Minha história na verdade começou quando eu tinha quatro anos e minha família mudou-se para uma nova vizinhança em nossa cidade natal Savannah, Georgia. Isso foi nos anos sessenta quando na verdade todas as ruas nos arredores tinham nomes de generais Confederados. Vivíamos na Blvd. Robert E. Lee. E quando eu tinha cinco anos, meus pais me deram uma bicicleta laranja Schwinn Stingray. Que tinha um assento em forma de banana e barras de macaquinhos que fazem o ciclista parecer um orangotango. Por isso que se chamam barras de macaquinhos. Na verdade eram baseadas nas grandes motocicletas dos anos 60, e tenho certeza que minha mãe não sabia. Um dia eu estava explorando uma rua sem saída escondida a algumas ruas de casa. E quando voltei, eu procurava virar e tentar retornar àquela rua mais rapidamente, então decidi fazer um retorno na rua maior que dividia nossa vizinhança, e bam! fui atingido por um carro que passava. Meu corpo amassado voou em uma direção, minha bicicleta amassada voou em outra. E fiquei deitado no chão esticado naquela linha amarela, e um dos meus vizinhos chegou correndo. "Andy, Andy, como você está?" ela disse, usando o nome do meu irmão mais velho. (Risos) "Sou o Bruce," falei e prontamente desfaleci.
Qubrei meu fêmur esquerdo nesse dia -- é o maior osso do nosso corpo -- e passei os dois meses seguintes engessado desde o meu queixo até a ponta do pé até meu joelho direito e uma barra de aço saía do meu joelho direito até meu tornozelo esquerdo. Nos 38 anos seguintes, esse acidente foi a única coisa medicamente interessante que já me aconteceu. De fato, ganhei a minha vida caminhando. Viajei por todo o mundo, visitei diferentes culturas, escrevi uma série de livros sobre minhas viagens, incluindo "Caminhando A Bíblia." Apresentei um programa de TV com este nome na PBS. Eu fui, para todo o mundo, o cara que caminhava. Até que, em Maio de 2008, em uma visita de rotina ao meu médico um teste de sangue de rotina produziu evidência na forma de um número de fosfatase alcalina que algo podia estar errado com os meus ossos. E meu médico, por um impulso, pediu um exame de corpo inteiro, que mostrou haver um crescimento na minha perna esquerda. Isso me enviou para o Raio-X, e depois ressonância. Uma tarde, recebi uma ligação do meu médico. "O tumor na sua perna não é consistente com um tumor benigno." Parei de caminhar. Minha mente levou um segundo para converter esse duplo negativo em um negativo ainda mais horrível. Eu tenho câncer. E pensar que esse tumor estava no mesmo osso, no mesmo lugar do meu corpo do acidente 38 anos atrás. Parece muita coincidência.
Naquela tarde, voltei para casa, e minhas filhas de 3 anos gêmeas idênticas, Eden e Tybee Feiler, vieram correndo me encontrar. Elas recém completaram 3 anos, e estavam em uma fase toda rosa e roxo. De fato, nós as chamávamos de Rosalícia e Roxalícia -- apesar que devo dizer, nosso apelido favorito apareceu no aniversário delas, 15 de abril. Quando elas nasceram às 6:14 e 6:46 em 15 de abril de 2005, e nosso sempre sério e carrancudo médico olhou o relógio, e sai tipo, "Hmmm, 15 de abril -- dia do imposto de renda. declarante precoce e declarante tardío." (Risos) No dia seguinte eu fui vê-lo. Eu falei assim, "Doutor, foi uma bela piada." E ele, "Você que é o escritor, guri." Então -- elas acabaram de completar 3, e vieram fazendo aquela dança que tinham acabado de inventar enquanto rodopiavam cada vez mais rápido até caírem no chão, rindo até não poderem mais. Eu desabei. Fiquei imaginado todos os passeios que não poderia ter com elas, os projetos de arte que eu não poderia arruinar, os namorados que eu não poderia amedrontar, os corredores de casamento que eu não caminharia. Iriam elas se perguntar quem eu fui, pensei. Iriam implorar pela minha aprovação, meu amor, minha voz?
