O debate público sobre energia nos Estados Unidos se resume a esta questão: Você preferiria morrer de A) guerra de petróleo, ou B) mudança climática, ou C) holocausto nuclear, ou D) todas as anteriores? Oh, pulei uma: ou E) nenhuma das anteriores? Normalmente não nos oferecem esta opção. E se pudéssemos colocar a energia para trabalhar sem que fosse a nossa perdição? Se pudéssemos ter combustível sem receio? Se pudéssemos reinventar o fogo?
Vejam bem, o fogo nos tornou humanos; os combustíveis fósseis nos tornaram modernos. Mas agora precisamos de um novo fogo que nos torne seguros, protegidos, saudáveis e longevos. Vamos ver como.
80% da energia mundial ainda provem da queima anual de 16,7km3 de restos decompostos de pântano primordial. Esses combustíveis fósseis construíram a nossa civilização. Criaram a nossa riqueza. Melhoraram a vida de bilhões de pessoas. Mas eles tem custos cada vez maiores para nossa segurança, economia, saúde e meio ambiente que começam a ruir, senão a superar seus benefícios.
Portanto precisamos de um novo fogo. E a troca do fogo antigo pelo fogo novo significa mudar muito a realidade do petróleo e da eletricidade, cada um deles é responsável por 40% do carbono fóssil no ar. Mas eles são muito diferentes.
Menos de 1% da nossa eletricidade provem do petróleo -- embora quase a metade venha do carvão. Seus consumos são bem específicos. O transporte consome 75% do nosso petróleo combustível. Os prédios consomem 75% de nossa eletricidade. E o restante alimenta a indústria. Logo veículos, prédios e fábricas muito eficientes economizam petróleo e carvão, e também gás natural que pode substituir a ambos.
Mas o sistema de energia atual não é apenas ineficiente, mas é também descoordenado, envelhecido, poluente e inseguro. Por isso ele precisa ser renovado. Até 2050, ele pode se tornar eficiente, coordenado e distribuído entre automóveis, fábricas e prédios elegantemente frugais todos baseados em um sistema elétrico moderno, seguro e resiliente.
Podemos eliminar nossa dependência do petróleo e carvão até 2050 e usar 33% menos gás natural ao mudarmos para um consumo eficiente e fontes renováveis. Isto poderia custar, até 2050 menos 5 trilhões de dólares do preço atual, que é expresso como um montante fixo hoje, do que deixar tudo como está -- supondo que as emissões de carbono e todos os custos ocultos ou externos valham zero -- uma estimativa conservadoramente baixa. Entretanto esse sistema mais barato de energia poderia sustentar uma economia 158% maior que a dos E.U.A. sem precisar de petróleo ou carvão, ou mesmo da energia nuclear. Além disso, esta transição não precisa de novas invenções e nenhum ato do Congresso e não precisa de novos impostos federais, subsídios ou leis ou de vencer os impasses em Washington.
Deixe-me repetir. Eu irei lhes dizer como os E.U.A. podem largar o petróleo e carvão, 5 trilhões de dólares mais barato sem nenhum ato do Congresso dirigida pelas empresas que querem lucros. Ou seja, iremos utilizar nossas instituições mais eficazes -- empresa privada co-evoluindo com a sociedade civil e acelerada pela inovação militar para satisfazer nossas instituições menos eficazes . E se você se importa mais com lucro, empregos e vantagem competitiva ou segurança nacional, ou gestão ambiental e proteção climática e saúde pública, reinventar o fogo faz sentido e gera dinheiro.
O general Eisenhower supostamente disse que ampliar os limites de um problema difícil o torna solúvel ao englobar mais opções e mais sinergias. Então ao reinventar o fogo, integramos todos os quatro setores que usam energia -- transporte, construção, indústria e eletricidade -- e integramos quatro tipos de inovação, não apenas tecnologia e política, mas também projetos e negócios estratégicos. Essas combinações produzem muito mais que a soma de suas partes, especialmente ao criar oportunidade de negócios profundamente novas.
O petróleo custa a nossa economia 2 bilhões de dólares por dia, mais outros 4 bilhões de dólares por dia em custos ocultos e despesas militares, aumentando seu custo total para mais de 17% do PIB. Os automóveis consomem 60% de nosso combustível. Então vamos começar retirando a gasolina dos automóveis. 66% da energia necessária para mover um carro padrão deve-se ao seu peso. E cada unidade de energia economizada nas rodas, tirando o peso ou atrito, economiza sete unidades no tanque, porque você não precisa gastar seis unidades para transmitir a energia às rodas.
