É uma grande honra estar aqui com vocês. A boa notícia é: Eu estou ciente da responsabilidade em tirá-los daqui porque sou o único obstáculo entre vocês e o bar. (Risos) E a boa notícia é que eu não preparei um discurso, mas tenho uma caixa de slides. Eu tenho algumas figuras que representam minha vida e meu trabalho. Eu aprendi, através da experiência que as pessoas se lembram de imagens mesmo depois que esqueceram das palavras. E então espero que vocês se lembrem de algumas das fotos que vou compartilhar com vocês por apenas uns minutos.
Toda a história começa de verdade comigo como um estudante de ensino médio em Pitsburg, Pensilvânia, em um bairro barra pesada do qual todos desistiam e deixavam à morte. Em uma quarta-feira à tarde Eu estava caminhando pelo corredor de minha escola, meio que na minha, e lá estava um artista ensinando, e fez um grande vaso antigo de cerâmica. E eu estava olhando pela porta da sala de artes. E se vocês já viram o trabalho com argila, é mágico, e eu nunca tinha visto antes na vida nada igual. Então eu entrei na sala de artes e disse, "O que é isso?" E ele disse, "Cerâmica -- e quem é você?" Eu disse, "Sou Bill Strickland. E quero que você me ensine isso." E ele, "Bem, faça o seu planejador de período assinar um papel que diga que você pode vir pra cá, e eu lhe ensinarei." E então nos dois anos restantes de meu ensino médio, Eu matei todas as minhas aulas. (Risos) Mas eu tive a presença de espírito de dar a cerâmica que fiz aos professores das aulas que eu matei -- (Risos) e eles me deram o suficiente para passar. E foi assim que eu terminei o ensino médio.
E o Sr. Ross disse, "Você é esperto demais para morrer, e não quero isso na minha consciência, então vou deixar essa escola, e vou levar você comigo." E ele me levou para a Universidade de Pitsburg onde eu preenchi o formulário e fui aceito na faculdade de forma probatória. Bem, agora sou um Curador da Universidade e eu disse em minha cerimônia de nomeação, "Eu sou a pessoa que veio da periferia e que entrou aqui em probação. Não desistam das crianças pobres, pois nunca se sabe o que vai acontecer com essa criança na vida."
O que eu vou lhes mostrar por alguns minutos é uma instalação que construi em um dos bairros mais barra-pesada de Pitsburg. com a maior taxa de crimes. Ele é chamado Centro de Treinamento Bidwell, é uma escola profissionalizante para ex-metalúrgicos, pais solteiros e mães desempregadas. Vocês se lembram que nós fazíamos aço em Pitsburg? Bem, nós não fazemos mais nenhum aço e as pessoas que costumavam fazê-lo estão num período difícil por causa disso. E eu reconstruo eles e lhes dou vida nova.
E a Guilda de Artesões de Manchester foi nomeada por causa de meu bairro. E eu fui adotado pelo Bispo da Diocese Episcopal durante os tumultos. E ele doou uma casa ao lado, e nessa casa eu iniciei a Guilda de Artesões de Manchester, e eu aprendi rapidamente que onde existem Episcopais, existe dinheiro bem próximo. (Risos) E o Bispo me adotou como seu filho. E no ano passado em falei em seu funeral e quis muito bem a ele nessa vida. Eu fui e contratei um estudante de Frank Lloyd Wright, o arquiteto, e eu lhe pedi para me contruir um centro de qualidade internacional na pior vizinhança de Pitsburg. E o meu prédio foi um modelo em escala para o aeroporto de Pitsburg. E quando vocês vierem para Pitsburg -- e todos estão convidados -- todos estarão pousando em uma versão inflada de meu prédio. Este é o prédio. Construido em um bairro barra pesada onde as pessoas foram tidas como mortas.