Alguns dias depois, acordei com uma ideia de como poderia dá-las essa voz. Eu iria procurar seis homens de várias fases da minha vida e pedir a eles para estarem presentes nos momentos das vidas de minhas filhas. "Acredito que minhas meninas terão muitas oportunidades em suas vidas, " Escrevi a esses homens. "Elas terão famílias amáveis e lares aconchegantes, mas elas não terão a mim. Elas podem não ter seu pai. Você me ajudaria a ser o pai delas?" E eu disse a mim mesmo Eu chamarei este grupo de homens de conselho de pais.
Tão logo eu tive esta ideia, decidi que não contaria a minha esposa. Certo. Ela é muito otimista, uma pessoa naturalmente animada. Há esta ideia na nossa cultura -- não preciso falar para vocês -- de que é bom passar por um problema. Nós deveríamos ver o lado positivo. Minha esposa, como eu disse, cresceu nos arredores de Boston. Ela tem um grande sorriso. Uma grande personalidade. E o cabelo bem volumoso. Apesar de que, ela me falou recentemente, não devo falar do cabelo, porque se eu digo que o cabelo dela é volumoso, as pessoas vão achar que ela é do Texas. Aparentemente não há problema em casar com um cara da Georgia, mas não se pode ter cabelo do Texas. Na verdade, em sua defesa, se ela estivesse por aqui, ela iria mencionar que, quando nos casamos na Georgia, fizeram três perguntas para a certidão de casamento, a terceira delas foi, "Vocês são parentes?" (Risos) Eu disse, "Olha, na Georgia pelo menos queremos saber. No Arkansas eles nem perguntam." O que eu não contei a ela, é que se ela dissesse, "Sim," você pode casar logo. Não precisa do período de trinta dias. Porque nessas alturas pode se dispensar aquela fase de conhecer um ao outro.
Então, eu não ia contar a ela sobre minha ideia, mas no dia seguinte não me controlei, e contei. E ela adorou a ideia, mas rapidamente começou a recusar os meus candidatos. Tipo assim, "Olha, eu adoro ele, mas nunca lhe pediria um conselho." Então começar um conselho de pais acabou sendo um modo eficiente de descobrir o que minha esposa realmente pensa sobre meus amigos.
Então decidimos que precisávamos de algumas regras, e chegamos até um número. A primeira delas era ninguém da família, só amigos. Pensamos que nossa família já estaria envolvida. Segunda, só homens. Estávamos tentando preencher o espaço do pai na vida das meninas. E terceira, um pai para cada aspecto de mim. Nós meio que repassamos minha personalidade e tentamos conseguir um pai que representasse cada coisa diferente. O que aconteceu foi que escrevi uma carta para cada um deles. E ao invés de enviá-la, decidi ler para eles pessoalmente. Linda, minha esposa, brincou que parecia com seis pedidos de casamento. Eu estava tipo casado-amigo com cada um destes caras.
E o primeiro deles foi Jeff Schumlin. Ele estava naquela viagem que fiz para a Europa quando me formei no secundário no começo dos anos 80. E no primeiro dia ficamos em um albergue em um castelo. E eu fui espiar os fundos. E havia um fosso, uma cerca e um campo com vacas. E Jeff apareceu do meu lado e disse, "Então você já deu uma rasteira em vaca?" E eu, "Rasteira em vaca? Ele falou algo como, "É. Vacas dormem de pé. Se você se aproximar por trás, contra o vento, você pode empurrá-las e virá-las pra dentro da lama." Antes que eu tivesse uma chance de determinar se era certo ou não, nós tínhamos pulado o fosso, passado da cerca, caminhado na ponta dos pés pelo esterco e nos aproximado de algumas pobres, sonolentas vacas.