Infelizmente, no último quarto de século, a obesidade epidêmica fez com que nossos carros de aço de 2 toneladas ganhassem peso duas vezes mais rápido que nós. Mas hoje, materiais ultra leves e ultra fortes, como compostos de fibra de carbono, podem reduzir drasticamente essa bola de neve do peso e pode tornar os carros mais simples e baratos de construir. Automóveis mais leves e mais ageis necessitam de menos força para se moverem, então seus motores tornam-se menores. Na verdade, esse tipo de condição física do veículo acaba tornando a propulsão elétrica acessível porque as baterias ou células de combustível também tornam-se menores, mais leves e baratas. Assim os preços de mercado irão cair para os niveis de hoje, enquanto o custo de utilização, desde o início, é muito mais baixo.
Assim estas inovações podem transformar as montadoras em vez de conseguirem economias ínfimas em motores da era Vitoriana e de tecnologias ulrapassadas passam a ter uma queda acentuada dos custos motivadas por três inovações que se reforçam uma a outra -- com os materiais muito leves, com carroçaria inovada e propulsão elétrica. As vendas podem aumentar e os preços cairem ainda mais rápido com incentivos temporários, isto é, desconto para novos carros eficientes subsídiados pelos impostos dos veículos ineficientes.
E apenas nos dois primeiros anos os 5 maiores programas de incentivos da Europa triplicaram a taxa de aumento da eficiencia automotiva. A consequente adoção dos carros elétricos vai ser tão radical quanto a mudança das máquinas de escrever para os computadores. É claro, computadores e eletrônicos são as maiores indústrias americanas, já os fabricantes das máquinas de escrever desapareceram. Então a adequação dos veículos abre uma nova estratégia competitiva que pode duplicar a economia de petróleo nos próximos 40 anos, mas também torna a eletricificação acessível, e isto substitui o resto do petróleo.
A América poderia liderar esta próxima revolução automotiva. Atualmente o líder é a Alemanha. Ano passado, a Volkswagen anunciou que no próximo ano eles produzirão um híbrido de fibra de carbono com um consumo de 97,8km/l. Também ano passado, a BMW anunciou um carro elétrico de fibra de carbono, eles dizem que a fibra de carbono compensa por necessitar menos baterias. E eles dizem, "Nós não temos a intenção de ser uma fábrica de máquinas de escrever." A Audi afirma que irá antecipar a ambos em 1 ano.
Sete anos atrás, utilizou-se uma tecnologia de manufatura americana mais rápida e barata para fazer esta pequena peça teste em fibra de carbono, que também serve de capacete. (Risadas) Num minuto -- e você descobrirá pelo som quão duro e forte ele é. Não se preocupem em deixá-lo cair, é mais duro que titânio. Tom Friedman o golpeou o mais forte que pôde com um martelo hidraúlico sem sequer arranhá-lo.
Mas esta técnica de manufatura pode ser aplicada na indústria automotiva ao um mesmo custo com o desempenho da indústria aeroespacial. Eles podem economizar 80% do capital necessário para fazer automóveis. Podem salvar vidas porque esta coisa pode absorver até 12 vezes mais energia por quilo no impacto do que o aço. Se fizermos todos os nossos automóveis assim, isto economizaria petróleo equivalente a se encontrar 1.5 Arábia Sauditas, ou metade de uma OPEP, ao perfurar nas montanhas de Detroit, uma jogada promissora. E todos aqueles mega-barris sob Detroit a um custo médio de 18 dólares o barril. São 100% americanos, livres de carbono e inesgotáveis.
As mesmas regras e as mesmas lógicas de negócio também se aplicam a veículos pesados. Nos cinco anos anteriores a 2010, o Walmart economizou 60% do combustível por tonelada-km em sua enorme frota de caminhões pesados através de uma melhor logística e projeto. Só as economias tecnológicas nos caminhões pesados pode chegar a 66%. E combinada com o triplo ou quintuplo da eficiência dos aviões, em fase de projeto, pode economizar cerca de um trilhão de dólares.
