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A apresentação que fiz aqui dois anos atrás já foi vista umas 2000 vezes. Estou fazendo uma apresentação mais curta esta manhã e a estou fazendo pela primeira vez, então... Eu não quero nem preciso elevar meu próprio padrão; Na verdade, estou tentando abaixá-lo. Pois eu amontoei isso tudo aqui para tentar alcançar o objetivo desta sessão.
E a fantástica apresentação de Karen Armstrong me fez lembrar que a religião, devidamente compreendida, não é simples questão de crença, mas de comportamento. Talvez devêssemos dizer a mesma coisa sobre o otimismo. Como ousamos ser otimistas? O otimismo por vezes é caracterizado como uma crença, uma postura intelectual. Como Mahatma Gandhi disse, "Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo". E o resultado sobre aquilo a que desejamos dedicar nosso otimismo não será criado somente pela crença, embora em certo nível a crença possa criar novo comportamento. Mas a palavra "comportamento" também é, penso eu, algumas vezes má compreendida neste contexto. Eu defendo muito a troca das lâmpadas incandescentes e a compra dos carros híbridos, e Tipper e eu colocamos 33 painéis solares em casa, cavamos poços geotérmicos, e tudo mais. Mas, apesar de ser importante mudar as lâmpadas, é mais importante mudar as leis. E quando mudamos o nosso comportamento diariamente, algumas vezes esquecemos da parte da cidadania e da parte da democracia. Para podermos ser otimistas sobre isto, precisamos ser incrivelmente ativos como cidadãos em nossa democracia. Para resolver a crise climática, precisamos resolver a crise democrática. E nós temos uma.
Estou tentando contar essa história há muito tempo. Uma senhora recentemente me fez lembrar disso. Ela passou pela mesa onde eu estava sentado, olhando para mim. Devia ter seus setenta anos, com um rosto gentil. Não havia pensado em nada até ver pelo canto do olho que ela estava voltando e continuava a olhar para mim. Então eu disse, "Como vai?" E ela disse, "Sabe, se você tingir seu cabelo de preto, você vai ficar igual ao Al Gore." (Risos)
Muitos anos atrás, quando eu era um jovem congressista, passei muito, muito tempo lidando com o desafio do controle de armas nucleares -- a corrida armamentista nuclear. E os historiadores militares me ensinaram, durante aquela busca, que os conflitos militares são normalmente distribuídos em três categorias: batalhas locais, regionais, em teatros de guerra, e as raras, mas importantes, guerras globais, mundiais. Conflitos estratégicos. E cada nível de conflito requer uma alocação diferente de recursos, uma abordagem diferente, um modelo organizacional diferente. Desafios ambientais entram nas mesmas três categorias, e em geral pensamos mais nos problemas ambientais locais: poluição do ar, da água, e depósitos de resíduos tóxicos. Mas também existem problemas ambientais regionais, como chuva ácida do centro-oeste ao nordeste dos EUA, da Europa Ocidental ao Ártico, e do centro-oeste pelo Mississippi até a zona morta do Golfo do México. E existem muitos desses problemas. Mas a crise climática é o raro, mas importante, conflito global, ou estratégico. Tudo é afetado. E precisamos organizar a nossa resposta adequadamente. Precisamos de uma mobilização mundial, global por energia renovável, conservação, eficiência, e uma transição global para uma economia de baixo carbono. Temos trabalho a fazer. E podemos mobilizar recursos e determinação política. Mas a determinação política precisa ser mobilizada para que possamos mobilizar os recursos.
Permitam-me mostrar esses slides. Vamos começar com o logotipo. O que está faltando aqui, obviamente, é a calota polar norte. Só restou a Groenlândia. Há 28 anos, a calota polar, a calota polar norte, estava assim no final do verão, no equinócio do outono. Neste último outono, fui ao Snow and Ice Data Center em Boulder, Colorado, e conversei com os pesquisadores, aqui em Monterey, no Naval Postgraduate Laboratory. Aqui está o que aconteceu nos últimos 28 anos. Para compararmos, em 2005 foi feito o último registro. Aqui está o que aconteceu no último outono e que realmente desanimou os pesquisadores. A calota polar norte tem o mesmo tamanho, geograficamente... Não tem a mesma forma, mas é exatamente do mesmo tamanho dos EUA, menos uma área praticamente igual à do estado do Arizona. A quantidade que desapareceu em 2005 é equivalente a todo o território ao leste do Mississippi. A quantidade extra que desapareceu no último outono é equivalente a esta porção. O gelo volta no inverno, mas não como gelo permanente: volta como gelo fino. Vulnerável. A quantidade restante pode acabar completamente no verão em pouco tempo, cerca de cinco anos. Isso coloca muita pressão na Groenlândia. Nesse exato momento, ao redor do Círculo Ártico -- Esta é uma famosa vila no Alasca. Esta é uma cidade em Newfoundland. Antarctica. Últimos estudos da NASA. A dimensão de um derretimento de neve entre moderado e grave de uma área equivalente à da Califórnia.
