessoa se coloca em frente de um conjunto de câmera computadorizadas, e essas câmera podem, quadro a quadro, reconstruir a geometria do que exatamene a pessoa está fazendo naquele momento. Assim, efetivamente, você consegue os dados 3D da pessoa em tempo real. E se vocês observarem a comparação, à esquerda, vemos o que os dados volumétricos nos dão e à direita vocês vêem o que os marcadores nos dão. Assim, claramente, nós estávamos em uma posição bem melhor agora. Mas esse era o início dessa tecnologia, e não estava provada ainda. Mas medimos a complexidade e a fidelidade dos dados em termos de contagem poligonal. E então,à esquerda, nós estávamo vendo 100.000 polígonos. Podíamos ir até os milhões de polígonos. Pareciam ser infinitos.
Foi nessa hora que tivemos nosso "a ha!" Esse era o avanço. Aí foi que falamos, "OK, nós vamos ficar OK, Isso vai realmente funcionar." E o "a ha!" foi, e se nós pegássemos o Brad Pitt, e pudéssemos colocar o Brad nesse equipamento, e utilizar o processo do Contorno, e pudéssemos colocar essa maquiagem fosforecente e colocá-lo sob luzes negras, e pudéssemo, de fato, digitalizá-lo em tempo real executando as poses SCAF de Eckman. Certo? Então, efetivamente, nós terminamos com uma base de dados 3D de tudo que a face de Brad Pitt é capaz de fazer. (Risos)
A partir daí, nós esculpimos essas faces em pequenos pedaços e componentes de sua face. Assim, teminamos com literalmene milhares e milhares e milhares de formas. Uma base de dados completa de todas as possibilidades que sua face era capaz e fazer.
Agora, isso é sensacional, exceto que o tínhamos com 44 anos de idade. precisávamos colocar mais 40 anos nele nesse ponto. Trouxemos Rick Baker e Rick é um dos maiores gurus da maquiagem e efeitos especiais em nosso ramo de negócios. E também trouxemos um senhor chamado Kazu Tsuji, e Kazu Tsuji é um dos maiores escultores de foto reais de nosso tempo. E os encarregamos de fazer uma maquete, ou um busto, de Benjamin Logo, no espírito da "Grande Revelação" - eu tinha que fazer isso - Eu tenho que revelar algo. Então esse é Ben 80. Criamos três desses: Existe o Ben 80, existe o Ben 70, existe o Ben 60. E esse realmente tornou-se o modelo para seguirmos em frente.
Agora, isso foi feito a partir do molde tirado do Brad real. Logo, de fato, anatomicamente, ele é correto. Os olhos, a mandíbula, os dentes... Tudo está em perfeito alinhamento com o que o cara real tem. Digitalizamos essas maquetes para o computador em altíssima resolução. Em enorme contagem poligonal. E agora tínhamos três incrementos de idade para Benjamin no computador.
Mas precisávamos conseguir uma base de dados dele fazendo mais do que isso. Fizemos um processo, a seguir, chamado reobjetivação. Esse é Brad fazendo uma das poses SCAF de Ekman. E aqui estão os dados resultantes que vieram dela, o modelo que vem dela. e reobjetivar é o processo de transpor esses dados para outro modelo. E uma vez que molde real, ou o busto - a maquete - de Benjamin foi feito a partir de Brad, pudemos transpor os dados de Brad com 44 anos para o Brad com 87. Então, nós tínhamos a base de dados 3D de tudo que a face de Brad pode fazer na idade de 87 anos, em seus 70 anos, e em seus 60 anos.
A seguir tivemos que iniciar o processo de filmagem. Logo, enquanto tudo isso acontecia, estávamos em Nova Orleans e em locais ao redor do mundo. E filmamos nossos atores de corpo e os filmamos vestindo capuzes azuis. De modo que esse senhor está interpretando Benjamin. E os capuzes azuis nos ajudaram em duas coisas: Um, nós podíamos facilmente apagar suas cabeças; e nós também colocamos marcadores de rastreamento em suas cabeças; de modo a poder recriar o movimento de câmera e as lentes óticas do estúdio.
Mas agora precisávamos que a interpretação de Brad dirigisse nosso Benjamin virtual. E então, nós editamos a filmagem no local com o resto do elenco e os atores de corpo e depois de quase seis meses trouxemos Brad para um estúdio de som em Los Angeles e ele assistiu na tela e seu trabalho então foi tornar-se Benjamin. E então rodamos novamente as cenas. Ele assitia diversas vezes. Nós o encorajávamos a improvisar. E ele levou Benjamin a lugares interessantes e incomuns que nós pensávamos que ele não iria chegar. Nós o filmamos com nossas quatro câmeras de alta definição de modo a ter múltiplas vistas dele e então David escolheria a cena de Brad sendo Benjamin que ele achasse que se encaixava melhor na filmagem com o resto do elenco.