E minha visão é de que se você quer se envolver na vida de pessoas que já foram escanteadas, você deve parecer com a solução, e não com o problema. Como vocês podem ver, ele tem uma fonte no pátio e o motivo dele ter uma fonte no pátio é que eu queria uma. Como eu tinha a chave do cofre, eu comprei uma e coloquei lá. (Risos) E agora que estou me apresentando em conferências como TED, eu fui posto no conselho do Carnegie Museum e na recepção de seu pátio, eu notei que eles tinham uma fonte porque eles acham que as pessoas que vão ao museu merecem uma fonte. Bem, eu acho que mães desempregadas e crianças em risco e ex-metalúrgicos merecem uma fonte em sua vida. E durante a primavera, a primeira coisa que você vê no meu centro é água que saúda você -- água é vida e água é possibilidade humana. E isso determina uma atitude e uma expectativa sobre como você se sente sobre as pessoas, antes mesmo que você faça um discurso Então dessa fonte eu construi este prédio.
Como podem ver, ele possui arte de qualidade mundial e é todo a meu gosto porque eu levantei todo o dinheiro. (Risos) Eu disse para o meu menino, "Quando você arrecadar o dinheiro nós decoramos a parede a seu gosto." Mas nós temos mantas e argila e caligrafia e pra onde você vire seus olhos, há algo bonito olhando pra você. Isto é deliberado. Isto é intencional. Para mim, é este tipo de mundo que pode redimir a alma de pessoas pobres.
Nós tambem criamos uma sala para o conselho. E eu contratei um marceneiro japonês, de Kyoto, Japão, e o autorizei a fazer 60 peças de mobília para o nosso prédio. Nós o fizemos, então, abrir seu próprio negócio. Ele está ganhando rios de dinheiro fazendo mobília customizada para pessoas ricas. E eu tenho 60 peças delas na minha escola porque eu senti que mães desempregadas e ex-metalúrgicos e pais solteiros mereciam ir a uma escola onde exista mobília feita à mão para saudá-los todos os dias porque isso marca seu tom e sua atitude sobre as pessoas antes mesmo que você lhes faça um discurso.
Nós temos até flores na entrada, e elas não são de plástico -- elas são de verdade e estão no meu prédio todos os dias. E agora que eu fiz várias apresentações, uma série de diretores de ensino médio vieram me visitar e eles disseram, "Sr. Strickland, que história extraordinária e que escola maravilhosa. E nós fomos tocados particularmente pelas flores e ficamos curiosos sobre como as flores chegaram lá." Eu disse, "Bem, eu entrei no meu carro e fui para uma estufa aí comprei elas, trouxe-as para cá e coloquei-as lá." Não é preciso uma força-tarefa ou grupo de estudo para comprar flores para suas crianças. O que você precisa saber é que crianças e adultos merecem flores em sua vida. O custo é fortuito mas o gesto é gigantesco. Então, no meu prédio, que é ensolarado e repleto de flores, nós acreditamos em esperança e nas possibilidades humanas. Isto aqui é no período natalino.
E o que vocês verão em seguida é uma cozinha de um milhão de dólares que foi construida pela empresa Heinz -- vocês já ouviram falar dela? Eles se deram bem no ramo do ketchup. E acontece que eu conheço essa companhia muito bem porque John Heinz, que era nosso Senador da República -- falecido tragicamente num acidente aéreo -- ele soube de meu desejo de construir um novo prédio porque eu tinha uma maquete de papelão que eu guardava num saco de lixo e ia andando por toda Pitsburg, tentando arrecadar dinheiro para este local. Ele me chamou para seu escritório -- o que é o equivalente a ver o Mágico de Oz -- (Risos) e John Heinz tinha 600 milhóes de dólares, e então eu tinha cerca de 60 centavos. E ele disse, "Mas nós ouvimos falar de você. Nós soubemos de seu trabalho com crianças e com ex-metalúrgicos, e nós estamos inclinados a querer apoiar seu desejo de construir um prédio novo. E você nos faria uma grande ajuda se adicionasse um curso de culinária a seu programa" -- porque até então nós estivemos montando um curso de comércio. Ele disse, "Assim nós cumprimos nossas metas de ações afirmativas da empresa Heinz." Eu disse, "Senador, eu sou relutante em entrar em uma área sobre a qual eu não saiba muito, mas lhe prometo que se você apoiar minha escola, eu vou construí-la e em alguns anos eu voltarei e formularei o curso que você desejar." E o Senador Heinz ficou um tempo quieto e disse, "Bem, qual seria sua reação se eu disesse que lhe darei um milhão de dólares?" Eu disse, "Senador, parece que vamos entrar no ramo de treinamento em culinária." (Risos) E John Heiz realmente me deu um milhão. E mais importante, ele me emprestou o chefe de pesquisas da companhia Heinz. E nós meio que emprestamos o currículo do Instituto Americano de Culinária que para eles é um tipo de Harvard das escolas de culinária. E nós criamos um programa de culinária gourmet para mães desempregadas nesta cozinha de um milhão de dólares no meio da periferia. E nós nunca nos arrependemos.
