Vou levar vocês a uma viagem, bem rapidamente. Para explicar o desejo, terei que levá-los a algum lugar onde muita gente jamais esteve, e isso é ao redor do mundo. Quando eu tinha cerca de 24 anos, Kate Store e eu fundamos uma organização para envolver arquitetos e projetistas em trabalho humanitário, não apenas reagindo a desastres naturais, mas envolvidos em temas sistêmicos. Acreditamos que onde os recursos e competência técnica forem escassos, o projeto inovador e sustentável pode fazer diferença na vida das pessoas.
Então, tudo isso começou -- eu comecei minha vida como arquiteto, ou treinando para ser um arquiteto, e eu me interessava por projetos socialmente responsáveis e como se pode realmente causar um impacto. Mas quando eu fui para a faculdade de arquitetura parecia que eu era a ovelha negra da familia. Muitos arquitetos pareciam pensar que quando você projeta, está projetando uma joia e uma joia que você tenta conseguir e pela qual anseia. Por outro lado, eu sentia que quando você projeta, ou você melhora ou cria um dano à comunidade para a qual está projetando. Assim, você não está apenas construindo para os residentes ou para as pessoas que vão usar a construção mas sim para a comunidade como um todo.
Em 1999, começamos a reagir contra o problema da crise habitacional para repatriar refugiados do Kosovo e eu não sabia o que estava fazendo nos meus 20 e poucos anos e eu sou da geração internet, então começamos um website. Fizemos uma convocação e, para minha surpresa, em alguns meses tinhamos centenas de candidatos do mundo inteiro. Isso gerou a construção de alguns protótipos e realmente a experimentação de algumas ideias. Dois anos mais tarde, começamos um projeto para a criação de clínicas médicas móveis na África subsaariana, em resposta à pandemia da Aids. Isso levou a 550 inscrições de 53 países. Nós temos também projetistas de todo o mundo que participam. Fizemos uma exposição dos trabalhos que seguiram essa fase. 2004 foi o ponto da virada para nós. Começamos a reagir a desastres naturais e a nos envolver com o Irã e Bam enquanto acompanhavamos nosso trabalho na África.
Trabalhando nos Estados Unidos, muita gente olha para a pobreza e vê o rosto de um estrangeiro, mas acordem -- eu vivo em Bozeman, Montana-- subam até as planícies do norte, nas reservas ou desçam até o Alabama ou Mississipi antes do Katrina e eu poderia mostrar-lhes lugares que tem condições muito piores que muitos paises em desenvolvimento onde eu estive. Assim, nos envolvemos e trabalhamos em cidades do interior ou de qualquer lugar.
E na ocasião também nos envolvemos em alguns outros projetos. Em 2005 a Mãe Natureza chutou nosso traseiro. Acho que podemos considerar 2005 um ano horrível no que se refere a desastres naturais. Graças à internet, e tambem a conexões com blogs e afins, em algumas horas depois do tsunami, já estávamos arrecadando fundos, nos envolvendo, trabalhando com pessoas no local. Funcionamos com alguns laptops nos primeiros dias, e recebi 4.000 emails de pessoas precisando de ajuda. Então, começamos a nos envolver em projetos lá e falarei sobre alguns outros projetos. E, é claro, este ano estamos reagindo ao Katrina, bem como acompanhando nossos trabalhos de reconstrução.
Esse é um breve apanhado. Em 2004, realmente não consegui administrar a quantidade de pessoas que queriam ajuda, nem o número de pedidos que eu recebia. Tudo chegava no meu laptop e no meu celular. Assim, decidimos adotar um modelo de negócio livre (open source), onde qualquer um, de qualquer lugar do mundo, pudesse iniciar um projeto local, e envolver-se nos problemas locais. Porque eu não acredito que exista algo como a Utopia. Todos os problemas são locais. Todas as soluções são locais. E, sabe, isso significa que alguém que esteja no Mississipi sabe mais sobre o Mississipi que eu. Então o que aconteceu foi que usamos o MeetUp e todas essas ferramentas da internet e acabamos com 40 projetos novos, com milhares de arquitetos em 104 países. Então -- desculpem, eu nunca uso terno -- eu sabia que ia tirar isso aqui. OK, porque vou tirar bem rápido.
Então, nos últimos sete anos, o negócio não é apenas sem fins lucrativos. O que isso me mostrou é que está acontecendo um movimento fundamental de projetistas socialmente responsáveis que realmente acreditam que esse mundo se tornou muito menor, e que temos a oportunidade -- não a responsabilidade, mas a oportunidade -- de realmente nos envolvermos e fazermos as mudanças.