"Foram os melhores e os piores anos": a mais famosa frase de abertura na literatura inglesa. Quero compartilhar brevemente um "Conto de Dois Planetas". Terra e Vênus têm exatamente o mesmo tamanho. O diâmetro da Terra é aproximadamente 400 quilômetros maior, mas o tamanho é praticamente o mesmo. Têm exatamente a mesma quantidade de carbono. Mas a diferença é que, na Terra, a maioria do carbono foi drenada da atmosfera com o passar do tempo, e foi depositada no solo como carvão, petróleo, gás natural, etc. Em Vênus, a maioria está na atmosfera. A diferença é que a nossa temperatura é de 15 graus em média. Em Vênus, é de 457 graus. Isto é relevante para a nossa estratégia atual de extrair o máximo de carbono do solo o mais rápido possível e jogá-lo na atmosfera. E não é por Vênus estar ligeiramente mais perto do sol. É três vezes mais quente do que Mercúrio, que fica ao lado do sol. Agora, rapidamente, aqui temos uma imagem que vocês já viram antes, mas mostro outra vez para podermos fazer um CSI: Clima.
A comunidade científica global diz que a poluição criada pelo homem, lançada na atmosfera, engrossa isso e retém mais do infravermelho que devia sair. Todo mundo sabe disso. No último resumo do IPCC, os cientistas queriam dizer, "Qual é o percentual de certeza?" Eles queriam responder "99%". Os chineses se opuseram, então ficou em "mais de 90%". Os céticos dirão, "Espere um pouco, isso pode ser devido a variações nessa energia vinda do sol". Se isso fosse verdade, a estratosfera seria aquecida tanto quanto a atmosfera inferior, se estivéssemos recebendo mais. Se temos mais retenção do que saída, então o esperado é que fique mais quente aqui e mais frio aqui. Aqui é a atmosfera inferior. Aqui está a estratosfera: mais fria. CSI: Clima.
Agora, boas notícias. 68% dos americanos acreditam agora que a atividade humana é responsável pelo aquecimento global. 69% acreditam que a Terra está aquecendo substancialmente. É um progresso, mas aqui está o principal: quando apresentamos uma lista dos desafios a confrontar, o aquecimento global está em penúltimo lugar. O que está faltando é um senso de urgência. Se você concorda com a análise real, mas não sente a urgência, aonde isso leva você? Bem, a Alliance for Climate Protection, que eu dirijo junto com a CurrentTV, que fez esse serviço voluntário, promoveu um concurso mundial para escolher o melhor comercial que comunicasse isso. Este é o vencedor.
A NBC -- vou mostrar todas as redes aqui. Os jornalistas principais da NBC fizeram 956 perguntas em 2007 para os candidatos à presidência: duas foram sobre a crise climática. ABC: 844 perguntas, duas sobre a crise climática. Fox: duas. CNN: duas. CBS: zero. "Dos risos às lágrimas", diz este que é um dos mais antigos comerciais de cigarro. Aqui está o que temos feito. Este é o consumo de gasolina em todos estes países. E o nosso. Mas não são somente os países desenvolvidos. Os países em desenvolvimento agora estão nos seguindo e acelerando o ritmo. E na verdade, as emissões cumulativas deles este ano são equivalentes às nossas em 1965. E eles estão nos alcançando dramaticamente. Em termos de concentrações totais: até 2025, eles estarão essencialmente onde nós estávamos em 1985. Se os países ricos não estivessem sendo contabilizados, ainda assim teríamos esta crise. Mas demos aos países em desenvolvimento as tecnologias e as formas de raciocínio que estão criando a crise. Isto é na Bolívia. Em um período de trinta anos.
Esta é a pesca em alguns segundos. Nos anos sessenta. 70, 80, 90. Precisamos parar com isto. E a boa notícia é que podemos. Temos as tecnologias. Precisamos ter uma visão unificada de como agir: a luta contra a pobreza no mundo e o desafio de reduzir as emissões dos países ricos, têm uma única e simples solução.
As pessoas perguntam, "Qual é a solução?". Aqui está. Colocar um preço no carbono. Precisamos de um imposto sobre o CO2, que não vise a geração de divisas, para substituir impostos sobre emprego, que foram inventados por Bismark. E algumas coisas mudaram desde o século 19. No mundo pobre, precisamos integrar as respostas à pobreza com soluções para a crise climática. Planos para combater a pobreza em Uganda são discutíveis se não resolvermos a crise climática.