E também a revolução em eficiencia energética na área militar irá acelerar também estes avanços na área civl da mesma forma que a Pesquisa & Desenvolvimento militares nos deu a Internet, o Sistema de Posicionamento Global, o motor a jato e as indústrias de microchips. Enquanto melhoramos o projeto e o construir dos veículos, também podemos utilizá-los de forma mais inteligente aproveitando 4 técnicas poderosas para eliminar as viagens desnecessárias. Em vez de apenas assistirmos ao aumento do trânsito, podemos usar estratégias de preços inovadoras, cobrando pela infraestrutura da estrada por km., não por litro.
Podemos usar TI inteligentes para melhorar o trânsito e facilitar o carro compartilhado e a carona. Podemos empregar modelos de crescimento inteligentes e lucrativos que ajudem as pessoas a estarem próximas de onde elas querem ir, para que não tenham que ir para outro lugar. E podemos usar TI inteligente para fazer o tráfego mais fluido. Juntas, estas coisas podem nos dar o mesmo ou um melhor acesso com 46 a 84% a menos de viagens, economizando outros 0.4 trilhões de dólares. mais 0.3 trilhões de dólares com o uso mais produtivo de caminhões.
Assim daqui a 40 anos, tudo somado, podemos ter mais mobilidade nos E.U.A. sem usar petróleo. Economizando ou substituíndo barris a 25 dólares ao invés de comprá-los por mais de cem, resulta em uma economia líquida de 4 trilhões supondo todos os custos ocultos como zero.
Então ter mobilidade sem petróleo, para eliminar o petróleo, nós podemos nos tornar eficientes e depois trocar de combustíveis. Estes veículos gastam o equivalente a 50 a 100km/l podem usar uma combinação de mistura de células de hidrogênio como combustível, eletricidade e biocombustíveis avançados. Os caminhões e aviões poderão usar hidrogênio ou bio-combustíveis avançados. Os caminhões podem ainda usar gás natural. Mas nenhum veículo necessitará de petróleo. E do bio-combustível necessário, apenas 3 milhões de barris por dia, pode ser feito 66% a partir de resíduos sem substituir nenhuma plantação e sem prejudicar o solo ou o clima.
Nossa equipe acelera esses tipos de economias em petróleo através do que chamamos "acupuntura institucional." Descobrimos onde a lógica do negócio está congestionada e sem fluir corretamente, Nós enfiamos pequenas agulhas para fazê-lo fluir, trabalhando com parceiros como a Ford, Walmart e o Pentágono.
E a longa transição já está a meio caminho. Na verdade, 3 anos atrás os principais analistas começaram a ver o pico do petróleo, não em oferta, mas na demanda. E o Banco Deutsche disse que o consumo mundial do petróleo atingiria seu pico em 2016.
Em outras palavras, petróleo está deixando de ser competitivo mesmo com preços baixos antes de se tornar escasso mesmo com preços altos. Mas os veículos elétricos não precisam sobrecarregar a rede elétrica. Ao contrário, quando automóveis inteligentes trocarem energia e informação através de prédios inteligentes com redes inteligentes, eles adicionarão à rede preciosa flexibilidade e armazenamento que ajudarão a rede integrada as instáveis energiaa solar e éolica.
Assim automóveis elétricos fazem os problemas dos veículos e da eletricidade mais fáceis de se solucionar em conjunto do que separados. E eles aindam convergem a história do petróleo com nossa segunda grande história, economizando energia e então gerando-a de forma diferente. E essas revoluções gêmeas na eletricidade provocarão neste setor numerosas, profundas e diversas rupturas que qualquer outro setor, porque temos a tecnologia século XXI colidindo de frente com as instituições, regras e culturas dos séculos XIX e XX, Mudar como produzimos eletricidade torna-se fácil se necessitarmos menos dela. A maior parte é hoje desperdiçada e as tecnologias para economizá-la continuam melhorando mais rapidamente do que as implantamos. Assim os recursos eficientes não aproveitados continuam a aumentar e a baratear.
A medida que a eficiência dos prédios e das indústrias começa a crescer mais rápido que a economia, o consumo da eletricidade na América poderia realmente diminuir, mesmo com consumo adicional destinados aos carros elétricos eficientes. Basta aceleramos razoavelmente as tendências existentes.