Estou acrescentando isso ao meu tempo. Assim, o que vocês não sabem é que temos milhares de projetistas trabalhando ao redor do mundo, ligados basicamente por um website e temos apenas três pessoas na nossa equipe. Fazendo algo que de fato ninguem disse que não faríamos e fizemos. Então há algo a dizer sobre falta de experiência. Em sete anos, nos desenvolvemos de forma que temos representatividade, iniciativa e capacidade de implementação. Advogamos pelo projeto bom, não apenas em workshops para estudantes, palestras e fóruns públicos, op-eds (artigos opinativos) -- temos um livro sobre trabalho humanitário --- mas também sobre alívio em desastres e em como lidar com politicas públicas. Podemos falar sobre a FEMA (Agência Federal para Assuntos de Emergência), mas isso é outra conversa. Iniciativa, desenvolvimento de ideias junto às comunidades e ONGS realizando competições de projetos open source. Apresentar e colocar as comunidades em contato e então implementar -- realmente indo até elas e fazendo o trabalho, porque quando você inventa não há realidade até que ela seja construída. Portanto, é importante que, se estamos projetando e tentando criar mudanças, construamos tal mudança.
Eis alguns projetos selecionados: Kosovo. Isto é Kosovo em 99. Promovemos uma competição de projeto livre, como havia dito. A competição levou a uma ampla variedade de ideias, e não era sobre abrigos de emergência, mas abrigos de transição para durar de cinco a 10 anos, que seriam colocados proximos à terra onde o residente morava, e onde eles reconstruiriam suas próprias casas. Isto não impunha uma arquitetura à comunidade, dava a eles as ferramentas e o espaço que lhes permitisse reconstruir e voltar a crescer da forma que queriam. Temos do sublime ao ridículo, mas funcionaram. Essa é uma casa inflável de cânhamo. Foi construída, funciona. Isso é um container de carga. Construído e funciona. E uma grande variedade de ideias que não apenas lidavam com construção arquitetônica, mas também com assuntos de governo e a ideia da criação de comunidades através de redes complexas.
Assim, envolvemos não apenas projetistas, mas também uma grande variedade de profissionais com conhecimentos técnicos. Usamos cascalho de casas destruídas para criar novas casas. Construímos com palha, criamos paredes aquecidas. E algo memorável aconteceu em 99.
Fomos à África inicialmente para tratar do problema da moradia. Em três dias, percebemos que o problema não era moradia; era a crescente pandemia de AIDS. E não eram os médicos que nos diziam isso; na verdade, eram os aldeões de onde estávamos. E então tivemos a brilhante ideia de, em vez de fazermos as pessoas andarem 10, 15 quilômetros para verem médicos, trazermos os médicos até as pessoas. E começamos a engajar a comunidade médica. E eu achei, nós achamos que eramos realmente inteligentes, sabe, brilhantes --- por termos tido essa grande ideia, clínicas de saude móveis que podem ser amplamente distribuídas pela África subsaariana. E a comunidade, a comunidade médica de lá disse: "Dissemos isso na última década. Sabemos disso. Apenas não sabemos como mostrar." Assim, de certa maneira, havíamos encontrado uma necessidade preexistente e mostrado a solução. E novamente tivemos uma variedade de ideias que nos chegavam.
Esta em particular eu adoro, pois a ideia de que arquitetura não são apenas soluções, mas também fazer aumentar a conscientização. Esta é uma clínica de kenaf (juta). Você pega as sementes e cultiva num terreno, e ela cresce 4 metros num mês. e no quarto mês, os médicos chegam e cortam uma área, colocam uma estrutura tensionada em cima e quando terminam de tratar e visitar pacientes e aldeões, cortam a clínica e a comem. É um "Coma Sua Propria Clínica".
Lidamos com o fato de que, se você tem AIDS, você também precisa manter as taxas de alimentação, e a noção de que a ideia de nutrição é tão importante quanto conseguir anti-retrovirais. Então vocês veem que essa é uma solução séria. Esta eu adoro. A ideia é que não é apenas uma clínica -- é um centro comunitário. Foi desenvolvida para estabelecer rotas de comércio e mecanismos econômicos para a comunidade, de forma que pudesse ser um projeto autossustentável.