Eu quero lhes mostrar algumas das comidas que essas mães desempregadas fazem nessa cozinha de um milhão de dólares. Esta é o nosso refeitório. Esse é o dia de massa folhada. Por quê? Porque os estudantes fizeram massa folhada e foi isso o que a escola comeu todo o dia. Mas o conceito foi que eu quis retirar o estigma da comida. Que comida de qualidade não é para os ricos -- comida boa é para todos no planeta e não há desculpa para que não possamos todos comê-la. Então, na minha escola nós subsidiamos um programa de almoço gourmet para mães desempregadas, no meio da periferia porque nós descobrimos que isso é bom para seus estômagos, mas é melhor para suas cabeças. Porque eu queria fazê-los saber, todos os dias de suas vidas, que eles tem valor neste lugar que eu chamo de meu centro.
Nós temos estudantes que se sentam juntos, crianças negras e brancas, e o que descobrimos é que você pode resolver o problema de raça criando um ambiente de qualidade internacional já que as pessoas tendem a mostrar um comportamento de nível internacional se você os trata de tal forma. Estes são exemplos dos pratos que as mães desempregadas estão preparando após seis meses no programa de treinamento. Sem sofisticação, sem classe, sem dignidade, sem história. O que nós descobrimos é que a única coisa errada com os pobres é que eles não tem dinheiro, o que é um estado curável. O segredo está na forma como você pensa nas pessoas que acaba por determinar seu comportamento. Isso foi feito por um estudante após sete meses no programa, feito por uma brilhante jovem ensinada por nosso chef de pastelaria. Eu comi sete dessas cestas, e elas são ótimas. (Risos) Elas não tem calorias. Essa é nossa sala de jantar. Ela parece um refeitório comum de ensino médio em uma cidade média dos EUA. Mas esta é minha visão de como os estudantes devem ser tratados, particularmente depois de terem sido escanteados.
Nós capacitamos técnicos farmacêuticos para a indústria farmacêutica. Nós treinamos técnicos de medicina para a indústria médica. E nós treinamos técnicos químicos para empresas como a Bayer, Carbono Calgon, Fisher Scientific e Esso. E eu garanto que se vocês vierem para o meu centro em Pitsburg -- e estão todos convidados -- vocês verão mães desempregadas fazendo química analítica com calculadoras logarítmicas, 10 meses antes de se inscrever no programa. Não há nenhuma razão pela qual os pobres não possam aprender tecnologia de ponta. E nós descobrimos que se você lhes der flores e luz do sol, e comida, expectativas e música de Herbie e você pode curar um câncer espiritual a cada vez.
Nós treinamos agentes de viagens para a indústria de turismo. Nós até ensimanos pessoas a ler. O garoto com a tarja vermelha estava no programa há dois anos -- hoje ele é um instrutor. E eu tenho crianças com diploma de ensino médio que não sabem ler. E você deve se perguntar a questão -- como é possível no século 21 que nós graduemos crianças nas escolas que não saibam ler os diplomas que elas tem em mãos. A razão é que o sistema é recompensado pelas crianças que são cuspidas para fora no final, não pelas crianças que leem. Eu posso pegar essas crianças e em 20 semanas, demonstrada sua aptidão, e deixá-las no equivalente ao ensino médio. Não é grande coisa. Essa é a nossa biblioteca com mais móveis artesanais. E esse é o programa de arte que eu comecei em 1968.