Nos próximos 40 anos, prédios, que consomem 75% da eletricidade, podem triplicar ou quadriplicar sua produtividade em energia, economizando 1.4 trilhões de dólares, a preços atuais, com 33% de taxa interna de retorno ou em linguagem simples, as economias valem 4 vezes o que custaram. E a indústria também pode acelerar, duplicando sua produtividade em energia com uma taxa interna de retorno de 21%. A chave é uma inovação drástica a que chamamos projeto integral que normalmente traz grandes economias de energia custa menos que uma economia pequena ou nula . Ou seja, pode trazer retornos crescentes, e não decrescentes .
É assim que nossa reforma de 2010 está economizando mais de 40% da energia no edifício Empire State -- transformamos as 6500 janelas no local em super janelas que passam a luz, mas refletem o calor. Melhoramos a iluminação e os equipamentos de escritório e assim cortou-se a carga de refrigeração em 33%. Renovamos os pequenos resfriadores em vez de instalar grandes economizando17 milhões de dólares do custo de capital, o que ajudou a pagar outras melhorias e reduziu o prazo de amortização para apenas 3 anos. Projeto integral também pode aumentar a economia de energia na indústria. O investimento bilionário em eficiência na Dow já rendeu 9 bilhões de dólares.
Mas a indústria como um todo tem outro meio trilhões de dólares de energia a economizar. Por exemplo, os motores consomem 60% da eletricidade do mundo. Metade disso alimenta bombas e ventiladores. E podem tornar-se mais eficiente, os motores que os alimentam podem praticamente duplicar a sua eficiência ao integrar 35 melhorias, que se pagam em cerca de 1 ano.
Mas primeiro devemos buscar economias maiores e mais baratas que são normalmente ignoradas e não estão nos manuais. Por exemplo, o maior uso dos motores, se dá nas bombas para mover líquidos através de canos. Mas um sistema padrão de bombeamento industrial em ciclo foi reprojetado para gastar pelo menos 86% menos energia, não por usar bombas melhores, mas apenas por substituir canos longos, finos, tortos por canos grossos, menores, retos . Isto não é nova tecnologia, basta reorganizar nosso mobiliário de metal. É claro, isso também reduz o equipamento de bombeamento e seus custos capitais.
Então o que estas economias significam para os 75% da eletricidade usada nos motores? Bem, do carvão queimado na usina com todas essas perdas compostas, apenas 10% da energia de combustível realmente é consumida para manter o fluxo nos canos. Mas agora vamos analisar essas perdas compostas de trás para frente, e cada unidade do fluxo ou atrito que eliminamos no cano economiza-se 10 unidades de custo do combustível, poluição e aquilo que Hunter Lovin chama de "absurdo global" voltam para a usina. E é claro, enquanto se vai rio acima, os componentes ficam menores e portanto mais baratos.
Nossa equipe verificou recentemente uma economia de energia em cascata em reprojetos industriais no valor de mais de 30 bilhões de dólares -- em tudo, desde centrais de dados e fábricas de chips a minas e refinarias. Tipicamente nossos projetos de renovação economizam cerca de 30% a 60% de energia e se pagam em alguns anos, enquanto novos projetos de instalação economizam de 40% a expantosos 90% com, geralmente, baixos custos de capital.
Agora gastando menos eletricidade facilitará e acelerará a adoção de novas fontes de eletricidade, principalmente renováveis. A China conduz seu explosivo crescimento e seus custos em queda. Na verdade, os custos destes módulos de energia solar acabam de cair muito. E a Alemanha tem agora mais trabalhadores setor de energia solar que a América no setor de aço. Já em cerca de 20 estados há instaladores privados que instalam painéis solares baratos em seu teto sem custo extra mais barato que a conta de luz. Estes produtos não regulamentados podem em última análise somar para uma conta virtual maior que de sua companhia elétrica assim como a conta de seu celular ultrapassou a de sua linha de telefone fixo. E esse tipo de coisa assusta os executivos das empresas de energia e dá bons sonhos aos capitalistas de riscos.