Cada um desses projetos é sustentável. Não porque eu seja um eco-chato. é porque quando se vive com 4 dólares por dia, você está sobrevivendo e tem que ser sustentável. Você tem que saber de onde a energia que usa vem. Você tem que saber de onde seus recursos estão vindo. E você tem que manter o consumo baixo. Então, trata-se de conseguir um mecanismo econômico, que à noite se transforme num cinema. Então, não é uma clínica de AIDS. É um centro comunitário. Então, vocês veem ideias. E essas ideias transformaram-se em protótipos que por fim foram construídos. E atualmente, até esse ano, há clínicas em andamento na Nigéria e no Quênia.
A partir disso, desenvolvemos também Siyathemba, que foi um projeto -- a comunidade veio a nós e disse que o problema era que as meninas não tinham educação. E estamos trabalhando num setor onde mulheres jovens, entre 16 e 24 anos, tem uma taxa de 50% de HIV/AIDS. E isso não acontece por elas serem promíscuas, acontecem por não terem conhecimento. Assim, decidimos pensar na ideia de esportes e criar um centro esportivo juvenil que funcionasse também como um centro de tratamento de AIDS. Os treinadores das jovens eram também médicos treinados. De forma que seria um modo lento de desenvolver uma espécie de confiança no cuidado com a saúde. Escolhemos nove finalistas, e esses nove finalistas foram distribuídos por toda a região, e então a comunidade escolheu seu projeto. Eles disseram: "Este é o nosso projeto". Não se trata apenas de envolver uma comunidade, trata-se de fortalecê-la e torná-la parte do processo de reconstrução.
O projeto vencedor está aqui, e, é claro, nós realmente trabalhamos com a comunidade e com os clientes. Este é o projetista. Ele está lá trabalhando com o primeiríssimo time de futebol feminino em Kwa-Zulu Natal, Siyamtheba e elas podem falar melhor sobre isso.
Video: Bem, meu nome é Sisi porque eu trabalho no centro africano. Sou uma consultora e também uma jogadora de futebol do Bafana Bafana, África do Sul, e também jogo na Liga Vodacom para o time chamado Tembisa que agora mudou para Siyathemba. Essa é a nossa terra.
Cameron Sinclair: Então, vou mostrar isso mais tarde, pois meu tempo está acabando. Posso ver o Chris me olhando disfarçadamente.
Isto foi uma reunião apenas um encontro com alguém que desejava desenvolver o primeiro centro africano de telemedicina, na Tanzânia. Nos encontramos praticamente há dois meses. Já desenvolvemos um projeto e a equipe está lá, trabalhando em parceria. Este foi um encontro promovido por dois membros do TED (confuso) Cheryl Heller e Andrew Zolli, que me puseram em contato com essa africana fantástica. E começamos a construção em Junho e será inaugurada até o TEDGlobal. Assim, quando vocês vierem para o TEDGlobal, podem verificar.
Mas somos mais conhecidos provavelmente por lidarmos com disastres e desenvolvimento, e temos nos envolvido em muitos episódios, tais como o tsunami e também em acontecimentos como o furacão Katrina. Este é um abrigo de 370 dólares que pode ser montado com facilidade. É um projeto comunitário. Um centro comunitário projetado pela comunidade. E o que isso realmente significa é que realmente vivemos e trabalhamos com a comunidade, e eles são parte do processo do projeto. As crianças realmente se envolvem no mapeamento de onde o centro comunitáruio deve ficar e então, finalmente, a comunidade, através de treinamentos, acaba de fato construindo conosco.
Essa é outra escola. Isso é o que as Nações Unidas deram a essas pessoas em seis meses: 12 lonas de plástico. Isso foi em agosto. Isso foi a substituição e espera-se que dure por dois anos. Quando chove, você não ouve nada e no verão chega a 60 graus lá dentro. Então dissemos: "se chover, vamos recolher agua fresca." Assim, todas as nossas escolas possuem sistemas coletores de água pluvial de custo bem baixo. Uma classe, três salas de aula e coleta de água da chuva custam cinco mil dólares. Isso foi arrecadado pela venda de chocolate quente em Atlanta. A construção é feita pelos pais das crianças. As crianças estão lá nos canteiros de obra, construindo. E foi aberta algumas semanas atrás e há 600 crianças já usando as escolas.