Lembrem-se que eu sou a criança negra dos anos 60 que teve sua vida salva pela cerâmica. Bom, quando eu decidi reproduzir minha experiência com outras crianças na vizinhança, a teoria sendo que se você levar flores para as crianças e lhes der comida e lhes der luz de sol e entusiasmo, você pode trazê-las de volta à vida. Eu tenho 400 crianças do sistema público de educação de Pitsburg que vem todos os dias da semana para educação artística. Todas essas são crianças que estão sendo reprovadas na escola pública. No ano passado eu coloquei 88% dessas crianças na faculdade e eu consegui a média superior a 80% em 15 anos. Nós fizemos uma descoberta facinante -- não há nada de errado com essas crianças que o afeto, a luz solar, a comida e o entusiasmo e a música de Herbie não possam curar. Por isso eu ganhei uma grande placa velha -- Homem do Ano em Educação. Eu ganhei de todos os Ph.D.s porque eu percebi que se você tratar crianças como seres humanos, isso aumenta a chance deles se comportarem como tais. E porque não podemos instituir essa política em todas as escolas em todos as as cidades e municípios permanece um mistério para mim.
Deixe-me mostrar o que essas pessoas fazem. Nós temos cerâmica, fotografia e manipulação digital de imagens e todos são crianças sem habilidade artística, talento, nem imaginação, e nós trazemos grandes artistas internacionais -- Gordon Parks já esteve lá, Chester Higgins já esteve lá -- e o que descobrimos foi que as crianças serão como as pessoas que os ensinam. De fato, eu trouxe uma artista de mosaico do Vaticano, uma mulher afro-americana que estudou as antigas técnicas de mosaico do Vaticano, e deixe-me mostrar o que eles fizeram com o trabalho. Estas eram crianças das quais o mundo todo já tinha desistido, que estavam sendo reprovadas das escolas públicas, e eles eram capazes de fazer isso com afeto, luz solar, comida, boa música e confiança.
Nós ensinamos fotografia. E estes são alguns exemplos do trabalho das crianças. Aquele garoto ganhou uma bolsa de quatro anos pela força daquela fotografia. Esta é nossa galeria. Nós temos uma galeria de nivel internacional porque acreditamos que as crianças pobres precisam de uma galeria de nível internacional. Então eu a projetei. Nós servimos salmão defumado na abertura das exibições. Nós imprimimos um convite formal. E eu até descobri uma forma de fazer que seus pais viessem. Eu não podia arcar um pai há 15 anos. Então eu contratei um cara fanático por Jesus. Ele estava tirando pessoas da prisão e salvando essas vidas para o Senhor. E eu disse, "Bill, eu quero lhe contratar, cara. Você tem que dar uma diminuida nesse negócio de Jesus, mas mantenha o entusiasmo. (Risos) Eu não consigo fazer os pais comparecerem à escola." Ele disse, "eu faço eles virem à escola." Então ele entrou na van, foi à casa da Sra. Jones e disse, "Sra. Jones, eu sabia que você queria ir à abertura da exposição de arte de seu filho, mas que provavelmente não tinha uma carona. Então eu vim lhe dar uma carona." E ele trouxe 10 pais, e depois 20 pais, No último show que fizemos, 200 pais compareceram e nós não pegamos nenhum deles. Porque agora se tornou socialmente inaceitável não comparecer para apoiar seu filho na Guilda de Artesões de Manchester porque as pessoas pensam que você é um mau pai. E não há diferença estatística entre pais brancos e pais negros. As mães irão onde seus filhos estão sendo celebrados, a qualquer tempo, em qualquer cidade, qualquer município. Eu queria que vocês vissem esta galeria porque ela é tão boa quanto se pode ser. E quando eu solto essas crianças do ensino médio, eles possuem quatro exibições no seu currículo antes de se candidatar à faculdade, porque tudo foi aqui.