Energias renováveis não são mais uma atividade marginal. Em cada um dos últimos 4 anos metade da nova capacidade de geração do mundo foi renovável, principalmente ultimamente, nos países em desenvolvimento. Em 2010, além das grandes hidrelétricas, as energias renováveis , particularmente éolica e painéis solares, captaram 151 bilhões de dólares em investimento privado, e já ultrapassaram a capacidade total instalada da energia nuclear no mundo ao adicionar 60 bilhões de watts só neste ano. Esta é exatamente a capacidade de painéis solares que o mundo produz anualmente -- um número que cresce 60% a 70% por ano. Em contraste, o aumento líquido da capacidade nuclear e da capacidade do carvão e das respectivas encomendas continuam caindo porque eles custam muito e possuem alto risco financeiro. Na verdade neste país, nenhuma nova usina nuclear conseguiu levantar capital privado para a construção, apesar dos 7 anos de subsídios de 100% ou mais.
E aí, como podemos substituir as usinas de carvão? Bem a eficiência e o gás podem desbancar a todos a um custos operacionais ligeiramente inferior e, combinados com energias renováveis, podem substitui-las mais de 23 vezes a menos de seus custos de reposição. Mas só necessitamos substituí-los uma vez. Ainda assim sempre nos dizem que apenas o carvão e as usinas nucleares podem manter as luzes acesas, porque funcionam todo o tempo, enquanto as energias éolica e solar são variáveis, e por isso supostamente pouco confiáveis.
Na verdade nenhum gerador trabalha 24h/7dias. Todos quebram. E quando a grande usina quebra, você perde milhões de megawatts em milisegundos, frequentemente por semanas ou meses, normalmente sem alerta. É exatamente por isso que projetamos uma rede para usinas que falharam sejam trocadas pelas usinas em funcionamento. E exatamente da mesma forma, a rede pode lidar com as variações previsíveis das energias eólica e solar.
As simulações de hora em hora mostram que as redes parcial ou totalmente renováveis podem fornecer energia de alta confiança quando existem previsão, integração e diversidade tanto do tipos quanto da localização. E isto é verdade tanto para regiões continentais como os E.U.A. ou a Europa como para áreas menores incorporadas a uma rede maior. É assim, por exemplo, 43% para 52% de energia eólica. 4 estados alemães em 2010 foram de origem eólica, Portugal possuía 45% de energia renovável, Dinamarca 36%. E é assim que toda a Europa pode mudar para a energia elétrica renovável. Na América, nosso envelhecido, poluente e inseguro sistema de energia precisa ser substituído de qualquer forma até 2050. E seja lá como faremos essa susbtituição irá custar o mesma, cerca de 6 trilhões de dólares em valores atuais -- seja se comprarmos mais do que temos ou nova energia nuclear e o chamado carvão limpo, ou energias renováveis mais ou menos centralizadas.
Mas estes 4 futuros a um mesmo custo diferem profundamente em seus riscos, em termos de segurança nacional, combustível, água, finanças, tecnologia, clima e saúde. Por exemplo, nosso rede super centralizada é muito vulnerável a apagões em cascata com efeito econômico potencialmente devastador causados por um mau tempo, outros desastres naturais ou ataques terroristas. Mas esse risco de apagão desaparece, e todos os outros riscos são melhor administrados, com energias renováveis distribuídas organizadas em micro-redes locais normalmente interligadas, mas que funcionem sozinhas em caso de necessidade. Isto é, eles podem desconectar fractalmente e em seguida se reconectar sem problema.
Essa abordagem é exatamente a que o Pentágono está adotando para sua rede de energia. Eles acham que precisam disso; e nós que eles defendem? Queremos que nossas coisas funcionem também. A aproximadamente o mesmo custo de um negócio normal, isto aumentaria a segurança nacional, a escolha do cliente, a oportunidade empresarial e a inovação.
Juntos, o consumo eficiente e diversificado e disperso dos suprimentos de energia renovável estão começando a transformar todo o setor de eletricidade. As empresas tradicionais constroem muitas das gigantescas usinas de carvão e nuclear e muitas das grandes usinas de gás e talvez umas poucas das de eficiente energias renováveis. E estes serviços públicos foram premiados, como ainda o são nos 34 estados, por venderem mais eletricidade. No entanto, especialmente quando as reguladoras estão agora premiando o corte de consumo, o investimentos está mudando radicalmente na direção da eficiência, resposta à demanda, cogeração, de energias renováveis e formas transmití-las em conjunto e de forma segura com menos transmissão e pouco ou nenhum armazenamento de energia.