Algumas semanas após meu diagnóstico, fomos até Vermont, e eu decidi colocar Jeff como a primeira pessoa no conselho de pais. E fomos para o pomar de maçãs, e eu li esta carta. "Você ajudaria sendo o pai delas?" E eu vou para o final -- ele estava chorando e eu estava chorando -- e então ele olhou para mim, e disse, "Sim." E eu meio que, "Sim?" Eu meio que tinha esquecido que havia uma pergunta central na minha carta. Francamente, embora me peçam se pedi isto, nunca me ocorreu que alguém poderia me deixar na mão dadas as circunstâncias. E quando fiz a ele uma pergunta, que acabaria fazendo a todos os pais e que na verdade me encorajou a escrever e colocar esta história em um livro. Que foi, "Qual seria o conselho que você daria à minhas meninas?"
E o conselho do Jeff foi, "Seja um viajante, não um turista. Saia do ônibus. Procure o que é diferente. Encare a vaca." "Imagina que se passaram 10 anos," eu disse "e minhas filhas estão prestes a viajar para o exterior pela primeira vez, e eu não estou. O que você diria a elas?" Ele disse. "Eu encararia esta jornada como uma criança deveria encarar uma poça de lama. Você pode se curvar e olhar seu reflexo no espelho e talvez passar seu dedo e fazer uma pequena ondulação, ou pode pular dentro e agitar e ver como se sente, qual é o gosto disso." Enquanto ele falava ele tinha aquela faísca no olhar que eu vi pela primeira vez na Holanda -- a faísca que diz, "Vamos passar uma rasteira." mesmo sem termos passado a rasteira na vaca, mesmo que ninguém tenha passado uma rasteira em vaca, mesmo que as vacas não durmam de pé. Ele disse, "Quero vê-las aqui de volta meninas, ao final da experiência, cobertas de lama."
Duas semanas após meu diagnóstico uma biópsia confirmou que eu tinha um osteossarcoma de 17 cm no meu fêmur esquerdo. 600 americanos por ano têm osteossarcoma. 85 por cento tem menos de 21. Somente 100 adultos por ano contraem estas doenças. 20 anos atrás, médicos amputariam minha perna esperando o melhor, e havia uma taxa de 15 por cento de sobrevivência. Então nos anos 80, determinaram que um coquetel de quimio em específico poderia ser efetivo. E dentro de semanas eu comecei esse regime. E já que estamos em ambiente médico, passei por quatro meses e meio de quimio. Na verdade tomei Cisplatin, Doxorubicin e doses bem altas de Methotrexate.
Então tive uma cirurgia de 15 horas na qual meu cirurgião, Dr. John Healey no Hospital Memorial Sloan-Kettering em Nova York, tirou meu fêmur esquerdo e o substituiu com titânio. E se vocês viram aquele especial do Sanjay, viram aqueles enormes parafusos que colocaram na minha pélvis. Então pegaram minha fíbula, da minha tíbia, a cortaram e a recolocaram na minha coxa, onde agora se encontra. O que na verdade fizeram foi desvascularizar da minha tíbia e a revascularizar na minha coxa e então conecta-la com as partes boas do meu joelho e quadril. Então tiraram um terço do meu músculo quadríceps. Esta é uma cirurgia tão rara que somente dois seres humanos sobreviveram antes de mim. E minha recompensa por sobreviver foi voltar para mais quatro meses de quimio. Foi, como dizemos lá em casa, um ano perdido.