Você tem que mudar a forma como as pessoas se veem antes que você possa mudar seu comportamento. E tem funcionado muito bem até hoje. Eu até coloquei um outro cômodo no prédio, que gostaria de mostrar-lhes. Este é novo em folha. Nós aprontamos esse slide em tempo da TED Conference. Eu fiz essa apresentação de slides em um lugar chamado Vale do Silício e eu fiz direito. E uma mulher saiu da plateia, e ela disse, "Esta é uma história impresionante e eu fiquei impressionada com sua apresentação. Minha única crítica é que seus computadores estão um pouco antigos." E eu disse, "Bem, o que você faz para viver?" Ela disse, "Bem, eu trabalho em uma empresa chamada Hewlett Packard." E eu disse, "Você está no ramo de computadores, é isso?" Ela disse, "Sim senhor." E eu disse, "Bem, existe uma solução fácil para esse problema." Então, eu tenho a honra de anunciar que a HP e uma empresa de mobílias chamada Steelcase nos adotaram como um modelo de exposição para toda a sua tecnologia e toda a sua mobília nos Estados Unidos da América. E esta é a sala. Isto é o começo de um relacionamento. Nós terminamos a tempo de lhes mostrar. Então esse é o lançamento mundial de nosso centro digital de imagens (Aplauso) (Música)
Eu só tenho mais alguns slides, e é aqui onde a história fica mais interessante. Então eu quero que vocês me escutem por mais alguns minutos e vocês entenderão porque ele está lá e eu aqui. Em 1986 eu tive a presença de espírito de colocar um salão de música na ponta norte do prédio enquanto eu o construia. E um cara chamado Dizzy Gillespie apareceu para tocar lá porque ele conhecia uma pessoa de lá, Marty Ashby. E eu fiquei no palco com Dizzy Gillespie na passagem de som numa quarta-feira à tarde, e disse, "Dizzy, porque você viria a um centro negro no meio de um parque industrial com alta taxa de criminalidade que nem sequer possui uma reputação de música?" Ele disse, "Porque eu soube que o centro tinha sido construido e eu não acreditei que vocês tinham feito isso, e queria vir ver eu mesmo. E agora que eu vi, eu quero lhes dar um presente." Eu disse, "Você é o presente." Ele disse, "Não senhor. Vocês são o presente. e eu vou permitir que vocês gravem esse concerto, e eu vou lhes dar a música. E se vocês algum dia decidirem vendê-la, devem assinar um contrato que diz que o dinheiro será revertido completamente para apoiar a escola." E eu gravei Dizzy, e ele faleceu um ano depois, mas não antes de contar o que fazíamos a um companheiro chamado McCoy Tyner E ele apareceu e disse, "Dizzy tá falando de você por todo o país, cara, e eu quero ajudar você." E aí um cara chamado Wynton Marsalis apareceu. Depois um baixista chamado Ray Brown, e um sujeito chamado Stanley Turrentine, e um pianista chamado Herbie Hancock, e uma banda chamada Count Basie Orchestra, e um sujeito chamado Tito Puente, e um cara chamado Gary Burton, e Shirley Horn, e Betty Carter, e Dakota Staton e Nancy Wilson todos eles vieram para esse centro no meio de um parque industrial, com ingressos esgotados, no meio da periferia. E eu tenho o prazer de lhes dizer que, com essas permissões, até agora eu acumulei 600 gravações dos melhores artistas do mundo, incluindo Joe Williams, que faleceu, mas não antes que sua última gravação fosse feita em minha escola. E Joe Williams chegou para mim e pôs sua mão no meu ombro e ele disse, "Deus te escolheu, cara, para fazer esse trabalho e eu quero que minha música esteja com você." E isso funcionou perfeitamente.