Mas essas ações podem, na verdade, fazer uma grande diferença nos países pobres. Esta é uma proposta que tem sido muito comentada na Europa. Isto é da Nature Magazine. Estas são usinas de concentração de energia solar renovável, conectadas através de uma rede chamada "supergrid" para fornecer toda a energia elétrica necessária na Europa, proveniente em grande parte dos países em desenvolvimento. Corrente contínua de alta voltagem. Isso não é sonho; isso pode ser feito.
Precisamos fazer isto pela nossa própria economia. Os últimos números mostram que o modelo antigo não está funcionando. Há muitos investimentos que podem ser feitos. Se você estiver investindo em areia betuminosa ou xisto betuminoso, então você tem um portfolio lotado de ativos de carbono de alto risco. E tem um modelo antigo como base. Drogados encontram veias nos dedos dos pés quando as dos braços e pernas já não aguentam. Desenvolver areia betuminosa e xisto betuminoso é o equivalente. Aqui temos só alguns dos investimentos que eu pessoalmente acho que fazem sentido. Eu tenho participação nestes, então preciso de um termo de isenção de responsabilidade para mencioná-los. Mas geotérmicos, concentração solar, fotovoltaicos avançados, eficiência e conservação.
Você já viu este slide antes, mas há uma alteração. Os únicos dois países que não aprovaram, e agora só um. Na Austrália houve uma eleição. E houve uma campanha na Austrália que envolveu comerciais na TV, Internet e rádio para aumentar o senso de urgência das pessoas. E treinamos 250 pessoas para fazer a apresentação com slides em cada vilarejo, município e cidade da Austrália. Muitas outras coisas contribuíram, mas o novo primeiro-ministro anunciou que sua principal prioridade seria mudar a posição da Austrália com relação a Kyoto, e assim foi. Mas eles alcançaram uma conscientização parcialmente devido à terrível seca que enfrentaram. Este é o lago Lanier. Meu amigo Heidi Cullins disse que se déssemos nomes às secas como damos aos furacões, chamaríamos a seca na região sudeste de Katrina, e diríamos que está indo em direção a Atlanta. Não podemos esperar pelo tipo de seca que a Austrália teve para mudar a nossa cultura política. Aqui temos mais boas notícias. As cidades apoiando Kyoto nos EUA já chegam a 780. Pensei ter visto uma ali, e acho que vocês a conhecem. E é uma boa notícia.
Agora, para terminar, há alguns dias ouvimos sobre o valor de se fazer do heroísmo individual algo tão comum que ele passa a ser banal, ou rotina. O que precisamos é de outra geração de heróis. Nós, que estamos vivos especialmente nos Estados Unidos da América hoje, mas também no resto do mundo, precisamos de alguma forma compreender que a história nos apresentou uma escolha, tal como Jill Bolte Taylor tentava descobrir como salvar sua vida enquanto se distraía com a incrível experiência pela qual estava passando. Agora temos uma cultura de distração. Mas temos uma emergência planetária. E temos que encontrar uma maneira de criar, na geração dos que estão vivos hoje, um senso da missão de toda essa geração. Gostaria de encontrar palavras para transmitir isto. Essa foi outra geração de heróis que trouxe a democracia para o planeta. Outra que acabou com a escravidão. E que deu às mulheres o direito ao voto. Podemos fazer isto. Não me diga que não temos a capacidade para tal. Se tivéssemos o valor do que gastamos só durante uma semana na guerra do Iraque, poderíamos estar caminhando para a solução deste desafio. Temos capacidade para fazer isto.
Uma última observação. Eu sou otimista, pois acredito que temos a capacidade, em momentos de grande necessidade, de colocar de lado os eventos distrativos e encarar o desafio que a história nos propõe. Às vezes ouço pessoas responderem aos fatos perturbadores da crise climática dizendo, "Ah, é tão terrível. É um fardo que carregamos". Eu gostaria de pedir a vocês que reformulassem isso. Quantas gerações em toda a história da humanidade tiveram a oportunidade de encarar um desafio que compense todos os nossos esforços? Um desafio que pode extrair de nós mais do que sabemos que podemos fazer? Penso que devíamos abordar este desafio com um senso de profunda alegria e gratidão por integrarmos a geração que, dentro de mil anos, orquestras filarmônicas, poetas e cantores vão celebrar dizendo, "eles foram os que agiram visando resolver esta crise, e criaram o alicerce para um futuro brilhante e otimista da espécie humana.
Vamos fazer isto. Muito obrigado.
Chris Anderson: Para muitos na TED, é uma tristeza ver que uma mera questão de design -- no fim das contas, um problema de design em uma cédula eleitoral -- um simples problema no papel impossibilitou sua voz de ser ouvida dessa forma pelos últimos oito anos, em um cargo onde você poderia ter feito com que essas coisas se tornassem realidade. Isso dói.