Assim nosso futuro energético não é destino, mas escolha, e essa escolha é muito flexível. Em 1976, po exemplo, governo e indústria insistiam que a quantidade de energia necessária para produzir um dólar de PIB nunca poderia cair. E eu cometi a heresia de dizer que pode cair várias vezes. Bem isto é realmente o que tem acontecido desde então. Caiu pela metade. Mas como as tecnologias atuais, muito melhores, com canais de distribuição mais maduros e projeto integral podemos fazer muito mais e ainda mais barato.
Assim para resolver o problema da energia, apenas precisamos alargá-lo. E os resultados podem parecer a princípio inacreditáveis, mas como Marshall McLuhan disse, "Apenas os pequenos segredos precisam de proteção. As grandes descobertas são protegidas pela incredulidade geral." Agora combine a revolução da eletricidade e do petróleo, ambas impulsionadas pela eficiência moderna, e você tem uma grande história: a reinvenção do fogo, onde negócios facilitados e acelerados por políticas inteligentes em mercados conscientes podem levar os E.U.A. a se tornarem completamente livres do petróleo e do carvão em 2050, economizando 5 trilhões de dólares, com crescimento econômico de 2.6 vezes mais, fortalecendo a segurança nacional, ah, e por falar nisso, se livrando do petróleo e do carvão, reduzindo as emissões de carbono fóssil em cerca de 82% a 86%.
Agora se você gosta desses resultados, você pode apoiar a reinvenção do fogo sem precisar concordar de todos eles e sem precisar entrar em acordo sobre qual deles é mais importante. Assim focando nos resultados, não nos motivos, pode-se transformar impasses e conflitos em uma solução unificada para o desafio da energia na América, Isto acaba se tornando uma das melhores formas de lidar com desafios globais -- mudança climática, proliferação nuclear, insegurança energética, escassez energética -- tudo que nos tornam menos seguros.
Agora nossa equipe na RMI ajuda empresas inteligentes a desbloquearem e acelerarem essa jornada através de 6 iniciativas setoriais, com mais alguma burilaçao. É claro que ainda há muitas idéias ultrapassadas. O antigo homem do petróleo Maurice Strong disse, "Nem todos os fósseis estão no combustível." Mas como Edgar Woolard, que era presidente da Dupont nos lembrou, "As empresas prejudicadas pelas idéias ultrapassadas não serão um problema porque elas simplesmente não existirão mais a longo prazo."
Eu descrevi não apenas uma oportunidade de negócio única para nossa civilização, mas uma das mais profundas transições na história de nossa espécie. Nós humanos estamos inventando um novo fogo, não é escavado do chão, mas fluindo do céu; não é escasso, mas abundante; não é local, mas global; não é transitório, mas permanente; não é dispendioso, mas gratuito. E a não ser por uma pequena transição pelo gás natural e um pouco de biocombustível obtido de forma sustentável, este novo fogo não possui chama. Consumido eficientemente, ele realmente pode fazer nosso trabalho sem ser nossa perdição.
Cada um de vocês possui uma parte deste prêmio de 5 trilhões de dólares E nosso novo livro "Reinventado o fogo" descreve como você pode obte-la. Assim a conversa está apenas começando no site reinventingfire.com , permita-me convidar cada um de vocês a se envolver conosco e entre si, com todos a gente, para ajudar a tornar o mundo mais rico, mais justo, mais legal e mais seguro ao reinventarmos juntos o fogo.
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Got an idea, question, or debate inspired by this talk? Start a TED Conversation.
Nesta palestra intimista, filmada nos escritórios do TED, o teórico em energia Amory Lovins apresenta os passos que devemos dar para acabar com a dependência global do petróleo (antes que ele acabe). Algumas mudanças propostas por ele já estão acontecendo -- como carros mais leves e caminhões inteligentes -- mas outras necessitam de uma visão mais abrangente.
In his new book, "Reinventing Fire," Amory Lovins shares ingenious ideas for the next era of energy. Full bio »
Translated into Portuguese, Brazilian by Christine Veras
Reviewed by Wanderley Jesus
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19:44 Posted: Dec 2007
Views 477,475 | Comments 142
16:40 Posted: Nov 2009
Views 384,912 | Comments 219
17:14 Posted: Aug 2010
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