Quando a banda de Basie veio, a banda ficou tão animada com a escola que eles votaram em me dar os direitos da música. E eu gravei eles e nós ganhamos algo chamado um Grammy. E como um tolo, eu não fui à cerimônia porque eu não achei que fôssemos ganhar. Bem, nós ganhamos. E o nosso nome estava literalmente em luzes na Madison Square Garden. Então a Orquestra de Jazz da ONU apareceu e nós gravamos eles e fomos indicados para um segundo Grammy consecutivo. Então nos tornamos um dos estúdios jovens e badalados de gravação de jazz nos Estados Unidos da America -- (Risos) no meio da periferia com um alto índice de criminalidade.
Este é o lugar repleto de Republicanos. (Risos) (Aplauso) se vocês jogassem uma bomba naquela sala, você teria eliminado todo o dinheiro na Pensilvânia porque ele estava todo sentado lá; incluindo minha mãe e meu pai, que viveram o suficiente para ver seu menino construir esse prédio. E lá está Dizzy, como eu lhes disse, ele estava lá. E ele esteve lá, Tito Puente, e Pat Metheny e Jim Hall estiveram lá e eles gravaram conosco. E esse foi o nosso primeiro estúdio de gravação, que era o depósito de limpeza. E nós colocamos os esfregões no corredor e reestruturamos a coisa e foi aí que nós gravamos o primeiro Grammy.
E esta é a nossa nova instalação, que é toda para tecnologia de vídeo. E esta é uma sala que foi construida para uma mulher chamada Nancy Wilson, que gravou aquele álbum para nossa escola no último Natal. E qualquer um de vocês que tenha assistido Oprah Winfrey no Dia de Natal, ele estava lá e Nancy também, cantando trechos desse álbum, cujos direitos ela doou para nossa escola. E eu posso dizer agora com absoluta certeza, que uma aparição em Oprah Winfrey vende 10.000 CDs. (Risos) Nós estamos atualmente em quarto, na tabela da Billboard, logo atrás de Tony Bennet. E eu acho que vamos nos sair bem.
Isto foi incendiado durante os tumultos -- é vizinho de meu prédio. Então eu fiz uma outra maquete de papelão e eu fui e voltei a percorrer as ruas. E este é o prédio, e este o modelo, e à direita fica a estufa high-tech e no meio o edifício de tecnologia médica. E eu tenho o prazer de lhes dizer que o prédio está pronto. Ele está também cheio de lojas âncora a 20 dólares por pé -- no meio da periferia. E lá está a fonte. (Risos) Cada prédio tem uma fonte. E a Universidade do Centro Médico de Pitsburg é um dos inquilinos e eles tomaram metade do prédio. E agora nós treinamos técnicos em medicina através de seu sistema. E o Banco Mellon é um inquilino. E eu os adoro porque eles pagam o aluguel em dia. (Risos) E como resultado dessa associação, Eu sou agora um diretor da Corporação Financeira Mellon que adquiriu Dreyfus.
E isto está em processo de construção no momento em que falamos. Multiplique essa imagem por quatro e você verá a estufa que será inaugurada em outubro desse ano porque nós vamos cultivar essas flores no meio da periferia. E nós teremos alunos de ensino médio cultivando orquídeas phalaenopsis no meio da periferia. E nós fizemos um acordo com um dos grandes grupos de varejo para vender nossas orquídeas em todas as 240 lojas em seis estados. E nossos parceiros são Orquídeas Zuma Canyon, de Malibu, California, que são hispânicos. Então os hispânicos e os negros formaram uma parceria para cultivar orquídeas com alta tecnologia no meio da periferia. E eu disse a meu Senador da República que havia uma grande possibilidade de que se ele conseguisse financiamento para isso, nós sairíamos em uma coluna no Wall Street Journal. Com o que ele concordou prontamente. E nós conseguimos o financiamento e inauguramos no outono. E você deve vir e ver isso -- será uma baita de uma história.