Porque nas semanas iniciais, todos tivemos pesadelos. Uma noite tive um pesadelo em que eu caminhava pela minha casa, sentei na escrivaninha e vi fotos das crianças de outra pessoa na minha escrivaninha. E lembro de uma noite em especial que, quando você me contou aquela história -- não sei onde você está Dr. Nuland do William Sloane Coffin -- que me fez lembrar disto. Porque eu estava no hospital depois, acho que da quarta rodada de quimio quando meus índices foram a zero, e eu estava praticamente sem imunidade. E me colocaram na ala de doenças infecciosas do hospital. E quem viesse me ver tinha que se cobrir com uma máscara e cobrir todas as partes expostas do seu corpo. E uma noite recebi uma ligação da minha sogra sobre minhas filhas, naquela época três anos e meio de idade, estavam com saudades e sentindo minha ausẽncia. Eu desliguei o telefone, e coloquei meu rosto entre as mãos e gritei um grito silencioso. E o que você disse, Dr. Nuland -- não sei se você está aqui -- me fez pensar nisso hoje. Porque o pensamento que me veio a mente era o sentimento que tive algo como um grito primal.
E o que mais me abalava -- e uma das mensagens que quero deixar aqui com vocês hoje -- é a experiência. Enquanto me tornava menos e menos humano -- e neste momento da minha vida, eu estava provavelmente com 13 kg a menos. Claro, não tinha cabelo nem imunidade. Estavam até colocando sangue dentro do meu corpo. Nesse momento eu estava cada vez menos humano, E também estava, ao mesmo tempo, talvez mais humano do que nunca. E o que foi mais chocante naquela hora é que, ao invés de causar repulsa nas pessoas, eu estava provando ser um imã para as pessoas. As pessoas estavam incrivelmente atraídas a mim. Quando minha esposa e eu tivemos filhos, pensamos que contariamos com a ajuda de todos. Ao contrário, todos correram em outras direções. Quando eu tive câncer, pensamos que todo mundo correria em outra direção. Ao invés, todo mundo ofereceu ajuda. E quando as pessoas vinham até mim, ao invés de ficarem indiferentes ao que viam -- eu era um fantasma vivo -- elas estavam incrivelmente motivadas a falar sobre o que acontecia em suas próprias vidas.
Câncer, eu descobri, é um passaporte para a intimidade. É um convite, talvez mesmo uma intimação, para entrar nas arenas mais vitais da vida humana, as mais sensíveis e as mais aterradoras, aquelas as quais nunca queremos ir, mas quando vamos, nós sentimos incrivelmente transformados por ter ido. E isto também ocorreu com minhas meninas quando elas começaram a entender, e, pensamos nós, talvez tenham adquirido um pouco mais de compaixão. Um dia, minha filha Tybee. Tybee veio até mim, e disse, "Eu tenho tanto amor por você em meu corpo, papai, não posso parar de dar abraços e beijos. E quando eu não tiver mais amor sobrando, eu bebo leite, porque é do leite que o amor vem." (Risos) E uma noite minha filha Eden veio até mim. E quando ergui minha perna para fora da cama, ela procurou minhas muletas e as alcançou para mim. De fato, se eu ficar com uma lembrança deste ano, será de caminhar por um corredor as escuras com cinco dedos esponjosos agarrando o apoio logo abaixo da minha mão. Nem precisava mais de muletas, eu estava caminhando no ar.
Uma das coisas profundas que aconteceram foi este ato de estar realmente conectado com todas essas pessoas. O que me fez pensar -- só para deixar registrado -- uma palavra que na verdade só ouvi uma vez foi quando estávamos todos fazendo a yoga do Tony Robbins ontem -- a palavra que não tem sido mencionada neste seminário na verdade é a palavra amigo. E ainda sobre tudo o que tem sido falado -- aquiescência, ou vício, ou perda de peso -- sabemos agora que comunidade é importante, e ainda é uma coisa que não trazemos. E havia algo incrivelmente profundo em sentar com meus amigos mais próximos e dizer a eles o que significavam para mim. E uma das coisas que aprendi foi que com o passar do tempo, homens em particular, que costumavam ser pouco comunicativos, estão se tornando mais e mais comunicativos. E isso em especial aconteceu -- houve uma vez em minha vida -- neste conselho de pais que Linda disse, sobre o que estamos falando, é como as mães falam sobre desistência escolar.