Al Gore: Você não tem idéia (Risos).
CA: Quando você vê o que os principais candidatos do seu partido estão fazendo agora... Você está entusiasmado com os planos deles concernentes ao aquecimento global?
AG: Responder a essa pergunta é complicado para mim porque, por um lado, eu acho que deveríamos nos sentir bem com o fato de que o candidato republicano -- candidato já definido -- John McCain, e ambos os finalistas para a nomeação democrata -- todos os três têm uma posição diferente e inclinada ao avanço com relação à crise climática. Todos os três ofereceram liderança, e todos os três são muito diferentes da abordagem da administração atual. E eu acho que todos os três também têm sido responsáveis ao apresentar planos e propostas. Mas o diálogo da campanha, como ilustrado pelas perguntas que foram apresentadas pela League of Conservation Voters, a propósito, a análise de todas as perguntas -- A propósito, os debates foram todos patrocinados por algo que traz uma etiqueta Orwelliana, "Clean Coal". Carvão Limpo. Alguém reparou nisto? Cada debate foi patrocinado pela "Clean Coal". "Agora, com emissões ainda menores!"
A riqueza e a plenitude do diálogo na nossa democracia não criou a base para o tipo de iniciativa audaz que é realmente necessária. Então, eles estão dizendo as coisas certas e podem -- quem quer que seja eleito -- fazer o que é certo, mas devo dizer: quando eu voltei de Kyoto em 1997, com um sentimento de grande felicidade por termos feito tantos avanços lá, e depois confrontei o Senado dos EUA, somente um dos 100 senadores estava disposto a votar para confirmar, aprovar o tratado. O que quer que os candidatos digam, precisará da voz do povo para lhe dar apoio.
Este desafio é parte da construção de toda a nossa civilização. O CO2 é a expiração da nossa civilização, literalmente. E agora, mecanizamos este processo. Mudar o padrão requer um escopo, uma escala, uma velocidade de mudança que está além do que fizemos no passado. Por isso comecei dizendo, seja otimista no que você faz, mas seja um cidadão ativo. Exija... Mude as lâmpadas, mas mude as leis. Mude os tratados globais. Precisamos nos manifestar. Precisamos resolver essa democracia. Temos esclerose na nossa democracia. E precisamos mudar isto. Use a Internet. Navegue pela Internet. Contate as pessoas. Tornem-se cidadãos ativos. Exijam uma suspensão... Não deve ser criada nenhuma nova usina que utilize a queima de carvão e que não consiga capturar e armazenar CO2. O que significa que precisamos construir rapidamente estas fontes renováveis. Ninguém está conversando nessa escala. Mas eu acredito que entre agora e novembro, isso possa mudar. A Alliance for Climate Protection vai lançar uma campanha nacional -- mobilização nas ruas, anúncios de TV, anúncios na Internet, rádio, jornais -- com parcerias com todo mundo, desde escoteiras a caçadores e pescadores.
Precisamos de ajuda. Precisamos de ajuda.
CA: Em termos do seu papel pessoal nesse avanço, AI, há mais alguma coisa que você gostaria de estar fazendo?
AG: Eu tenho rezado para encontrar a resposta para esta pergunta. O que eu posso fazer? Buckminster Fuller escreveu, "Se o futuro de toda a civilização humana dependesse de mim, o que eu faria? Como eu seria?". Depende de todos nós, mas novamente, não somente com troca de lâmpadas. Nós, a maioria de nós aqui, somos americanos. Temos uma democracia. Podemos mudar as coisas, mas temos que mudar ativamente. O que é realmente necessário é um nível mais elevado de conscientização. E é difícil de fazer -- É difícil criar isso. Mas está caminhando. Existe um antigo provérbio africano que alguns podem conhecer, que diz, "Se quiser ir rápido, vá sozinho; se quiser ir longe, vá acompanhado". Precisamos ir longe, rapidamente. Portanto, precisamos mudar a consciência. Uma mudança no compromisso. Um novo senso de urgência. Uma nova gratidão pelo privilégio de podermos aceitar esse desafio.
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Nesta apresentação de slides inteiramente nova (apresentada pela primeira vez no TED.com), Al Gore apresenta evidências de que o ritmo da mudança climática pode ser até pior do que os cientistas prognosticaram recentemente, e nos desafia a agir.
Once the US Vice President, then star of An Inconvenient Truth, now Nobel Peace Prize winner, Al Gore found a way to focus the world's attention on climate change. In doing so, he has invented a new medium -- the Keynote movie -- and reinvented himself. Full bio »
As important as it is to change the lightbulbs, it is more important to change the laws.” (Al Gore)
17:52 Posted: May 2007
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15:58 Posted: Nov 2007
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17:34 Posted: Apr 2007
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