E é isso que eu quero fazer quando eu crescer. (Risos) O prédio marrom é o que vocês tem visto até agora e eu vou lhes dizer onde eu cometi meu grande erro. Eu tive a chance de comprar todo este parque industrial -- que fica a menos de 1.000 pés da margem do rio -- por quatro milhões de dólares e não comprei. E eu construi o primeiro prédio, e adivinhem o que aconteceu? Eu valorizei o mercado imobiliário acima de qualquer expectativa e no ano passado os donos do parque recusaram uma oferta minha de oito milhões. Eles disseram, "Sr. Strickland, você deveria ganhar o Prêmio de Lider Comunitário do Ano porque você aumentou o valor de nossos terrenos acima das nossas maiores expectativas. Muito obrigado por isso." A moral da história é que você deve estar preparado para agir nos seus sonhos, caso eles se tornem realidade.
E por fim, tem essa foto. Este é num local chamado São Francisco. E o motivo da foto estar aqui é que eu fiz essa apresentação há alguns anos em uma grande conferência econômica e tinha um sujeito na plateia que veio falar comigo. E disse, "Cara, essa é uma ótima história. Eu quero um desses." Eu disse, "Bem, estou lisonjeado. O que você faz para viver?" Ele disse, "Eu governo a cidade de São Francisco. Meu nome é Willie Brown." Então eu acabei aceitando a lisonja e o louvor e tirei isso de minha mente. Naquele final de semana, eu estava voltando para casa e Herbie Hancock estava tocando no nosso centro naquela noite -- a primeira vez que o encontrei. Mas ele entrou e disse, "O que é isso?" E eu disse, "Herbie, esse é o meu conceito de centro de treinamento para pessoas pobres." E ele disse, "Com Deus como testemunha, eu tive um centro como esse em minha mente por 25 anos, e você o construiu. Agora eu realmente preciso construir um." Eu disse, "Bem, onde você quer construir isso?" Ele disse, "São Francisco." Eu disse, "Por acaso você conhece Willie Brown?" (Risos) E de fato ele conhecia Willie Brown, E Willie Brown e Herbie e eu jantamos juntos quatro anos atrás, e começamos a desenhar aquele centro na toalha da mesa. E Willie Brown disse, "Certo como o fato de eu ser prefeito de São Francisco, eu vou construir essa coisa como um legado para o povo pobre desta cidade." E ele me conseguiu cinco acres na Baía de São Francisco e nós chamamos um arquiteto e um empreiteiro e nós colocamos Herbie no conselho, e nossos amigos da HP, e nossos amigos da Steelcase, e nossos amigos da Cisco, e nossos amigos da Wells Fargo e da Genentech.
E ao longo do caminho eu conheci esse rapaz bem pequeno em uma apresentação de slides no Vale do Silício. Ele veio falar comigo após. Ele disse, "Cara, essa história é fabulosa. Eu quero ajudar você." E eu disse, "Bem, muito obrigado por isso. O que você faz para viver?" Ele disse, "Bem, eu construí uma empresa chamada eBay." Eu disse, "Bem, isso é ótimo. Muito obrigado, e me dê o seu cartão que em outro momento nós nos falamos." Eu não distinguiria eBay daquela jarra de água em cima do piano. Mas eu tive a presença de espírito para voltar para casa e conversar com uma das crianças conectadas de meu centro. Eu disse, "Ei, o que é eBay?" Ele disse, "Bem, é uma rede de comércio eletrônico." Eu disse, "Bem, eu conheci o cara que construiu essa coisa e ele me deu seu cartão." Então eu liguei para ele e disse, "Sr. Skoll, agora eu compreendi melhor quem você é (Risos) e eu gostaria de me tornar seu amigo." (Risos) Eu e Jeff nos tornamos amigos, e ele organizou uma equipe e nós fomos construir esse centro.