Ninguém representar melhor a moderna masculinidade do que David Black. David é meu agente literário. Ele tem cerca de 1,60m em um dia bom, do alto de suas botas de cowboy. Em um tipo de saudação de homem, ele atende o telefone -- acho que posso falar isso porque falaram aqui antes -- ele atende o telefone, "E aí, bunda mole." Ele dá discursos chatos sobre obscuras garrafas de vinho, e em seu aniversário de 50 anos ele comprou um conversível. Entretanto, como muitos homens, ele é impaciente; comprou aos 49. Mas como muitos homens modernos, ele abraça, cozinha, deixa o trabalho mais cedo para treinar times infantis. Alguém perguntou se ele havia chorado quando lhe pedi para estar no conselho. E eu respondi, "David chora quando você o convida para um passeio." (Risos) Mas ele é um agente literário, o que significa que ele é um corretor de sonhos em um mundo onde a maioria dos sonhos não se concretiza. E isto é o que queríamos capturar dele, o que significa ter reveses e então aspirações. Eu disse, "Qual é a coisa mais valiosa que se pode dar a um sonhador?" E ele falou, "Confiança nele mesmo." "Mas quando te conheci," eu disse, "eu não acreditava em mim. Estava atrás de um muro." Ele disse, "Eu não vejo o muro," e eu estou dizendo a vocês o mesmo, Não vejam o muro. Vocês podem encontrar um de tempos em tempos, mas tem que encontrar um modo de supera-lo, desvia-lo, ou atravessa-lo. Faça o que for, não sucumba a ele, não se submeta ao muro.
Minha casa não é longe da Ponte de Brooklyn, e durante o ano e meio que eu estava de muletas, ela se tornou como um símbolo para mim. Um dia perto do fim da minha jornada, eu disse, "Vamos lá meninas, vamos caminhar pela ponte do Brooklyn." Nós arrumamos as muletas. Eu estava de muletas, minha esposa perto de mim, minhas meninas fazendo poses de rockstar logo a frente. E porque caminhar foi uma das primeiras coisas que perdi, passei a maior parte deste ano pensando neste mais elementar dos atos humanos. Caminhe erguido, nos diziam, é parte daquilo que nos faz humanos. E ainda assim, pelos quatro milhões de anos que humanos caminham eretos, o ato ainda é essencialmente o mesmo. Como meu terapeuta físico gosta de dizer, "Cada passo é uma tragédia esperando acontecer." Você quase que cai com uma perna, então você se apóia com a outra. E a maior das consequencias de se andar de muletas -- como fiz por um ano e meio -- é que você caminha devagar. Quando você se apressa Você chega onde quer, mas chega lá sozinho. Se você vai devagar, chega onde queria, mas chega lá com uma comunidade que você formou ao longo do caminho.
Correndo o risco de ser internado, nunca fui mais simpático do que no ano em que estava de muletas. 200 anos atrás, um novo tipo de pedestre apareceu em Paris. Ele foi chamado de flaneur, aquele que vagueia pelos arcos. E era costume destes flanadores apresentarem-se como homens com tempo livre levando tartarugas para passear e deixando a tartaruga marcar o passo. E eu adoro esta ode ao movimento lento. E tornou-se meu lema para as meninas. Passeie com uma tartaruga. Contemple o mundo em pausa. E esta ideia da pausa pode ser a maior lição que aprendi da minha jornada.
Há uma citação de Moisés ao lado do Sino da Liberdade, que vem de uma passagem do livro do Levítico, que a cada sete anos você deveria deixar a terra descansar. E a cada sete séries de sete anos, a terra ganha um ano extra de repouso durante o qual todas as famílias estão reunidas e as pessoas cercadas por aqueles que amam. O quinquagésimo ano é chamado de jubileu, e é a origem desse termo. Eu estou próximo dos meus 50 anos, e representa a minha experiência. Meu ano perdido foi meu jubileu. Repousando, eu plantei as sementes para um futuro mais saudável e me reuni com aqueles a quem amo.