A partir daí iniciamos um processo chamado análise de imagem E aqui, vocês podem ver novamente, a cena escolhida. E vemos, agora, os dados transpostos para Ben 87. E então, o que é interessante sobre isso é que utilizamos algo chamado análise de imagem, a qual está captando a temporização de diferentes componentes da face de Benjamin. E então podemos escolher, digamos, sua sobrancelha esquerda. E o software nos diria, bem, no quadro 14 a sobrancelha esquerda começa a se mover daqui para aqui, e ela conclui o movimento no quadro 32. Dessa maneira poderíamos escolher números e posições na face para captar os dados dela.
E então, o molho que falei com nosso ensopado tecnológico, o segredo do molho era, efetivamente, um programa que nos permitia encaixar a interpretação filmada de Brad ao vivo com nossa base de dados do Benjamin idoso, nas formas SCAF que tínhamos. Em uma base de quadro a quadro, nós pudemos realmente reconstruir a cabeça 3D que coincidia exatamente com a interpretação de Brad.
Assim, isto é como o produto final apareceu no filme. E aqui vocês podem ver o ator de corpo. E a seguir isto é o que chamamos "cabeça morta", sem nenhuma referência a Jerry Garcia.
E a seguir aqui está a interpretação reconstruída agora com os tempos da interpretação E a seguir, novamente, o produto final. Foi um processo longo. (Aplausos)
A próxima seção aqui, Eu vou passar bem rápido por isso, pois poderíamos fazer um TEDTalk inteiro sobre os próximos slides.
Tivemos que criar um sistema de iluminação. Realmente, uma grande parte de nossos processos foi criar embientes de iluminação para cada uma das locações que Benjamin tinha que aparecer de modo que pudéssemos colocar a cabeça de Ben em qualquer cena e ela encaixaria exatamente com a iluminação nos outros atores no mundo real.
Nós também tivemos que criar um sistema de olhos. Nós descobrimos o velho adágio, sabe, "Os olhos são a janela da mente." absolutamente verdadeiro. Assim, a chave aqui foi manter todos olhando para os olhos de Ben. E se você pode sentir o calor, e sentir a humanidade, e sentir a intenção a partir de seus olhos, então nós teríamos sucesso Assim, tínhamos uma pessoa focada no sistema dos olhos por quase dois anos inteiros.
Também criamos um sistema para a boca. Nós fizemos moldes dentais de Brad. Tivemos que envelhecer seus dentes com o tempo.
Tivemos também que criar uma língua articulada que permitisse que ele enunciasse suas palavras. Havia um sistema inteiro escrito em programa de computador para articular sua língua. Tivemos uma pessoa devotada à língua por quase nove meses. Ele era muito popular.
Movimento da pele: outro grande problema. A pele devia ser absolutamente precisa, e ele estava em uma casa de repouso, num asilo de idosos ao redor e outras pessoas, de modo que ele tinha que se parecer exatamente como os outros. Então, muito trabalho na deformação da pele, vocês podem ver em alguns desses caso funciona, em outros casos parece ruim, isso é um dos testes muito, muito, muito iniciais em nosso processo Assim, nós criamos efetivamente uma marionete digital que Brad Pitt podia operar com sua própria face. Não houve necessidade de animadores para vir e interpretar comportamentos ou melhorar sua interpretação.
Entretanto, houve algo que encontramos, que acabamos chamando de "Efeito Botox digital." Assim, conforme íamos seguindo nesse process, Fincher sempre dizia "está corroendo os contornos da interpretação." E uma das coisas que nosso processo e a tecnologia não podiam fazer é que não poderiam entender a intenção, a intenção do ator. Assim, ela vê o sorriso como um sorriso. Ela não reconhece o sorriso irônico, ou o sorriso feliz, ou o sorriso frustrado. Desse modo, coube aos humanos dar uma ajuda de um modo ou de outro.
Mas ao final, nós acabamos chamando o processo completo e toda sua tecnologia de "captura de emoção," em oposição à captura somente de movimento. Olhem novamente.
Brad Pitt: Bem, eu ouvi a mamãe e Tizzy cochichando, e eles diziam que eu iria morrer breve, mas...talvez não.
Ed Ulbrich: Aí está como criamos um humano digital em 18 minutos. (Aplausos)
Alguns fatos rápidos. Realmente utilizamos 155 pessoas por dois anos, e nós nem falamos sobre quase 60 penteados e os cortes de cabelo totalmente digitais. Mas, este é Benjamin. Obrigado
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Ed Ulbrich, o guru de efeitos digitais da Digital Domain, explica a tecnologia ganhadora do Oscar, que permitiu à sua equipe criar digitalmente as versões jovem e velha da face de Brad Pitt, para o filme "O Curioso Caso de Benjamin Button. "
At Digital Domain, Ed Ulbrich works at the leading edge of computer-generated visuals. On a recent project, filmmakers, artists, and technologists have been working at a breakthrough point where reality and digitally created worlds collide. Full bio »
Translated into Portuguese, Brazilian by Gustavo Monasterio
Reviewed by Tommy Brasil
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18:02 Posted: Jan 2008
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