E eu fui até o bairro, chamado Bayview-Hunters Point e eu disse, "O prefeito me mandou aqui para trabalhar com vocês e eu quero construir um centro com vocês, mas eu não vou construir nada se vocês não quiserem. E tudo o que eu tenho é essa caixa de slides." E eu me mantive na frente de 200 pessoas zangadas e desapontadas em uma noite de verão, e o ar-condicionado estava quebrado e fazia 38ºC lá fora, e eu comecei a mostrar essas fotos. E depois de umas 10 fotos todos eles se acalmaram, e eu contei a história e disse, "O que vocês acham?" E nos fundos da sala, uma mulher se levantou e disse, "Em 35 anos morando nesse lugar esquecido por Deus, você foi a única pessoa que chegou aqui e nos tratou com dignidade. Eu estou com você, cara." E ela mudou a opinião da plateia completamente. E eu prometi a esse pessoal que eu ia construir essa coisa, e nós vamos fazer bem feito. E eu acho que nós conseguimos começar neste ano, como a primeira replicação do centro de Pitsburg.
Mas eu encontrei com um cara chamado Quincy Jones no caminho e mostrei minha caixa de slides. E Quincy disse, "Eu quero lhe ajudar, cara. Vamos fazer um em L.A." Então ele reuniu um grupo de pessoas. E eu me apaixonei por ele, como aconteceu com Herbie e sua música. E Quincy disse, "De onde surgiu a ideia de centros como esse?" E eu disse, "ela veio de sua música, cara porque o Sr. Ross costumava trazer seus discos, quando eu tinha 16 anos na aula de cerâmica, quando o mundo era todo escuro, e sua música me levou à luz do sol." E eu disse, "Se eu seguir essa música, vou chegar à luz do sol e vou ficar bem. E se isso não é verdade, como eu cheguei aqui?"
Eu quero que todos vocês saibam que eu acho o mundo um lugar onde se vale a pena viver. Eu acredito em vocês. Acredito nas suas esperanças e sonhos. Acredito em sua inteligência. E acredito em seu entusiasmo. E eu estou cansado de viver assim, indo de cidade em cidade com as pessoas paradas nas esquinas com buracos onde antes haviam olhos, seus espíritos machucados. Não vamos funcionar como um país a menos que possamos mudar essa realidade. Na Pensilvânia, custa 60.000 dólares manter uma pessoa na cadeia, a maioria parecida comigo. Custou 40.000 dólares a construção da Escola de Medicina da Universidade de Pitsburg. É 20.000 dólares mais barato construiur uma escola de medicina do que manter gente na cadeia. Faça as contas, nunca vai funcionar. Eu estou contando com vocês estou contando com gente como Herbie e Quincy e Hackett e Richard e com gente muito decente que ainda acredita em algo. E eu quero fazer isso da minha vida, em todas as cidades e todos os municípios. E eu não acho que sou louco. Acho que podemos trabalhar em casa nisso e acredito que podemos construir isso por todo o país por menos do que estamos gastando em prisões. E eu acredito que podemos mudar essa história para uma de celebração e de esperança. É muito difícil de se trabalhar no meu ramo -- Você está sempre nadando contra a corrente, como um salmão, nunca com dinheiro suficiente, demanda de sobra. E então existe uma tendência de existir uma depressão ocupacional que acompanha meu trabalho. E eu descobri, através do tempo, uma solução para a depressão -- você faz uma amizade em cada cidade e você nunca fica sozinho. E eu espero que eu tenha feito alguns aqui, nessa noite. E obrigado por escutar o que eu tinha para dizer. (Aplauso)
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Bill Strickland narra uma história silenciosa e surpreendente de redenção através das artes, música, e de parcerias improváveis.
As a Pittsburgh youth besieged by racism in the crumbling remains of the steel economy, Bill Strickland should have been one of the Rust Belt's casualties. Instead, he discovered the potter's wheel, and the transforming power of fountains, irrepressible dreams, and the slide show. Full bio »
Translated into Portuguese, Brazilian by Ovidio Maribondo
Reviewed by Bonifacio Segundo
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18:36 Posted: Jun 2006
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19:08 Posted: Jan 2008
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19:24 Posted: Nov 2008
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