Quando chegou o primer aniversário da minha jornada, fui ver meu cirurgião, Dr. John Healey. A propósito, Healey (curador), ótimo nome para um médico. Ele é o presidente da Sociedade Internacional para Recuperação de Membros, que é o termo menos eufemístico que já ouvi. E eu disse, "Dr. Healey, se minhas filhas vierem a você um dia e disserem, 'O que eu deveria ter aprendido da história do meu pai'?" o que você diria a elas?" Ele disse, "Eu lhes diria o que sei, que todo mundo morre, mas nem todo mundo vive. Eu quero que vocês vivam."
Escrevi uma carta para minhas meninas que aparece ao final do meu livro, "O Conselho de Pais," e relacionei estas lições, algumas delas vocês ouviram aqui hoje: Encare a vaca, leve seus chinelos, não veja o muro, viva as perguntas, colha milagres. Quando olhei só para isto - me pareceu um livro de salmos sobre a vida -- percebi, que o que tinhamos feito para nossas meninas, realmente nos transformou. E este é o segredo do conselho de pais, é que minha esposa e eu fizemos para tentar ajudar nossas filhas, mas que realmente nos transformou.
Então estou aqui hoje como podem ver, caminhando sem muletas ou bengala. Semana passada fiz meus exames de 18 meses. E como todos sabem, todos que tenham câncer tem que fazer exames de acompanhamento. No meu caso é trimestral. E todo o conjunto de mentes nesta sala, ouso dizer, nunca poderão achar uma cura para a ansiedade antes de um exame. Quando estava indo lá, estava pensando, o que eu diria dependendo do que aconteceria aqui. Recebi boas notícias naquele dia, e estou aqui agora sem câncer, caminhando sem ajuda e mancando para frente.
Gostaria de mencionar rapidamente -- passei do meu tempo limite -- mas queria mencionar rapidamente uma das coisas boas que podem vir de uma conferência assim é, em um encontro similar, na primavera passada, Anne Wojcicki ouviu falar da nossa história e rapidamente -- em cerca de três semanas -- acionou todos os recursos do 23andMe, e anunciamos uma iniciativa em Julho para decodificar o genoma de qualquer um, uma pessoa viva com problemas no coração, sarcoma ósseo. Ela me disse noite passada, que nos três meses desde que iniciamos, conseguimos 300 pessoas que contribuíram neste programa. E os epidemiologistas aqui lhes dirão, que esse número é a metade das pessoas que tem a doença em um ano nos Estados Unidos. Se você for ao 23andMe, ou ao councilofdads.com, você pode clicar em um link. E encorajamos todos a se juntar neste esforço.
Mas vou encerrar o que estive falando deixando esta mensagem para vocês: Que você possa achar uma desculpa para rever um amigo, ou um colega de muito tempo atrás, ou uma pessoa que você possa ter se afastado. Que você possa achar uma poça de lama para pular, ou um jeito de passar por cima, em volta, ou através de um muro que esteja entre você e um dos seus sonhos. E sempre que possível, encontre um amigo, encontre uma tartaruga, e dê um longo e demorado passeio.
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Diagnosticado com câncer, Bruce Feiler preocupou-se primeiro com sua jovem família. Assim -- como ele compartilha nesta conversa divertida, divagante, e acima de tudo refletida -- ele pediu a seus amigos mais próximos para se tornarem um "conselho de pais", trazendo suas próprias experiências de vida para aconselhar suas filhas gêmeas enquanto elas crescem.
Bruce Feiler is the author of "The Secrets of Happy Families," and the writer/presenter of the PBS miniseries "Walking the Bible." Full bio »
Translated into Portuguese, Brazilian by Lisangelo Berti
Reviewed by Elena Crescia
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21:58 Posted: Feb 2010
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