E então, o desastre atinge a nossa casa. Vimos as tristes histórias na CNN na Fox e tudo mais, mas não vimos as histórias boas. Aqui é uma comunidade que se juntou e disse não à espera. Formaram uma parceria, uma parceria diferente de participantes para de fato mapearem East Boloxi, e descobrir quem se envolveria. Tivemos 1500 voluntários reconstruindo, reformando casas. Descobrindo quais eram as normas da FEMA, sem esperar que eles nos dissessem como deveríamos reconstruir. Trabalhando com os moradores, retirando-os de suas casa, para que não ficassem doentes. Isso é o que eles estão limpando por conta própria. Projetando moradias. Essa casa vai estar pronta em alguns dias. Essa é uma casa restaurada em quatro dias. Esse é um quarto especial para uma mulher que depende de andador. Ela tem 70 anos. Isso é o que a FEMA deu a ela. 600 dólares, há dois dias atrás. Montamos rapidamente uma lavanderia. Está pronta, funcionando e ela já começou um negócio hoje, lavando as roupas dos outros.
Esses são Shandra e os Calhouns. São fotógrafos que documentaram o bairro Lower Ninth (em Nova Orleans) nos últimos 40 anos. Essa era a casa deles e essas são as fotos que eles tiraram. E estamos ajudando, trabalhando com eles para criarmos um novo edificio. Projetos que fizemos. Projetos de que fizemos parte, apoiamos. Por que as agências de ajuda não fazem isso? Essa é a barraca das Nações Unidas. Essa é a nova barraca das Nações Unidas, recém apresentada esse ano. Fácil de montar. Ela tem uma aba, essa é a invenção. Levaram 20 anos para projetar isso e implementar. Eu tinha 12 anos. Tem agum problema aqui.
Felizmente, não estamos sozinhos. Há centenas e centenas e centenas e centenas e centenas de arquitetos, projetistas e inventores no mundo inteiro que estão se envolvendo em trabalho humanitário. Mais tendas de cânhamo - é um tema no Japão aparentemente. Não tenho certeza do que eles estão fumando. Esse é um clipe de segurança projetado por alguém que disse que tudo o que precisamos é de alguma maneira de prender estruturas tensionadas a traves de apoio. Esse cara projetava para a NASA, agora projeta moradias. Vou passar isso bem rapidinho pois sei que tenho apenas alguns minutos.
Então, tudo isso é o que fizemos nos dois últimos anos. Mostrei a vocês algo que levou 20 anos para ser feito. e isso é apenas uma seleção de coisas que aconteceram -- que foram construídas nos últimos anos. Do Brasil à India, México, Alabama, China, Israel, Palestina, Vietnã, A idade média de um projetista que se envolve nesse projeto é de 32 anos -- essa é a minha idade. Portanto, é jovem Tenho que parar por aqui, pois o Arup está no recinto, e este é o banheiro mais bem projetado do mundo. Se um dia você estiver na India, vá a esse banheiro.
Chris Luebkeman vai lhes dizer porquê. Tenho certeza que é assim que ele queria curtir a festa, mas -- o futuro não será Nova Iorque cheia de arranha-céus mas isso. E quando você olha pra isso, você vê crise. O que eu vejo são muitos, muitos inventores. Um bilhão de pessoas vive em abjeta pobreza. Ouvimos sobre eles o tempo todo. Quatro bilhões vivem em economias em desenvolvimento, mas frágeis. Uma em cada sete pessoas vive em assentamentos não planejados. Se nada fizermos sobre a crise habitacional que está prestes a acontecer, em 20 anos uma em cada três pessoas viverá em assentamentos não planejados, ou em campos de refugiados. Olhem para a direita, olhem para a esquerda: um de vocês estará lá. Como melhorar o padrão de vida de cinco bilhões de pessoas? Com dez milhões de soluções.
Assim, desejo desenvolver uma comunidade que abrace ativamente projetos inovadores e sustentáveis para melhorar as condições de vida de todos.
Chris Anderson: Espere um pouco. Espere um pouco. Esse é seu desejo?
Iniciamos a Arquitetura para a Humanidade com 700 dólares e um website. Então o Chris de alguma forma deciciu me dar 100 mil dólares. Então por que não com mais gente? Arquitetura livre (open source) é o caminho. Há uma comunidade diversa de participantes -- e não estamos apenas falando de inventores e projetistas, mas sim do modelo de financiamento. Meu papel não é o de um projetista, é o de um elemento de ligação entre o mundo do projeto e o mundo humanitário. E o que precisamos é de algo que replique meu papel globalmente, porque eu não tenho dormido nos últimos sete anos.
Em segundo lugar, como isso irá funcionar? Os projetistas querem responder aos assuntos da crise humanitária, mas eles não querem que alguma empresa do ocidente roube suas ideias e lucre com elas. Dessa forma, a Creative Commons criou a licença das nações em desenvolvimento. E o que isso significa é que um projetista pode -- o projeto Siyathemba que eu mostrei foi o primeiríssimo edificio a ter uma licença da Creative Commons. Assim que for construído, qualquer um na África ou em qualquer nação em desenvolvimento pode pegar os documentos da construção e replicá-los gratuitamente.
Então, por que não dar aos projetistas a oportunidade de fazer isso, mas ainda protegendo seus direitos? Queremos ter uma comunidade onde você possa fazer o upload das ideias, e que essas ideias possam ser testadas em terremotos, enchentes, em todos os tipos de ambientes austeros. A razão disso ser importante é que eu não quero esperar pelo próximo Katrina para descobrir se minha casa funciona. Seria muito tarde. Precisamos fazer agora. E fazer isso globalmente. E desejo que tudo isso funcione em base multilinguística. Quando você olha um arquiteto, a maioria pensa num cara branco grisalho. Eu não vejo isso. Vejo a face do mundo. Portanto, quero que todos, do mundo inteiro, possam ser parte desse projeto e de seu desenvolvimento. A ideia é competições com base nas necessidades -- Fundação X-Prize para os outros 98 por cento -- se você preferir chamar assim.
Também queremos achar meios de cruzar e colocar juntos parceiros de investimento. A ideia é tambem de integrar fabricantes - ter laboratorios de fábricas em todos os países. Quando ouço falar num laptop de 100 dólares e que vão educar cada criança, eduquem cada projetista no mundo. Coloque um em cada favela, em cada assentamento, porque, querem mesmo saber? -- a inovação vai acontecer. Preciso saber disso. Isso se chama 'leap-back' Estamos falando de tecnologias leapfrog. Eu escrevo com o Worldchanging, e, como já falamos, aprendo mais em campo do que jamais aprendi aqui. Portanto, vamos pegar essas ideias e adaptá-las de forma que possamos usá-las. Essas ideias têm que ser adaptáveis, elas podem ser -- deveriam ter o potencial da evolução, elas deveriam ser desenvolvidas por todas as nações do mundo e úteis para todas as nações do mundo. O que será preciso?
Deveria haver um papel. Não tenho tempo de ler isso, porque vou ser expulso.
CA: Apenas deixe aí por um segundo.
CS: Bem, quanto vai levar? Vocês são espertos. Portanto, será necessária muita capacidade de computação, pois desejo que -- quero a ideia de que cada laptop em qualquer lugar possa se conectar ao sistema e seja capaz de não apenas participar no desenvolvimento desses projetos, mas também de utilizá-los. Que seja também um processo de revisão dos projetos. Quero que qualquer engenheiro da Arup no mundo cheque e tenha certeza de que estamos fazendo algo que fique em pé, porque esses caras são os melhores do mundo.
Então, eu quero --- e apenas deveria salientar que eu tenho dois laptops e um deles está aqui e ele tem três mil projetos. Se eu derrubar esse laptop, o que acontece? Então, é importante ter essas ideias validadas colocadas lá, fáceis de usar, fáceis de acessar. Minha mãe uma vez disse que não há nada pior que só falar e não ter coragem de fazer.
Estou farto de falar sobre mudanças. Só se faz mudanças agindo. Mudamos as diretrizes da FEMA. Mudamos as políticas públicas. Mudamos a resposta internacional no que se refere a construção. Portanto, para mim, é importante que criemos um verdadeiro canal para a inovação e que seja inovação gratuita. Pense em cultura livre -- isso é inovação livre, de graça. Alguém disse isso há alguns anos. Darei um prêmio para quem souber quem é, Eu acho que esse homem estava 25 anos à frente, portanto vamos fazer isso.
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Ao aceitar seu prêmio TED 2006, Cameron Sinclair demostra o quão apaixonadamente arquitetos e projetistas podem responder à crise mundial de habitação. Ele revela seu desejo de que uma rede melhore o padrão habitacional global através do projeto participativo.
2006 TED Prize winner Cameron Sinclair is co-founder of Architecture for Humanity, a nonprofit that seeks architecture solutions to global crises -- and acts as a conduit between the design community and the world's humanitarian needs. Full bio »
Translated into Portuguese, Brazilian by Aurea Julio
Reviewed by Ricardo Teixeira
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15:06 Posted: Aug 2006
Views 437,096 | Comments 71
17:34 Posted: Apr 2007
Views 538,627 | Comments 94
14:03 Posted: Jan 2007
Views 295,371 | Comments 59
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